Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.
(Jornal das Moças, 1957)
A História Repete-se: Repito o Intróito
Em 11/11/04 publiquei um alerta sobre esta crise. No Prós e Contras de 01/03/10 alertei que haveria uma RE-volução na Grécia, já que lá não havia uma E-volução.
Pouco depois detalhei que há três tipos de REvolução: a popular, como a Magrebina em 2011; golpe, quase sempre militar e radicais mudanças impostas de fora para dentro, como a troika está a fazer.
Recomendei Portugal sair do Euro. Esta ameaça faria a Merkel ouvir-nos. Em 2011 alertei que ela iria obrigar-nos a segui-la, para não perder as eleições regionais. Em Fev/12 disse que vários países não implementariam o acordo Merkozy e que a Zona Euro sofreria uma fratura com o acordo, se inalterado.
Porque é que o Ministro das Finanças Erra II
Há uma grande diferença entre o que se diz e ensina de economia e as suas práticas no mundo real.
Estas variam de um setor para outro, consoante a maior ou menor concentração de players nele, da regulação mais ou menos eficiente, do nível de atuação das associações de defesa do consumidor naquele setor específico, etc.
A maioria dos teóricos e políticos olha só para as médias e comparações recentes. Consultores internacionais e econometristas olham para os quintiles para estudar os extremos, olham para os ciclos de longo prazo e para early warning indicators.
Com a austeridade, a economia paralela vai crescer em Portugal, como o fez em outros países.
O ouro que as famílias tinham e que foi vendido nos últimos 6 meses a bom preço, já escassa e o preço cai, já o stock dos dealers é grande.
O aumento das exportações foi cíclico, aumenta no início dos anos pares em ciclo parado. Ela vai cair.
Há menos dinheiro a branquear na Europa, por isso menos entrará por cá.
Assim, o PIB e a receita vão cair, Mr. Vítor Goldman Sachs.
O Pouco Explorado Turismo II
Em 15/05 a UNWTO publicou que em 2011 a receita mundial com o turismo ultrapassou 1000 MM€ (trilhão)e que alguns países tiveram os seus gastos duplicados com este trade.
Em 2005 publiquei no semanário algarvio Avezinha e em 2006 no Jornal de Negócios que não aproveitamos os mercados turísticos emergentes nem os nichos mais lucrativos.
Os mercados emissores que mais cresceram de 2008 a 2011 foram:UK uns 1%, DE 2%, NL 0% US 6%, CN 70%, RUS 50%, BR 98%, AUS 50%, Índia 50%.
O Ministério da Economia há 5 anos que insiste nos velhos nichos dos velhos mercados e o resultado aí está, perdemos muito dineiro.
O turista sol-praia gasta 33€/dia, fora a viagem e o hotel. O montanhista uns 90€/dia.
Nichos a explorar II: Montanhismo
O montanhista sobe montanhas mais com os pés do que com as mãos.
Mesmo ao usar cordas e botas especiais, só em raras exceções é que usa grampos na rocha.
A sua meta principal é atingir cumes de onde desfruta de uma bela vista panorâmica.
Este lazer/desporto exige ótima condição física, preparação, algum equipamento e um guia competente que não ponha vidas em risco.
Em geral, as mais belas vistas de cumes são ao amanhecer ou ao entardecer. Mas, como algumas subidas passam por desfiladeiros ou trilhos com pedras soltas, só os mais experientes as fazem no escuro.
Há grupos de montanhistas entre universitários, pintores, ambientalistas, profissionais e professores de botânica, biologia e geologia, fotógrafos, ornitólogos, etc. Lá em cima a Fauna e a Flora são diferentes, pois há menoságua, sombra, húmus e insectos; e mais vento. A variação de temperatura entre a noite e o dia é marcante.
Os grupos e as associações, têm boletins, websitese blogs. Este é o caminho para se chegar àqueles que os influenciam e divulgar o seu destino.
Mas o fundamental é sentir-se seguro durante os percursos. Por isso, é importante levar equipamentos em ótimas condições como telemóveis e GPS.
Segundo Vivien A. Schmidt no seu mais recente artigo no Telos, "o principal problema para a democracia europeia está nos processos de tomada de decisão que combinam uma abordagem tecnocrática com um intergovernamentalismo excessivo."
