Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O Ouriço

MENU

Ainda sobre o 25 de Abril...

Artur de Oliveira 25 Abr 16

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O seu nome é Vitório Cardoso, macaense, assessor da CPLP e membro do conselho nacional do PSD

 

Este "senhor" que dizem estar ligado à extrema direita em Macau, afirmou que Aristides de Sousa Mendes é um traidor, elogiou a PIDE e considerou o 25 de Abril como um "dia de luto"

 

De acordo com a Visão, é próximo do secretário de Estado José Cesário, entra e sai dos gabinetes do Governo com facilidade. Em Macau dizem-no "incapaz". Por cá elogiam-lhe a diplomacia económica.

Temos assim presente no conselho nacional do PSD alguém que defende a ditadura do anterior regime e que considera traidor um Herói português que salvou milhares de judeus quando era consul de Portugal em Bordéus. E o PSD o que tem a dizer sobre isto? Não vão fazer nada?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estas linhas são a história do meu 25A de 40 anos atrás.

Um telefonema, cedo de Lisboa pôs-me ao corrente do que ninguém ainda sabia em Bula, pequena vila a 50 km a norte de Bissau sede do Batalhão de Cavalaria 8320.

Eu comandava a 2ª companhia (por ausência do capitão transferido para uma companhia africana) que estava em intervenção, depois de meses de ocupação da região de Nhamate, 20 Km a leste de Bula. (quando em 2006 visitei esta, região no âmbito de uma missão do Banco Mundial, onde fora o meu quartel sede da companhia, a selva tinha imposto a Paz. Apenas a peanha e o pau da bandeira restavam ainda numa pequena clareira como memória de tempos que muitos querem esquecer, mas a memória e história não deixa; do cimento dos tijolos e das chapas restavam sinais luxuriantes escondidos pela natureza).

Este ano fui com o meu filho André e os meus netos ao Terreiro do Paço na noite de 24 assistir ao espectáculo de som e luz que Lisboa ofereceu aos seus munícipes e visitantes.

O meu neto José Maria, 12 anos, não largou mais a boina que lhe trouxe de recordação desse passado de mais de 40 anos, que teimo em não esquecer.

O André já era nascido em 1974 "tenho pensado muito no André, para ele todas as hipóteses são de um Portugal melhor. Pela primeira vez tive a noção correta de que me poderia bater por uma coisa que o beneficiaria, principalmente a ele…." e, como acredito que se passa na esmagadora maioria das famílias portuguesas, ignora quase tudo sobre a guerra de África. Saberá sobre colonialismo, saberá sobre o Estado Novo, mas sobre nós que em Abril de 1974 ainda lá estávamos pesa um silêncio de que somos responsáveis.

Ainda este ano, estafadas as noticias e as polémicas que ano após ano se adivinham nesta data, com discursos mais ameaçadores ou eloquentes, mas nem a curiosidade jornalística chega para procurar informação sobre o que foram esses dias de promessa, confusão e informação para os que estavam a milhares de kms de Portugal.

Há muito que se começa a saber sobre os que tinham decidido viver lá e tiveram de voltar depois, mas os que só queriam voltar, o mais depressa possível, pouco ou nada se sabe.

"Foi vivido o dia 1 da revolução. Para mim que vagueei entre o mito e o sonho, entre os fatos e as hipóteses, foi um dia de cansaço mental e de certa desilusão….. estavamos só alferes (milicianos) e houve logo quem dissesse que vamos todos a Bissau e eu disse que bastava uma declaração de adesão. Depois do almoço tornei a insistir e afirmei que chegou o momento de ser coerente comigo mesmo e de passar das palavras aos atos; tudo o que queria saber era se tinha representatividade deles para pedir ao comandante para mandar o telegrama; que achava imperioso que se fizesse uma reunião de informação com os soldado,s pois eles não estavam a perceber nada e que toda a manhã me tinham feito perguntas do género 'agora que são os militares que mandam nós somos mais que os civis' ou 'agora vamos embora mais depressa'…"

São intermináveis as linhas que escrevi a 25, 26, 27 de Abril e por aí fora até 25 de Maio, dia em que voltei para Lisboa.

