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O Ouriço

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Queridos Estado europeus


Hoje queria escrever-vos sobre aquele pequeno grande princípio que diz: "Não há impostos, sem representação". Até rima em inglês "No taxation without representation" mas parece que foi pela primeira vez inventado na revolução de Nápoles, pelo famoso Masaniello contra o império espanhol em 1647.

Foi uma boa década, de facto. Andava tudo a fazer res publica embora o camarada Oliver Cromwell em Inglaterra acabasse por dissolver o Parlamento. Os Países Baixos também já andavam como república a fazer a vida negra ao império espanhol. Em 7 de Junho, a Catalunha revoltou-se e andou às turras até aos Tratados dos Pirenéus. Em 1 de Dezembro tivemos a nossa gloriosa, que depois deram em chamar restauração mas que conforme o querido assento de 1641 foi a justa Aclamação, uma das nossas Magnas Cartas que devia ser conhecida desde a escola pois diz que o "poder está no povo que o delega nos reis e o tira ao tiranos".

E, Queridos Estados, o princípio continua a ser verdadeiro. Essas emissões de dinheiro por crédito que o vosso imperial BCE concede de mão beijada aos bancos privados europeus, ao lhes emprestar a 1% o que eles vos reemprestam a 5%, é um caso típco de impostos sem representação. E além disso é um tiro nos pés da vossa desregulada economia. Vai ter de acabar, meu queridos, porque o forró dos juros já foi longe demais para os queridos emprestadores prestamistas. Por isso junto uma ilustração antiga em que um rapaz chamado Vasconcelos caiu de uma janela abaixo, mas não inadvertidamente, porque era o tomador de empréstimos para o império espanhol. E os nosso representantes acharam por bem defenestrá-lo.

Acontece, queridos estados, quando os povos se zangam

Assino, com os meus cumprimentos

Querido Revoltado

 

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Carta Aberta #2 Queridos estados europeus!

Mendo Henriques 29 Mai 12

Queridos estados europeus:

 

Receio que algumas almas – duvido que excessivamente ricas - se tenham  assustado com a nossa proposta de tributar a riqueza, e usaram  o estafado e falso argumento de que isso provocaria a evasão de capitais. Será interessante pensar porque as  fortunas gregas já têm algo como 380 mil milhões de euros fora da Grécia. Sair mais é dificil. O problema é ir lá buscar

Essas interessantes almas. aparentemente, não sabem nem sonham - queridos estado europeus  - que a maior causa da evasão fiscal internacional não é a mudança da residência e do local de trabalho de pessoas, nem a transferência legal e física de sedes de empresas, mas sim a desregulação das transações financeiras e o anonimato das mesmas nas últimas três décadas. É isso que tem vindo a permitir que os titulares de rendimentos de capital atirem para outros países as suas fortunas, na forma de títulos e valores mobiliários, ações ou partes sociais de sociedades de gestão de participações sociais, SGPS, vulgo sociedades holding.  

Sobre esses queridos especuladores é necessário criar um imposto sobre as transações financeiras do tipo do “Imposto Tobin” . Mas não é só com a finalidade de atingir os rendimentos e ganhos de capitais que possam escapam à tributação naciona, nãol. É para distorcer a economia de casino que nos desgoverna...com fórmulas neo conservadoras ou neo liberais

Dizem-me que o imposto Toibin funciona como mecanismo estabilizador dos mercados financeiros em termos de transações de natureza especulativa, de transações “a descoberto”, a curtíssimo e a curto prazo, transações do tipo de “arbitragem” e transações monetárias e cambiais e sobre títulos de dívida soberana. Seria bom que os queridos céticos vissem o programa Comissão Executiva da ETV onde Paulino Brilhante Santos  aludiu a isto. E não se esqueçam ler aqui as ultimas novidades do Nelson e as novidades do John sobre o tema.


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