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O Ouriço

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Leite melhor e mais barato

Jack Soifer 17 Jul 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos EUA, foi testado hà cerca de dois anos, um método melhor do que a pasteurização para reduzir a carga microbiana do leite.

O novo método usa ultra-sons, energia que provoca a agitação interna das partículas. Mantém o sabor do leite cru, característica que se perde com a pasteurização. O novo tratamento é também mais económico.


Com esta técnica o leite é aquecido a 55ºC, temperatura mais baixa do que a pasteurização, que se dá a 76ºC em 15 segundos. A pasteurização é mais agressiva para o leite, levando à desnaturação de muitas proteínas a partir dos 63ºC. Esta mudança na composição proteica altera o sabor do leite ao produzir alguns compostos voláteis e eliminar outros.


A dimetilamina e o sulfureto de dimetilo são os dois compostos mais abundantes no leite cru e no leite tratado com ultra-sons. A concentração destes compostos nos dois tipos de leite é similar, mas superior à do leite pasteurizado. Servem, além do mais, para prevenir alergias.
Os pequenos países da UE onde os governos ainda governam, estão a estudar alterar as leis para obrigar o cartel lácteo a usar este método. É mais saudável e economiza muitos euros.

 

No entanto, o gasto adicional de energia para aquecer mais 20ºC é exponencial, não linear. Como este método usa equipamento simples, típico de PME, o cartel irá opor-se.


Entretanto, os pequenos lacticínios de iogurte natural poderiam lucrar se introduzissem este método para o leite distribuído só no seu distrito. E no rótulo destacarem a vantagem para a saúde do consumidor.

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Vender frutas

Jack Soifer 11 Jul 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As frutas são um alimento perfeito: usam pouca energia na digestão e dão muito ao corpo. O único alimento que faz o cérebro trabalhar é a glicose.
A frutose, que se transforma em glicose, é composta por 90% de água. É limpa e nutritiva ao mesmo tempo. Mas não as comemos de forma a optimizar os seus nutrientes, isto é, com o estômago vazio. Elas são digeridas no intestino delgado, onde liberam a frutose. Mas se houver carne, batatas ou amidos no estômago, as frutas ficam presas e começam a fermentar.

 

O melhor é fruta, ou sumo fresco, pois o industrial é aquecido e perde muitas propriedades. Coma a refeição 15 minutos mais tarde. A fruta tem bioflavonóides, que evitam o espessamento do sangue e a obstrução as artérias. Também fortalece os vasos capilares e evita sangramentos internos e ataques cardíacos. Comece o dia com frutas e coma-as até ao almoço, para limpar o corpo.

 

Líquidos gelados durante e após as refeições solidificam os óleos dos alimentos, retardando a digestão. Reagem com os ácidos digestivos e são absorvidos mais depressa do que a comida. Já um chá morno durante a refeição facilita a digestão e amolece as gorduras para serem expelidas e assim emagrecemos.

 

Em muitos países, fruta ou sumo fresco com abundância são obrigatórios nas escolas, hospitais, lares e todos os lugares onde haja apoio público. Na maioria dos locais de trabalho no Norte da Europa, há frutas gratuitas nas salas de reunião, nos hotéis e refeitórios.

 

Se é produtor, use um dos selos de qualidade da UE ao classificar as frutas. Se é distribuidor, insista para que os autarcas adoptem esta política saudável. Faça circular esta informação, pois temos um dos maiores potenciais da Europa para cultivar frutas e melhorar a saúde.

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Porquê só castigar?

Jack Soifer 27 Nov 12

 

 

 

Sou um otimista por natureza, sem ser sonhador. Baseio-me em cálculos cujas fórmulas são sempre atualizadas. E em valores duplamente controlados e submetidos à apreciação de investido-res e empresários do setor, especialmente no exterior.

Aprendi cedo a diferença entre teorias vs prática. E a avaliar as consequências de decisões - se atingirão ou não os resultados esperados. E aprendi a ler alertas e avaliar probabilidades.

Em 20/out tive uma palestra/debate com os afetados pelo terrível incêndio em São Brás e Tavira. Ouvi detalhes de estarrecer, do inadequado funcionamento de quem os devia e deve apoiar, não só dos bombeiros. Haviam alertas deste risco, nada se fez.

Há dias ofereci 4h de trabalho voluntário após a destruição na fre-guesia de Pereiras, concelho de Odemira. Ali não houve tornado, só chuva torrencial, prevista há semanas pela NASA e pelo Meteo 3 dias antes. Não se alertou a população. Não se tomaram medi-das de precaução nos concelhos. Ninguém da CM Odemira foi de imediato foi ver os estragos. Sou engenheiro: uma barragem mal feita pela CM provocou a destruição de um olival e muito mais. Exatamente o mesmo ocorreu há seis anos.

Os proprietários deste olival fazem o azeite extra-virgem que ga-nhou três prémios internacionais! É uma empresa familiar que exporta o dobro do que vende cá. Ela é alemã, casada com um português. Ela é presidente de um clube de empresários algar-vios e muito ativa em outros grupos. Ele participa de 4 grupos informais de empresários.

 

 

Olival destruído no sentido inverso do declive comprova que a onda veio da barragem

 

 




Palha na oliveira, há 1,60 do solo,

comprova a rápida onda que inundou o olival

   

 

Após um contato com a realidade e falar com muita gente, deci-diu-se escrever aos amigos no Frankfurter Allgemeine, Zürcher Zeitung, Der Spiegel, Expressen  (sueco) e contar como mini-investi-dores alemães/suecos são tratados por alguns funcionários públi-cos e os seus chefes por cá. Penso que o governo não sabe do que está a acontecer no mundo real cá no Sul de Portugal.