Quarenta anos depois na noite ainda fria de Lisboa no meio de uma multidão – quantos seriam apenas turistas – multilinguistica, um espectáculo tecnologicamente impossível de sonhar em 1974 aqueceu as almas com as recordações de sempre.

Agarrado à minha boina militar, o meu neto Zé Maria nem podia imaginar que as emoções que a música e a imagem nos faziam sentir, eram muito mais importantes que os factos históricos que eu e o André íamos sublinhando.

E no Domingo lá fomos à Assembleia da Republica para que os meus netos José Maria e António Maria, por momentos discursassem na sala das sessões e na sala do senado, como se falar livremente e dizer o que pensamos fosse a mais simples e mais natural das coisas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

25 de Abril, III República e Cidadania

Artur de Oliveira 5 Abr 14




Os amanhãs cantaram e surgiu a III República. De fascismo passamos a totalitarismo feudal oligarquico partidocrata e pseudo-democrata. Ainda não evoluímos como povo, porque o atraso civilizacional da implantação da república burgessa financiada pelas famílias donas de Portugal (que ainda hoje põem e dispõem no nosso país)há quase 105 anos foi avassalador... Até quando nos libertaremos dos fios ideológicos com que os oligarcas nos manipulam como se fossemos marionetes e começa o combate da cidadania e por uma chefia de estado isenta de poderes partidários e econômico-financeiros, verdadeiramente pelo seu povo e representante da sua história e do seu futuro?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Viva o 25 de Abril Renascido das cinzas para onde o pretendem levar!


Não abdico do facto de nunca ter sido um "fã", nem apoiado o Estado Novo, ainda que lhe reconheça valores e conceitos patrióticos hoje diariamente vilipendiados e destruídos pelos que deveriam cultivá-los com orgulho.

Mas não estou agora a abrir um tópico para uma discussão dessas (ainda que não esteja fechado a isso, nem a qualquer outro debate de ideias). Respeito a opinião alheia na mesma proporção com que gosto que respeitem a minha.

Mas o que quero sublinhar é que esta propalada "Democracia" (contém, reconheço, algumas das suas características "exteriores", mas pouco mais do que isso) vem espelhando os "tiques" e "práticas" de uma Ditadura de Estado, ao que muitos dos detentores do Poder das três últimas décadas tanta vez designaram como “Ditadura Fascista”.

Eu, não assumindo esta última designação, por considerá-la abusiva e politicamente incorrecta, preferiria chamar ao “Estado Novo” um Regime Autocrático, ou mesmo Autoritário, quando muito.

Mas a verdade é que Democracia, por sua vez, é um conceito de difícil definição, fundamentado na noção de uma comunidade política na qual todas as pessoas possuem o direito de participar dos processos políticos e de debater ou decidir políticas igualmente e, na acepção moderna, na qual certos direitos são universalizados a partir dos princípios de liberdade de expressão e dignidade humana.

O conceito de democracia, embora estreitamente vinculado à ideia de lei e ao constitucionalismo, não se resume à igualdade jurídica, e também depende do acesso democrático (isto é, igual para todos) a espaços e benefícios sociais diversos, sobretudo do ponto de vista das esquerdas.

Ora a verdade histórica, hoje mesmo comprovada em diversos países, é ser difícil precisar o número de democracias existentes na actualidade pelos padrões que habitualmente se lhes atribui como constitutivos. A linha que divide regimes democráticos dos regimes autocráticos é ténue. Muitos países (p. ex. Singapura) têm supostamente eleições livres, onde o partido do governo vence sempre, normalmente acompanhado por alegações ou evidências de repressão a qualquer oposição ao governo. Nesses países parece haver as chamadas "democracias de um só partido" (se bem que os termos democracia e monopartidarismo não são antagónicos).

Sem embargo, houve tentativas de determinar o número de democracias. De acordo com a “Casa da Liberdade”, no fim do ano 2000 havia 120 democracias no mundo.
Quase todos os Estados hoje apoiam a democracia em princípio, embora geralmente não na prática. Mesmo muitas ditaduras comunistas chamam a si mesmas democracias populares (p.ex. a "República Democrática do Vietname", "República Democrática Popular da Coréia"), embora de modo algum sejam democráticas do ponto de vista da maioria dos ocidentais. Uma das fraquezas apontadas à Democracia é o facto de não permitir que objectivos lançados por um governo a longo prazo, mesmo que sejam essenciais para o progresso/bem estar dos cidadãos, não possam ser postos de lado pelo governo seguinte, adiando assim decisões importantes, ou seja, não permitindo que haja um rumo para a nação em causa.