Na conclusão do seu artigo, Vivien A. Schmidt afirma que "o que a Zona euro precisa agora não é apenas de novas políticas e melhor de liderança no seio da Conselho Europeu, mas também um Parlamento mais envolvido e um Presidente da Comissão Europeia mais político, derivando a sua legitimidade uma eleição, para que o Conselho não é mais o único a decidir, á pressa, o destino da área do euro e, consequentemente, da União Europeia. "
As consequências para os países da zona Euro são nefastas, pois está-se a querer curar um cancro(a dívida) numa certa parte sensível do organismo europeu com doses massivas de quimioterapia (aumento de impostos) e de radioterapia (redução brutal de postos de trabalho através da eufemística flexibilização), o que diminui o poder de compra e enfraquece os orgãos mais debilitados.
Esquecem-se que a tal cura neoliberal pode-se alastrar ao organismo todo e que mais depressa se morre da mesma do que do cancro em si.
"Porque terá a Grécia agora que deixar o Euro” ..... Mas como fazer a saída ordenada, a Alemanha ainda não decidiu...A srº Lagarde já avisou .....A bancarrota da Grécia deixa em pantanas todos os bancos centrais e o Bundesbank. Se a Grécia falir de forma desordenada, os fundos de pensões da banca alemã e as reformas dos pensionistas terão de cobrir a fuga de depósitos, como diz o Nelson Faustino, e isso custará votos e influências na banca alemã, em particular em Frankfurt e Munique.
(...)
Para além disto, como já vimos na semana passada, a saída da Grécia do euro irá provocar a falência do BCE e de todos os bancos centrais da zona do euro, em particular do Bundesbank. O desastre de Fukushima provocou uma comoção fortíssima no povo alemão, que o levou a desistir da energia nuclear. A falência do Bundesbank será o equivalente a um Fukushima monetário, que deverá conduzir a uma alteração drástica da atitude da Alemanha face ao euro.
(...)
Uma das consequências deste contágio deverá ser a fuga de depósitos dos países em risco, em particular de Portugal, havendo recomendações na imprensa internacional de fazer depósitos em euros em países seguros, como a Alemanha. Nada de mais imprudente. Se Portugal sair do euro há uma elevada probabilidade de esses depósitos no exterior serem transformados em novos escudos, valendo muito menos. Pior ainda, os bancos dos países fortes têm investimentos gigantescos em dívida dos países fracos, pelo que têm elevado risco de falir. Tendo em atenção todas as limitações de fazer previsões em tempos de turbulência excepcional, recomendo depósitos em outras moedas que não o euro, feitos em bancos de fora da zona do euro.
Pedro Braz Teixeira em Cachimbo de Magritte
Leitura(s) Complementar(s): Sequência de posts "fim do euro" por Pedro Braz Teixeira [também em Cachimbo de Magritte].
Em Fátima, este ano, o mês de Maio viu uma enchente extraordinária, julgo por causa da crise, e apesar dela, com toneladas de velas compradas e incineradas em nome de desejos cumpridos ou por cumprir.
Alguns têm vindo a anunciar a secularização, a não-religiosidade, etc., da nossa sociedade, mas não hesitam em chamar a um grande Estádio de Futebol 'A Catedral', esquecendo que a religiosidade pode brotar quando somos colocados perante, por exemplo, eventos trágicos ou sublimes, sem sabermos de onde vêm e como acabam. É algo que existe em todas as culturas e não desaparece. Modifica-se. Adapta-se. Tem novas formas de revelação.
A insegurança e a angústia das pessoas encontra na religiosidade um conforto. Como hoje é mais fácil construir um percurso individual, a diversidade de vidas existentes na nossa cidade, bairro, rua e prédio, leva à existência de Igrejas diferentes, ou com atitudes diferentes.
De salientar que Alfredo Teixeira coordenou um estudo recente sobre Identidades Religiosas em Portugal, o qual refere a diversidade em que o indivíduo hoje se constrói como ser religioso, mesmo sem pertencer a uma Religião.
Olhando para o que acontece durante a nossa vida nos mundos Macro e Micro, no Universo conhecido, é inevitável existirem interrogações inquietantes, as quais a Ciência e a Filosofia, por si sós, não conseguem acalmar e explicar.
