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O Ouriço

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Qual o mais antigo texto português?

Mendo Henriques 15 Jun 12


A dr.ª Ana Maria Martins, da Universidade de Lisboa, descobriu o que se pensa ser o mais antigo texto em português no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, enquanto pesquisava para a tese de doutoramento em 199o. É sobre dívidas . É um texto de 1175, chamado Notícia de Fiadores! A semelhança com o português atual é separada por uns trinta acordos ortográficos. Os linguistas identificam vários elementos que o caraterizam como português antigo, ou galego-português, e o diferenciam do latim. O texto lista os fiadores de um tal Pelágio Romeu, um português que, apesar de nobre, não era rico.   Confira a versão original com a sua"tradução"! Ante

Texto Original

Noticia fecit pelagio romeu de fiadores Stephano pelaiz .xxi. solidos lecton .xxi. soldos pelai garcia .xxi. soldos. Güdisaluo Menendici. xxi soldos /2 Egeas anriquici xxxta soldos. petro cõlaco .x. soldos. Güdisaluo anriquici .xxxxta. soldos Egeas Monííci .xxti. soldos [i l rasura] Ihoane suarici .xxx.ta soldos /3 Menendo garcia .xxti. soldos. petro suarici .xxti. soldos Era Ma. CCaa xiiitia Istos fiadores atan .v. annos que se partia de isto male que li avem

Versão modernizada

Pelágio Romeu lista aqui seus fiadores: para Pedro Colaço, devo dez contos; para Estevão Pais, Leitão, Paio Garcia, Gonçalo Mendes, Egas Moniz, Mendo Garcia e Pedro Soares, deve vinte contos; para João Soares, trinta contos, e para Gonçalo Henriques, quarenta contos. Agora estamos em 1175, e só daqui a cinco anos vou ter que pagar esses patrícios!

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Dupla Seguróllande

Faust Von Goethe 8 Mai 12

 

Ao deambular [hoje] por alguns blogs do sapo, constatei que a blogosfera Portuguesa é pródiga em arranjar bodes espiatórios para justificar a crise das dívidas soberanas na zona euro. 

 

Mais curioso ainda foi constatar que numa fracção de horas após a vitória de Hollande, deixou de se dizer mal de Merkel e Sarkozy-vou ter muitas saudades de usar a tag merkozy por estes lados- e passou-se a dizer mal [de uma forma lasciva] da dupla [socialista] António José Seguro e François Hollande.

 

Por isso gostaria de propor aos meus colegas de escrita, visitantes que também fazem parte da família do Blogs Sapo e demais, que de hoje em diante passem a usar [a tag] Seguróllande-já de acordo com as regras do novo Acordo Ortográfico (cai a consoante muda "h" e acentua-se o "o" para dar mais ênfase ao descontentamento)- sempre que disserem mal destes dois senhores assim como dos ideais socialistas.

 

Obrigado!

 

Adenda: Verifiquei que Rui Rocha do blogue colectivo Delito de Opinião falou em Segurollande [sem acento no "o"] mas não registou patente...

 

© nelson+faustino@http://oourico.blogs.sapo.pt 

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Diáspora Peninsular além Fronteiras

Faust Von Goethe 4 Fev 12

Quando se fala de acordo ortográfico como uma babel que pretende juntar dialectos (aparentemente) desencontrados, devemos sempre ter em conta questões de diáspora.
O vídeo abaixo, que retrata a história dos judeus sefarditas, é apenas um entre vários exemplos que devemos ter sempre em linha de conta. 

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A má-língua portuguesa

Francisco Cunha Rêgo 4 Fev 12

Apenas uma achega ao que já escrevi. O que VGM faz no CCB é com ele e com quem o contratou. Agora que ele podia ter feito muito mais pela língua portuguesa, podia. Por exemplo defender com a mesma coragem a transmissão do Euronews em português, como Ribeiro e Castro e Rui Tavares, o que já referi em post anterior. Terá medo de 'pisar a Relva' ou 'o Relvas'? O gosto pela má-lingua faz esquecer o que aqueles dois políticos já escreveram, ajudando a perceber o que seria importante estarmos a defender, em vez de atacar a evidente força internacional do Brasil. O Euronews em português, que é visto por milhões de pessoas pelo mundo, está ao nosso alcance, e só ao nosso e não ao da CPLP, defender. Mas não o estamos a fazer. Nem a negociar e a dialogar sobre mantermos as diferenças linguísticas. Negar uma coisa não é garantia de se ter outra.

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Numa altura em que se discute a implementação do acordo ortográfico, muito às custas da recente despacho de Vasco Graça Moura que decidiu acabar com o acordo ortográfico no CCB, circula na internet uma petição entitulada "Save Portuguese at Utrecht University" (a divulgar) onde se pode ler o seguinte:

 

"

Portuguese is a major language, with over two hundred million speakers worldwide, notably in Brazil, one of the fastest growing economies in the world. Portugal and the Netherlands have innumerous points of contact in their history. In today’s Europe, the ability to know more than one of the languages of the European Union and to have access to global affairs is crucial. Shutting down the BA in Portuguese language and culture is a shortsighted measure with little effect on the Faculty’s need to reduce its budget, that ignores the importance of Portuguese in academic, cultural, and global terms.

