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O Ouriço

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O Estado da Troika XII- Novos Rumos

Paulino Brilhante Santos 27 Nov 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Portugal necessita de partidos políticos capazes de oferecer aos cidadãos verdadeiras alternativas políticas para a governação do País, claramente distintas e diferenciadas. Partidos que soubessem produzir pensamento estratégico sobre os grandes problemas nacionais e sobre a melhor forma de os solucionar e não apenas de organizar seminários para elaboração de programas eleitorais à pressa de 4 em 4 anos.

 

Portugal carece de partidos verdadeiramente abertos à sociedade civil e não retoricamente abertos a “independentes” e a “recolha de contributos” apenas na lógica da caça ao voto nem que para isso os partidos aceitem licitar em feiras de vaidades pessoais como se tem visto nos últimos anos.

 

Não menos importante, são necessários partidos cuja organização e funcionamento internos sejam do século XXI, potenciando a colaboração de militantes e de não militantes, valorizando a participação de todos os cidadãos nas suas atividades, com “aparelhos” mínimos apenas de suporte administrativo e não mais de controlo e enquadramento político, com estruturas de financiamento claras e transparentes, com modelos de designação de candidatos a eleições abertos à participação de todos os cidadãos eleitores que demonstrassem ser simpatizantes que tivessem um mínimo de ligação e de colaboração com o partido e com um modelo ainda mais amplo e participado de eleição do candidato a líder do partido e candidato a primeiro-ministro (não necessariamente a mesma pessoa e até tendencialmente duas pessoas diferentes).

 

 

Neste momento, devido às suas redes clientelares, de nepotismo e de corrupção, aos negócios lícitos e ilícitos que promovem e agenciam, ao elevado financiamento que recebem do Estado, à sua implantação em todo o território nacional em imóveis obtidos na sua maioria a título gratuito ou quase, a avultadas contribuições financeiras legais e ilegais que recebem e às imensas redes de influência que ao longo de 30 anos teceram na sociedade portuguesa, os partidos do Grande Centrão não estão claramente interessados em se reformarem no sentido acima preconizado.

 

As mesmas razões constituem poderosíssimas barreiras à entrada no nosso sistema político-constitucional de quaisquer novos partidos que pudessem ter as mencionadas características desejáveis. 

 

Assim e por agora, apesar da sua crescente deslegitimação política, os partidos do Grande Centrão não se reformam mediante quaisquer impulsos interiores nem são vulneráveis a qualquer concorrência externa que constitua ameaça credível que os pudesse estimular a uma tão profunda reforma que iria mexer com os interesses instalados da maioria dos seus militantes, simpatizantes e demais apaniguados.   

 

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