Afinal, acender uma vela e orar, ou fazer um desejo, é um dos gestos mais civilizados que as nossas angústias e os nossos anseios provocam. Mas o que ali, em Fátima, se manifestou, caso falhe na resposta alcançada, pode vir a ser motor de arranque para a acção.
Cada dia que passa, traz mais uma notícia de como a res privata se apoderou do comando da sociedade que a res publica não consegue governar.
Os impérios financeiros anónimos que deixámos instalar-se, continuam a mexer-se à vista, sem governos que os regulem e só com alguns sistemas de justiça a funcionar.
Este é o conflito político que teremos de resolver ..." O que a todos diz respeito, por todos tem de ser resolvido"
Nos EUA, ontem, o Departamento de Justiça e o FBI em Nova York iniciaram uma investigação criminal sobre o déficit de US$ 2 mil mihões do JP Morgan que eliminou uns US $ 20 mil milhões em valor patrimonial.
Na Grécia, como aqui lembrou o Nelson, Spiro Latsis, número 51 da Forbes em 2006 e o número 56 em 2007, saca o dinheiro do seu país.
Em Portugal, o BP, escândalo da IIIª república e o escarro que a IIIª república lança na cara de todos nós, vai-nos custar mais 300 milhões.
Esta lista de Escândalos dos Ricos e Escarros nos Pobres é interminável.
A nossa paciência, não...!
Sarkozy e Sócrates, dois desconhecidos cidadãos parisienses separados pelas cores políticas mas unidos por um hobbie comum: o jogging.
Horas após a tomada de posse, da nomeação de Jean-Marc Ayrault como o novo primeiro-ministro e da homenagem a Jules Ferry (1832-1893) no seu primeiro acto oficial- como relatou António Canavarro no blog Farpas- eis que, após um acidente de percurso (o avião onde viajava foi atingido por um relâmpago) Hollande chegou a Berlim, onde teve direito a honras militares e a um singelo aperto de mão por Merkel.
Resta saber se após o jantar e a conferência de imprensa conjunta, onde Hollande deverá trocar a champanhe Taittinger pelo delicioso cervejão berlinense, hajam revelações do tipo "Iogurte grego à sobremesa".
Aguardemos por saber se houve indigestões!

Gregos estão a retirar as suas poupanças da banca grega e a apostar em dívida alemã.
Afinal, o que os gregos estão a fazer, já as grandes famílias de magnatas gregos- os Onassis, os Niarchos os Livanos e os Latsis- o fizeram muito antes da Grécia pedir ajuda externa.
Só os Latsis possuem também uma frota de petroleiros e contentores avaliados em 400 mil milhões de euros.
São também donos da holding EFG Bank European Financial Group sediada no Luxemburgo, que opera em larga escala no Mónaco, Reino Unido e Suíça-país que há bem pouco tempo teve de adoptar uma taxa de juro de -0,25% para fazer face à revalorização do franco suíço face ao euro.
Ou seja, pouco mais de metade dos 700 mil milhões que os gregos tiraram hoje dos seus bancos. Coisa pouca!
Na imagem: Spiro Latsis, número 51 na lista dos mais ricos elaborada pela revista Forbes em 2006 e o número 56 em 2007.

De acordo com a tradição, as revoluções costumam começar por Coimbra, passam pelo Jamor e só depois vão para a Avenida da Liberdade.
Leitura complementar: Crise Académica de 1969
Dia 22 de Maio o Internatinal Club of Portugal irá organizar um Almoço/debate com o Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. Irá estar presente o nosso colega do Ouriço, Jack Soifer para apresentar as suas questões e abordar dados inéditos. Brevemente teremos artigos sobre o evento.
Informação detalhada sobre estes eventos estará brevemente disponível no site e na página do facebook do International Club.
Os nossos leitores que se quiserem inscrever poderão fazê-lo através de e-mail para geral.icpt@gmail.com, com os seguintes dados pessoais: nome, regime de inscrição (membro do clube ou público geral) e contacto.
"Quando perceber que, para produzir, precisa da autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de si; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada".
Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920)
Segundo Julia Kollewe no The Guardian, esta saída passará por:
1) Paralisação política;
2) BCE deixa de aceitar colateral e troika fecha a torneira, levando a que o país fique sem dinheiro;
3) Controlo de capitais e nacionalização dos bancos;
4) Imediato choque económico de grande dimensão provocando aumento do PIB, assim como um disparar das taxas de desemprego e emigração;
5) Default em larga escala.
