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O Ouriço

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Há diferenças entre os países irmãos, mas a corrupção é a mesma e até estamos irmanados pelas piores razões. Fizeram a república e tiraram a monarquia que libertou os escravos e deu direitos ás mulheres por interesses dos amigos e esses mesmos interesses continuam. Cidadãos? Meros servos da gleba. O feudalismo reencarnou na república. Há dúvidas?

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Ainda sobre a caixa de Pandora

Artur de Oliveira 30 Abr 16

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Tão simples como isto:

Porque é que o Expresso anuncia nomes de envolvidos no Panama Papers e no Saco Azul BES, ambos relacionados e a montanha pariu um rato? Uma associação internacional de jornalistas, a ICIJ, sediada em Washington está a pressionar o dito jornal do grupo Impresa para divulgar os nomes. O tal grupo e outros perdem por não divulgar a lista negra, por acabarem os exclusivos em muita coisas, porque o jornalismo vive de networking e sem isso não há lucro. São os empregados contra patrões pressionados pelos lobbies poderosos e sociedades secretas e não discretas. É a ética vs falta da mesma. Seja como for, a verdade vencerá e o mundo vai evoluir. Do caos da caixa de Pandora virá uma nova ordem mais justa: a dos cidadãos. Demore o que demorar, custe o que custar.

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Desde que Mário Soares chamou a família Espírito Santo de volta para Portugal, nos anos 80, que os negócios entre as oligarquias políticas e financeiras (que transitam de cargos públicos e políticos para as grandes empresas e vice-versa) floresceram em barda. Certo é que depois descobriu-se que o corno da abundância do BES estava afinal oco e o dinheiro simplesmente fugiu. Qual o motivo do saco azul do BES não ser discutido pelos nossos deputados na assembleia? Porque os jornais não divulgam os nomes da lista desse saco azul aka mensalão á portuguesa? Muito simples, porque todos (directa ou indirectamente) estão contagiados pelo dinheiro do antigo BES. Mas como diz uma expressão norte-americana, follow the money. Quando os nomes da lista forem revelados, a caixa de Pandora irá-se abrir e os demónios do passado atormentarão este regime podre e sem sentido. Talvez nem Marcelo, o presidente tagarala, escape, porque sabe-se lá quem pagou aquelas viagens ao Brasil e outros destinos com o seu amigo Ricardo Salgado e a troco de quê?

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Ainda sobre o 25 de Abril...

Artur de Oliveira 25 Abr 16

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Homenagem merecida

Artur de Oliveira 23 Abr 16

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Uma tradição que já vem desde 1999 e adiante... A única solução é seres filho de político tal e de amigo de político tal e qual ou seres uma moça com bastante talento. Caso contrário, tem mérito e passa por necessidades e espera muito para singrar na vida, para conseguires aquilo porque estudaste ou emigra...

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O mundo e a teoria política do Bolinha

Mendo Henriques 22 Abr 16

Será que vivemos dentro de uma tira de banda desenhada?

 

O mundo político desembocou no nível da banda desenhada. Os EUA têm no Donald Trump  um personagem típico da Marvel. Na Inglaterra, como se não bastasse o país já estar dividido, temos um governo conservador com uma perna de cada lado do Brexit.

Em França, tem um presidente que só faz gaffes, tendo por oposição a Miss França da Frente Nacional  com contas no Panamá. Em Espanha, após cinco meses de impasse pós-eleitoral,  vão para eleições  que deverão repetir o resultado.

No Brasil, vão substituir uma presidente que permitiu a corrupção por um um vice-presidente que é corrupto. No Banco Central Europeu, um pateta da Goldman Sachs enterra o que resta do projecto europeu em toneladas de notas de euro. No Médio Oriente, temos doidos à solta que baste.

O sistema financeiro internacional é uma verdadeira anedota, ou não fosse feito para enriquecer 1% da população  mundial a expensas dos restantes 99%. A Coreia do Norte vai para o quinto ensaio nuclear; e há lá coisa mais surreal do que eliminar a humanidade como quem apaga um desenho com borracha?

É aqui que entra a teoria política do Bolinha, que muito li em miúdo na versão brasileira de John Stanley. Ele é aquele garoto gordinho que preside ao Clube dos Meninos de que fazem parte o Carequinha, o Juca e o  Zeca. O clube tem como principal lema “Menina não entra”. Já diz muito.

O Bolinha é um caso psicanalítico: deseja ser apreciado, mas nunca pelo que ele é, e busca aprovação tentando ser outro, fugindo às origens. Mas, é claro, nunca consegue. Essa total inautenticidade faz dele uma boa imagem do Europeu atual, chorão, comilão e rezingão.