 

Bem sei que não deveria empenhar-me, não fui chamado a isso. Mas desejo apoiar este povo maravilhoso. Sugeri a quem devia ver e ouvir diretamente os afetados, sem os funcionários das autarquias e dos ministérios. Quadros da Segurança Social, da Agricultura, da Justiça. Pois já há investidores estrangeiros que muito perderam nos fogos e nas cheias, mais de uma vez, a pensar processar autarquias e até o governo, lá fora.

 

O melhor para todos é o governo ouvir diretamente os que têm sugestões concretas de como melhorar. Para a sugestão não se tornar indignação. O filósofo/jornalista António Gramsci definiu como crise: quando o velho ainda não desapareceu e o novo ainda não nasceu”. Não será hora de agir?

 

 

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A Importância da Agricultura Sustentável

Artur de Oliveira 18 Mar 12

Este vídeo da Nature Conservancy, uma organização ambiental, fala da importância da agricultura biológica na conjuntura atual sendo que 40% dos campos de cultivo mundiais estão já esgotados em termos de recursos.

 



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È possível sair da Crise

Jack Soifer 20 Jan 12

 

 

Há medidas que só as Finanças podem decidir em Portaria: por exemplo, eliminar em 2012 o crédito para consumo de supérfluos e focar o crédito imobiliário em recuperar imóveis antigos. Aumentar o tecto do subsídio para paineis solares e torná-los obrigatórios no Centro e Sul. Isto numa primeira fase traria muito trabalho às instaladoras eléctricas e canalizadoras, reduzindo o desemprego e, numa segunda, nos traria indústrias modernas.

As mini-eólicas para moradia suburbana ou rural são fáceis de produzir em boa oficina mecánica e usam materiais nacionais.

Precisamos focar mais na Agrotech. Temos 3000h/ano de sol. Os maiores exportadores de flores e algumas plantas ornamentais da Europa estão por cá e são estrangeiros; p.ex. Von Rosen em Moncarrapacho e um escocês em Silves. Há muito mais flores por exportar. Tambem temos a Hubel em Olhão, cujos morangos e framboesas chegam à Rússia e Finlândia. A flôr de sal de Tavira chega aos bons restaurantes da UE. Temos enorme potencial em extracto de esteva para adoçante para diabéticos, algas para pigmentos para cosméticas e farmacéuticas, e para alimentos especiais. Dos citrícos, por cá desprezados, devido ao duopólio na indústria de sumos, obtem-se aromas para a indústria cosmética.

Há milhares de privados, especialmente estrangeiros, com lotes rurais onde gostariam de construir, mas a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional impede-os de o fazer, pois lá não há ruínas; ou não permitem que expandam as áreas. Ora, permitir horríveis aldeamentos perto da orla costeira, já com enorme densidade e impedir casas isoladas ou pequenas vilas no interior, é impedir o desenvolvimento onde ele é mais necessário. Devemos copiar países modernos, onde a autorização é delegada à Ordem Distrital dos Arquitectos até um limite, como 3 pisos em 2.000m² de área construída. Eles têm bom senso, bom gosto e transparência.

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Exportação agrícola

Jack Soifer 17 Jan 12

Em 2004 muitos analistas previram a actual crise. Alguns sectores em alguns países prepararam-se e em 2012 crescerão em negócios  com carros blindados, alarmes e portas de segurança para Portugal. Também convém apostar em flores e plantas ornamentais, pois por cá temos um grande potencial. Se deixarmos a antiquada ideia que agricultura é para trolhas e mal paga, podemos começar por invistir em agrotech, livre de preconceitos.

 

Os Norte-europeus vêm cá aproveitar água, solo e sol para exportar morangos, alface e pimentos entre outras actividades agrícolas. Um grande potencial são plantas ornamentais para países com pouco sol, como a Escócia, os Nórdicos, a Alemanha, pouco afectados pela crise. Exportar relva tipo gramas, que usa pouca água e azevens, mais resistentes, é lucro certo.

 

Plantas ornamentais e aromáticas, como murta, alecrim e rosmaninho, ganham mercado. Delas  obtem-se essências para cosméticos. Tudo isto exige alguns hectares fáceis de arrendar, pouco capital, mas muito trabalho. O mercado de alimento biológico aumenta uns 30% por ano. O solo precisa de plantas que substituam os químicos.

 

A raíz do crisântemo selvagem contém rotenona, que tem o efeito negativo para os animais de sangue frio. Se não conseguir fazer contactos na DGPC Direcção Geral de Produção das Culturas que tem como parceiras as gigantes fitofarmacêuticas e costuma “encravar” as PMEs, represente e homologue produtos para a agricultura e jardinagem biológica pois ainda é um mercado por explorar.

 

A agricultura biológica perde 30% do produto, mas economiza 70% dos encargos. Foque as vendas nos Nórdicos, Holandeses e Norte-Alemães. A palmeira anã, chamaerops humilís, típica do Algarve vende muito bem nos países do Golfo. Exige pouquíssima água, mas muita poda e cresce devagar. Cada planta, meio-alta, custa lá nove mil euros.

 

Outra dica: Produzir, secar e empacotar a Lucilima, Lemon Verbena, chá muito popular na Inglaterra; e a Erva Príncipe, popular na Alemanha. Se o travam, plante cá e leve para o outro lado do Tejo ou do Guadiana para exportar de Espanha, com os seus parceiros “nuestros hermanos”. Uma só visita à Biofach em Nuremberga e vende tudo, se os seus produtos tiverem certificados de qualidade.

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