Segundo Wolfgang Munchau em Financial Times, esta saída passará por:
1) Manter as actuais políticas o que deverá elevar o desastre político e económico;
2) Forçar equilíbrio da balança orçamental primária grega e fazer default total a toda a dívida privada e pública (incluindo FMI, BCE e UE);
3) Aliviar a austeridade, reverter o programa de ajustamento e fazer default unilateral.
4) Sair já do Euro de forma voluntária.
Leitura complementar: Desta vez a conversa da saída da Grécia é para levar a sério? no blogue Massa Monetária.

Se antes de 2011 quando Sócrates era atacado por tudo e por todos como o bode expiatório de uma Crise que não era só nacional depois que deixou de ser governante vemos constantemente a ser atacado pela Imprensa sensacionalista que sobrevive e que não tem mais nada para vender do que vidas de actores de telenovelas que não interessam nem à minha cadela ou então vidas privadas de pessoas que só porque têm uma cara linda ou sabem dar um toques na bola já são maiores do que aqueles que passam uma vida a pulso à custa do mérito.
Cito aqui o que faz parte do domínio público mas que os jornais não gostam que se fale :
O avô de José Sócrates foi a pessoa que ganhou mais dinheiro com a venda de Volfrâmio para o esforço de Guerra da Alemanha Nazi de Hitler, tinha enumeras minas em Trás os Montes. Claro que agora os jornais quando publicam qualquer coisa só pretendem mandar a mensagem subliminar de que "José Sócrates está a viver em Paris e ter uma vida de rico porque roubou Portugal". Se ele não tivesse ido para Paris teria sido muito pior para ele ou para o país pois veríamos uma escalada de notícias que mais uma vez digo ... não interessam à minha cadela.

Averel: Temos de agradecer ao nosso Governo… Talvez estejamos a trabalhar como escravos por um simples naco de pão, mas pelo menos, evitamos a bancarrota!!!
Joe: Averel, cala-te!!!
Obs:na placa abaixo do guarda lê-se "sector privado". A segunda bandeira (ANT) é a do FMI.
O conceito de soberania desdobra-se em várias noções ancoradas na ideia de independência, estabilidade política, identidade cultural, um território com fronteiras estáveis e, a capacidade de defender o espaço política e económico de ameaças ou intrusões. Numa abordagem prática e, em conformidade com os factos históricos, a soberania será sempre um conceito com uma geometria variável. Nesse sentido, nenhum Estado é "absolutamente" soberano. Há dias mais soberanos do que outros. Há estádios mais ou menos intensos de expressão de soberania, mas a sua presença psicológica e material é irrefutável. As "Espanhas" andam aí para anexar os direitos, liberdades, garantias e, levar numa expressão Quixotiana ou não, uma parte da alma Lusa. Em abono da verdade e, em condições políticas e económicas normais, qualquer país encontra-se em situação de latência, de carência corrente, de precariedade perante o desequilíbrio dos pratos da balança. Antes das troikas e baldroicas, temos de resgatar da memória eventos históricos que escalpelizaram uma parte "dessa" soberania. À laia de curiosidade, o desastre de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, a perda de independência entre 1580 e 1640, a subtracção de Olivença, o Ultimato Britânico de 1890, as Guerras Coloniais e a perda do império ultramarino e a anterior visita do FMI às estâncias nacionais. Mas o que pretendo sublinhar com este encadeado que parece prender as ideias num paradoxo? Muito bem. Mesmo em tempos de paz económica e política, haverá sempre um défice social que coloca o indíviduo uma situação de dependência perante a soberania dos Estados. O problema a que assistimos, com a desagregação da união política na Europa, tem a ver com a ideia de refundação de soberania e porventura o restauro da noção clássica de Estado-nação soberano. Aconteça o que acontecer à Grécia e aos senhores que se seguem, os cidadãos de cada país têm a perfeita consciência de quem querem que mande em sua casa. O estado da nação é um conceito perfeitamente entendido. O povo prefere ser soberano mas pouco, do que ser subalternizado por forças externas, e em nome de um bem que por vezes resulta em males maiores. Grécia foi o primeiro e, ironicamente, voltará a ser o primeiro.

Até à chegada das redes sociais e em particular do Facebook não éramos confrontados com os bombardeamentos de mortes de pessoas da maneira que somos confrontados ultimamente. Antes na era pré digital só sabíamos da morte dos nossos amigos se tivéssemos a informação dada por pessoas conhecidas ou então se víssemos no obituário do jornal. Hoje com as redes sociais somos instantaneamente bombardeados quando alguém da nossa rede "amigos" morre, mesmo que não haja nenhum laço físico de amizade não deixamos de ficar afectados porque a morte continua a ser um tema tabu que muitos tentam esquecer que existe e é real. A outra parte da moeda é embora a pessoa deixe de estar fisicamente connosco a sua extensão digital em muitos dos casos continua, vemos os rastos da pessoa, vemos o reflexo da sua vida calendarizada em posts, vemos no fim as mensagens de dor como se o testemunho diário de uma vida passasse a ser o livro de condolências digital. Depois em muitos casos vemos coisas surreais como pessoas que morreram a receberem parabéns e convites como se ainda estivessem vivas, e quando vemos o último testemunho escrito pela pessoa em vida ... pensamos incredulamente se é mesmo verdade. Tal aconteceu comigo este ano com dois amigos que conhecia de carne e osso, aconteceu também comigo com o Miguel Portas e o Bernando Sassetti que não os conheci infelizmente mas atingiu-me como se fossem de carne e osso na minha esfera de amigos.
Tudo isto se deve ao paradigma Web 2.0, mas pelos vistos a Morte também é 2.0 não foi deixada de lado, não sei como é que as Funerárias ainda não começaram a publicitar em massa nestes meios ... a fonte potencial de negócio é enorme. A Morte é incontornável mas cada vez torna-se mais sociável, será bom para abrir os olhos de uns ? ou será mau para confrontar outros ?
O remédio para a reconstrução da economia europeia de modo a evitar uma futura guerra, passa pela formação de uma “União de Comércio Livre” entre os países europeus, incluindo as suas colónias
John Maynard Keynes em “The Economic Consequences of the Peace” (1919)
Os argumentos que irei apresentar são puramente geopolíticos, tomando como referência o facto de últimos 1500 anos, a Europa-em especial o centro da Europa-tem sido um terreno fértil de lutas entre [as superpotências] Rússia, Alemanha, França, Reino Unido e Império Otomano [ao qual já pertenceu a Grécia].



O que pior nos poderia acontecer se a zona euro 1 entrasse em rota de colisão com a zona euro 2?
Recomendo como leitura complementar ao post As duas grécias o [recente] artigo de opinião E se a Grécia sair do euro? por Ricardo Reis assim como o artigo de opinião Managing a Fragile Eurozone por Paul de Grauwe.
[Almost] Off-topic: Dos blogues que acompanho, verifiquei que apenas O Jumento deu [algum] destaque às declarações de Poul Thomsen em Coimbra na passada sexta-feira. Nem os blogues Ladrões de Bicicletas e O Insurgente-blogues que abordam assuntos essencialmente relacionados com economia-escreveram um simples post. Porque será?

1. Greek euro exit, very possibly next month.
2. Huge withdrawals from Spanish and Italian banks, as depositors try to move their money to Germany.
3a. Maybe, just possibly, de facto controls, with banks forbidden to transfer deposits out of country and limits on cash withdrawals.
3b. Alternatively, or maybe in tandem, huge draws on ECB credit to keep the banks from collapsing.
4a. Germany has a choice. Accept huge indirect public claims on Italy and Spain, plus a drastic revision of strategy — basically, to give Spain in particular any hope you need both guarantees on its debt to hold borrowing costs down and a higher eurozone inflation target to make relative price adjustment possible; or:
4b. End of the euro.
Fonte: Paul Krugman@NYTimes [e partilhado no tweeter por Nouriel Roubini]
Sou um terrestre, muitas vezes feliz, mas um terrestre que caminha de uma forma muito aérea, muito suspensa, à procura de qualquer coisa, sobretudo na música, que ainda não sabe muito bem o que é. E isso inquieta-me o espírito. Sempre. Vivo com esta inquietação vinte e quatro horas por dia.
Bernardo Sasseti ao Jornal Público a 18 de Dezembro de 2005
Descansa em paz Bernardo!