Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O Ouriço

MENU

Ironias à Krugman IX

Faust Von Goethe 29 Fev 12

Em Agosto 2011, semanas após os Estados Unidos terem evitado entrar em default, Paul Krugman em comentário à CNN defendeu que a melhor forma de resolver a crise mundial passaria pelo anúncio de uma invasão do planeta terra por aliens:
O raciocínio apresentado por Krugman não deixa de ser curioso, pois se fizermos uma associação com os gastos do governo americano durante a 2ª Guerra Mundial, facilmente perceberemos que foi a hiperinflação induzida com a entrada na 2ª Grande Guerra (i.e. uma política expansionista com a finalidade de produzir material bélico)  que permitiu tirar a economia americana da recessão.
Por Portugal foi mais a hiperdeflacção-resumindo, as barras de ouro dos nazi's-que nos permitiu regressar aos mercados anos após a bancarrota de 1892. 
O que teria acontecido às nossas barras de ouro se os Estados Unidos tivessem perdido a guerra?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

In Schulz tos

Faust Von Goethe 9 Fev 12

 

As declarações de Martin Schulz a propósito das relações comerciais com Angola:

 

“Há umas semanas estive a ler um artigo no Neue Zürcher Zeitung que até recortei. O recém-eleito primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, deslocou-se a Luanda. [...] Passos Coelho apelou ao Governo angolano que invista mais em Portugal, porque Angola tem muito dinheiro. Esse é o futuro de Portugal: o declínio, também um perigo social para as pessoas, se não compreendermos que, economicamente, e sobretudo com o nosso modelo democrático, estável, em conjugação com a nossa estabilidade económica, só teremos hipóteses no quadro da União Europeia”. Clique aqui para ver o vídeo com estas declarações.

 

 

devem ser analisadas do seguinte modo:

 

1) Schulz com as suas declarações mostra indirectamente que a democracia está em declínio: estamos a vender a preço de saldo posições estratégicas em empresas Portuguesas a países não democráticos;

2) Põe a nú as fragilidades por detrás do nosso cartel de privatizações: estamos mais uma vez dependentes do dinheiro de angolanos e chineses assim como estávamos dependentes do ouro do brasil antes de declararmos bancarrota em 1892.

 

Devemos retirar das declarações de Schulz a seguinte lição: em vez de nos deixarmos colonizar por angola e china, devemos seriamente pensar em recrutar destes países ditos emergentes (BRIC), especialistas altamente qualificados aos quais lhe poderíamos pagar dois ordenados mínimos na melhor das hipóteses. Com esta medida, estou quase seguro que teríamos mão-de-obra qualificada para aumentar a nossa produtividade e a competitividade nacionais ao mesmo tempo que estes novos empregos iriam ajudar a melhorar a receita fiscal Portuguesa por via do IRC.

É isto que Martin Schultz indirectamente referiu quando evocou o modelo social Europeu. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Bancarrota de 1892

Faust Von Goethe 31 Jan 12

 

 

A um dia da celebração dos 104 anos do regicídio, Fernando Sobral e Edgar Caetano recordam como a "bancarrota" de Portugal em 1892 conduziu à queda da monarquia:

 

"

O Portugal do final do século XIX viu-se sem alternativa: uma economia "galinha choca" e um endividamento galopante levou a uma bancarrota parcial, anunciada em Julho de 1892. Faltou o ouro brasileiro. E escassearam as remessas dos emigrantes na antiga colónia. Faltou também o crédito, com que se poderia "mascarar" o problema e adiar a solução. Foi o início do fim da Monarquia.

Reestruturar a dívida não é uma ideia de hoje. É de ontem. Ou melhor, do século XIX. Em 1892, Portugal, confrontado com a incapacidade para cumprir os seus pagamentos, declarou a bancarrota parcial. E não pagou. Era apenas mais um episódio no ciclo continuado de dívidas e défices que têm assombrado o País nos últimos séculos.

Em 2011 voltamos a discutir o mesmo. Mas a crise de 1892 não nasceu nesse ano nem terminou quando Portugal voltou a conseguir financiar-se no exterior. Começou antes do Ultimato britânico e só terminou, em certa medida, com a queda do regime, a Monarquia. 

"

 

A título de curiosidade e para contextualizar, recorde-se também o post de Álvaro Santos Pereira no seu (antigo) blog Desmitos e a entrevista de Rui Ramos à revista Mafra Hoje.

Sugiro também uma leitura mais demorada à excelente entrada no blog da associação cívica e cultural 31 de Janeiro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds