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O Ouriço

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O grupo Juan March não é um banco mas uma boutique tal qual o EFG Bank Group de Spiro Latsis e a Perella Weinberg partners -acessora financeira da privatização da EDP.

 

Nós por cá também tivémos quase uma boutique. Chamava-se BPP mas o sonho de João Rendeiro-um humilde funcionário público que virou banqueiro- desmoronou-se 1 semana após lançar o seu livro "João Rendeiro - Testemunho de um Banqueiro".

Dizem as más línguas que as suas recentes boutiques no Brasil e Dubai criadas às custas de offshores têm grandes hipóteses de virar sucesso.

 

Por cá, o grupo Juan March está prestes a ter un hermano portugués, embora que este ainda se encontre em modo de bebé proveta. Chama-se grupo Soares dos Santos e tem em Alexandre Soares-actualmente o homem mais rico de Portugal- a esperança latente de vir a adquirir os seguros de saúde da Caixa Geral de Depósitos através de António Borges-que divide a sua rotina fastidiosa (?!) entre o seu cargo de gestor no grupo Soares dos Santos e o aconselhamento do governo nas privatizações.

 

PS: A minha silly season irá manter-se por mais uns tempos. Voltarei a postar sempre que achar oportuno.

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Mentalidade à Pingo Doce

Faust Von Goethe 2 Mai 12

 

A corrida desenfreada às grandes superfícies do Pingo Doce no 1º de Maio, veio demonstrar que o problema actual que o país atravessa não se resume a economia e finanças e muito menos a uma hipotética saída da zona euro-é bem mais profundo!

 

Afinal o verdadeiro problema somos nós, que aceitamos ser parte de uma sociedade cobarde, egoísta e inculta, que cultiva o viver de aparências. 

 

Este problema não é de agora. Já vem desde os anos 90, onde se cultivou a mentalidade de escravo de si próprio, aquela que defende que para se ter um bom status quo, tem de recorrer ao crédito fácil, lutar por um emprego exercendo de alguma forma, poder e sedução- muitas vezes passando por comportamentos endogâmicos.

 

Pior do que um escravo de nós próprios, só mesmo um escravo que anseia ser o senhor de outros escravos. É aqui que pessoas como Alexandre Soares dos Santos entre outros da actual classe empresarial Portuguesa se inserem.

 

Portanto, parece ser uma boa altura de nós, sociedade civil, abrirmos os olhos e deixarmos de culpar o sistema económico, o sistema financeiro e muito menos o euro pelos males que se afloram em nós e no país real.

 

Use-se portanto o dinheiro em papel, troquem-se notas e moedas nas nossas compras do dia-a-dia e directamente entre as pessoas, mas sem permitir que grandes empresas como o Pingo Doce entrem directamente nesse processo.

 

Ao adoptarmos esta postura, seguramente passaria a existir um maior fluxo monetário, que de certo modo iria permitir afastar os agentes económico-financeiros e grandes corporações, da verdadeira economia real, aquela que é feita por nós, cidadãos.

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