O seu inimigo principal é a “Turma da zona norte”, uma mistura de garotos talibãs, Daesh e sauditas que se entretém a dar pancada, e que em vez de dinheiro e petróleo, têm músculo e muita força, pelo que sovam a turma do Bolinha, caso a Luluzinha não aparecer.

E depois vem a teoria da conspiração. No mundo das percepções políticas, como no nível da BD. Entra o Bolinha detective a procurar coisas desaparecidas da casa da Luluzinha. Antes de começar a investigação, disfarçado de Aranha – “O Aranha ataca novamente” – declara solenemente que a culpa é do “seu Jorge”, o pai de Luluzinha.

Fantástico. Ter já a resposta antes do inquérito. E não é que, invariavelmente o culpado é o “seu Jorge”, embora por outros motivos do que as congeminações malucas do Bolinha, sobretudo interessado em atacar o frigorífico da casa?

A Luluzinha. Inteligente e teimosa. A classe feminina emergente, criada por uma mulher. Muito mais esperta que o amigo Bolinha e a sua turma. Mas ela gosta do Bolinha.

clube do bolinhaQuando não está a brincar ou a lutar com os garotos, Luluzinha toma chá e conta histórias à Aninhas e ao Alvinho. São histórias cheias de moral em que ela é a heroína, a “pobre menininha”. Sem dúvida que a Luluzinha é a América, que chega na hora certa para salvar o Bolinha.

Nas estórias, ela tem que ganhar duramente a vida, apesar das bruxas. Como é muito esperta, vence a dupla debruxas Alcéia e sua sobrinha Meméia que se quer aproveitar da “Pobre menininha” mas que não são assim tão espertas, tipo presidente da Rússia e presidente da China.

E a “Pobre Menininha” ganha sempre no final. O problema é que o Alvinho nunca entende a moral da história. E é preciso recomeçar a Guerra Fria.

Não esquecer o Plínio, o George Soros da série, que se considera bom demais para andar com a turma do Bolinha, apesar de estar sempre no meio. Às vezes, namora a Glória, outras vezes a Luluzinha e em ambos os casos torna-se inimigo do Bolinha que também gosta de ambas.A vida é dura nas revistas de BD.

O mundo visto pelo Bolinha é como a espiral recessiva do prof. Cavaco. Quanto mais o Bolinha se sente ameaçado por falsos amigos, inimigos, pais e autoridades, pior fica. E quanto pior fica, mais inimigos pressente.

É um anti-herói – como o Charlie Brown de Schulz ou o “Pica-Pau” também de John Stanley. Simpatizar com ele é fácil. Mas o Bolinha é o seu pior inimigo, e o ego excessivo é a sua perdição. Como nos políticos.

Eu sou um admirador da BD, da escola franco-belga, da Dell, da Marvel e até comprei pela primeira vez a Visão, só para ter o suplemento gratuito. Mas cada macaco no seu galho.

Num mundo que desceu ao patamar da banda desenhada, são poucos os estadistas e personalidades que trazem consigo a gravidade da vida; são poucos os que lutam a contra aquelas coisas com que não se brinca – a morte, a exclusão, a miséria, a violência, a corrupção.

São muito poucos. Esses não cabem nas tiras de BD nem para eles serve a teoria política do Bolinha. Mas afinal, quem lhes presta atenção?

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Cartão de Cidadão Hermafrodita

Artur de Oliveira 20 Abr 16

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Consta que a brincadeira politicamente correcta do Bloco de Esquerda, se for aprovada pelo governo do PS, de mudar de sexo ao cartão de cidadão (de cidadão masculino para cidadania hermafrodita) irá custar aos contribuintes a módica quantia de cerca de 125 milhões de Euros. Não me oponho a isso, desde que o Bloco de Esquerda e o PS que se dizem tão defensores do povo dêem o exemplo e paguem a tal mudança de sexo do cartão do próprio bolsos deles, fazendo uma colecta interpartidária. Só não sei é se o PCP vai na conversa, porque fama de sovinas têm eles.

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O Presidente Papagaio

Artur de Oliveira 20 Abr 16

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Ele comenta a actualidade, distribui beijinhos e abraços na rua, tira selfies, ajuda o actual primeiro ministro a governar o país e sobretudo: não se cala um minuto! Sinceramente, é triste esta república que estão tão zombie, que para sobreviver precisa de um enterteiner para a presidir. Qualquer dia, ainda temos um reality show tipo President Story ou Presidente on Top. Sinceramente, hà papagaios que falam menos e acertam mais que o actual residente de Belém...

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