"


Qualquer pessoa que leia este trecho de texto percebe que quando nos referimos a língua portuguesa, referimos-nos a uma Babel composta com dialectos desencontrados onde se pode incluir o mirandês, o crioulo, o português do brasil, ou até mesmo o tétum-português. O dialecto por si é parte íntegra da nossa comunicação oral mas não da nossa comunicação escrita. Basta percebermos que, por exemplo, um Mirandês e um Algarvio têm dialectos diferentes mas não deixam de  usar o mesmo léxico quando comunicam de forma escrita. O mesmo é válido para linguagem cibernética, quando pessoas com diferentes dialectos e línguas, usam siglas como LOL,OMG, ROFLMAO, ASAP (As Soon As Possible) ou até mesmo o KISS (Keep It Simple Stupid).

 

Em pleno século XXI, onde as aldeias dos nossos avós se transformaram em aldeias globais, e línguas como o francês e o alemão encontram-se em declínio, a ideia de abraçarmos um acordo ortográfico é sem dúvida um milagre da inteligência e de bom senso, pois vai contribuir para a globalização da língua portuguesa, permitindo-nos estar ao mesmo tempo dentro e fora da europa.

 

Se olharmos para exemplos vindos da religião, não foi por acaso que o protestantismo se expandiu a quando do declínio do catolicismo em pleno século XVI. O responsável por esta expansão foi Martinho Lutero que após ter visitado várias cidades por forma a ouvir as pessoas falar nos seus diferentes dialectos, escreveu uma tradução da bíblia para alemão, tradução essa que também serviu de acordo ortográfico para o alemão que conhecemos nos nossos dias. Por seu turno, a expansão do protestantismo serviu também para enriquecer a diáspora línguistica de países como bélgica (que fala para além do francês e  do alemão, o dutch van Vlaanderen) e países baixos (dutch van Nederland). 

 

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Offshore ortográfico

John Wolf 3 Fev 12

As vozes de discórdia que se levantam em relação ao grito do Ipiranga de Belém, tem na minha opinião, razão de ser. Por mais brilhante que seja o intelectual, capaz de realizar a versão e retroversão da comédia divinal, encantar na deambulação imaterial do propósito das ideias, adormecidas na eternidade do homem comum, a sombra escura sobressai, manchando o melhor pano. O exercido sem pudor, define a escala de um abuso de posição dominante que nunca poderiamos imaginar. Quer se aprove ou reprove o Acordo Ortográfico, não se pode aceitar o decreto de um protesto, a legalização das preferências pessoais, a admoestação e submissão da cadeira colocada à disposição. O que esfumou da cantata de Vasco Graça Moura, não colide com a virtude onírica da linguagem. Bate violentamente na prerrogativa do Estado que se estende da Madeira ao ébano, numa pala contínua de tratamento conforme com a humildade de cada um. Numa visão sarcónica (sarcástica-irónica; sacro-irónica?) talvez seja a miragem perfeita que nos aprova na repetição da mesma mossa. Habituados que estávamos aos sucateiros e aos envelopes entregues por baixo da mesa tabernosa, sentimo-nos "desvirginados" pela transgressão do alegado porta voz do sublime, daquilo que se eleva sobre uma nuvem de fumo, e vai por aí, ascendendo a caminho de uma paragem celestial. O encontro sinuoso entre a cultura e a prevaricação é o que o povo intelectual não tolera. O grau de requinte da palavra atraiçoa, e é literal, central ao pior dos pesadelos. Pensámos (erradamente) que a iluminura protege os mais fortes da sua própria fraqueza. De acordo ou sem concordância.

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Palavras sem ideias, e vice-versa

Francisco Cunha Rêgo 3 Fev 12

Vi nas notícias duas situações estranhas que envolvem pessoas com envergadura intelectual:

Parece contestada a entrada de Manuel Maria Carrilho no Laboratório de Ideias. Apesar de ser uma questão partidária, se alguém poderia liderar um Lab destes em Portugal, com sucesso em ter ideias mais que palavras, é ele. Ficar fora é que seria estranho.

Contestada também a ideia, que nos deixa sem palavras, de não adotar o Acordo Ortográfico no CCB. Acho graça e concordo com a ideia do Bandeira quando escreve no 'DN' qualquer coisa como 'este cartoonista não sabe escrever segundo o Acordo Ortográfico'. Qualquer um de nós é livre de o fazer e eu faço-o às vezes, outras não. Tal como a maioria dos que sofrem de iliteracia. O Acordo obriga o Estado e suas Instituições. Se o CCB está subordinado a ele então foi cometido um erro. Apesar de não haver acordo na Lusofonia sobre o Acordo, a questão tem importância para todos porque o Brasil é uma grande potência respeitada internacionalmente que fala português, e portanto a comunidade internacional irá falar o português que o Brasil entender. Enquanto o Brasil pode discutir Estratégia Nuclear, nós devíamos discutir o que é nuclear para a nossa Estratégia, onde questões como o Acordo teriam lugar. E seria bom não confundir as coisas.

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