É neste contexto, ilustres Amigas e Amigos, que quero mostrar como muitos dos chamados “tiques” de outrora se repetem nesta dita democracia, onde o Estado tudo comanda (muitas vezes através dos grandes grupos económicos, caso da Banca e outros “lobbies” poderosos, sabendo-se que será para aí que estarão “destinados” muitos dos governantes quando abandonarem as funções “públicas), relativando cinicamente os interesses da maioria, apenas dela se servindo aquando da necessidade de votos.

Belíssimo exemplo disto é o completo desprezo pela opinião dos eleitores quando toca a matérias de tal modo relevantes que marcam o Destino de um País. E aí estará, mais dia menos dia, a demonstração desse desprezo quando na AR se vier a aprovar mais um novo Tratado a que todos nos iremos vincular, completamente alheio à voz dos Povos que elegem, como se fossemos meras marionetas manejadas a contento da classe política. Nada a que não estejamos já habituados desde Maastricht, assinado em 1992!...

Por tudo isto, e pedindo desculpa se eventualmente feri a sensibilidade de alguém, não posso, ainda assim, deixar de escrever o que penso e o que defendo. Afinal, se não o fizesse na minha página dificilmente se compreenderia o meu direito a fazê-lo nas páginas de outros.

É isto o que penso, e talvez por isso seja incómodo e politicamente incorrecto.

Aguentarei bem com a censura, pois com o que dificilmente lidaria seria com a minha consciência, caso não escrevesse e falasse o que penso.

Viva o espírito do 25 de Abril renascido!

Fernando de Sá Monteiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

25 de Abril em 2013

Artur de Oliveira 25 Abr 13












O que faz falta para cumprir Abril é a sociedade civil. Os partidos não bastam para a democracia ser plena, mas a cidadania tem que cumprir o seu papel na governação para um Portugal mais justo, dada a conjuntura mundial em que as oligarquias sao quem mais ordenam.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Música que Pica #5

Faust Von Goethe 25 Abr 12

Autoria e outros dados (tags, etc)

25 de Abril

Mendo Henriques 25 Abr 12

Um bom dia feriado a todos...O meu pensamento sobre o 25 de Abril é simples; é preciso outro. Temos de nos libertar outra vez.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre a recusa do ex-presidente Soares em participar nas comemorações do 25 de Abril tenho a dizer o seguinte: Faz muito bem. Se se sente enojado com o estado a que chegou o país deve permanecer longe da vista do público, porque também tem respostas a dar nesse longo questionário que serve para apurar as responsabilidades pelo descalabro nacional.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Concordo em parte com o que Maria Teixeira Alves, Rui Crull Tabosa e José Mendonça da Cruz escreveram em Corta-Fitas. No entanto, a sua posição, assim como a da associação 25 de Abril parece-me coerente, pois:

  • É  preciso dar o lugar aos mais novos no que toca a gritar palavras de ordem à revolução (eles é que se têm que manifestar quanto ao desmprego jovem, por exemplo);
  • A luta de Soares, Alegre entre outros pela revolução dos cravos, como se pode ler na página do Centro de documentação 25 de Abril [da minha universidade] prendeu-se essencialmente, por um aumento salarial e por uma luta pela igualdade de classes. 
     
    Portanto, as suas posições são coerentes, desde que as enquadrem com as directivas do actual executivo-que ao invés de aumentar os salários, corta-os, tal como Marcello Caetano, no período pós-primavera Marcellista (Estou a supor que UGT não vai mesmo rasgar o acordo de concertação social).
     
    Claro que poderíamos invocar outros motivos, como o facto do actual programa de privatizações do estado Português, estar a devolver- e muito bem (?!)- às suas ex-colónias, e em particular aos Angolanos, aquilo que lhes retirou durante anos, mas não quero entrar por aí. Anda por aí muita gente com os nervos em franja, e ainda só estamos em Abril. 

    Nem quero imaginar como isto estará em Novembro.  
Leituras complementares:
Vídeo complementar:

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds