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O Ouriço

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Poesia que pica VI

Artur de Oliveira 21 Set 12






 










PORTUGAL FUTURO

Abro os lábios num sorriso
Não espero, na terra, o paraíso
Duvido do paraíso etéreo
O otimismo é preciso
E se o riso é pouco siso
Desvendem-me lá o mistério

Dizem-me: está tudo mal

Neste nosso Portugal
Que desanda em contra mão
Mas a troika, afinal
Não deveria dar um sinal
Duma qualquer solução?

Em vez disso é problema
Não concorda com o sistema
Se calhar até está certa
Em cada novo dilema
Seja em prosa ou poema
Não se vislumbra a meta

A economia a experimentar
Remédios sem os testar
De que temos de gostar
Nem sabemos se são a cura
Mas depois de endividar
Sem dinheiro para pagar
Os credores ninguém segura

Eu sorrindo vou dizendo
Tudo o que agora estou vendo
É este mal em crescendo
Onde nada que é bom, rima
Amigos, cá para mim, entendo
Que com mais ou menos remendo
Daremos a volta por cima

Fora os politiqueiros
Os malandros, alguns banqueiros
E até os financeiros
O povo matem-se atento
Com os fatos domingueiros
Somos uns gajos porreiros
Que não nos falte o alento

Sorrir sempre faz falta
Anime-se então a malta
Com o ânimo em alta
Sem quererem dar nas vistas
A qualquer luz da ribalta
O brilho do que é bom ressalta
Não deixem de ser otimistas

Lutem por um mundo melhor
Onde cada um dê valor
À amizade, ao amor
Ao espaço imaterial
E façam-se o favor
De salvar sem amargor
O futuro de Portugal!

Maria Melo

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