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O Ouriço

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Chefia de Estado sem dignidade

Artur de Oliveira 19 Jun 14




























Desde que assumiu a Chefia de Estado, no primeiro mandato, Cavaco Silva sempre optou por não comentar a vida política, escudando-se na independência do Presidente da República. Ora tal cargo supostamente tinha que ser acompanhado de dignidade em termos de representatividade dos cidadãos. O silêncio pode ser bom para certas situações, mas quando o país entra numa crise por gestão danosa e posteriormente os partidos do arco do governo integram uma Troika que impõe juros usurários e são sempre os mesmos que pagam e não há uma palavra de ânimo para os portugueses e se segue uma agenda cúmplice embora subreptícia com o partido maioritário do governo, em que impõe consensos e não impõe diálogo, algo está mal no reino da senhora dos peitos desnudos. Como pode um Chefe de estado permitir que se acabem com dois feriados como o 1 de Dezembro e 5 de Outubro e nada dizer? Claro que o General Garcia dos Santos ficou irritado e se demitiu do Conselho das Ordens Nacionais. Garcia dos Santos fez o que fez com razão, pois ele lutou mais pelo país do que a maioria dos Chefes de Estado que se seguiram a Ramalho Eanes pela democracia. Naturalmente que não pode vêr Cavaco nem pintado. Nem nós, cidadãos. Está na hora de um impeachment, porque quem não serve o país, não serve para nada. Um Chefe de Estado representa o povo e a sua ideologia deve ser Portugal e não a ideologia e a economia de certos interesses. Os tabus e os silêncios são uma forma chica-esperta de tentar iludir as pessoas, mas se há coisa que os portugueses aprenderam com esta crise, foi a ser mais críticos com quem lhes governa e preside.

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