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O Ouriço

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O conhecimento desprezado

Jack Soifer 20 Abr 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Um inventor que muito ganhou com a sua patente da dinamite foi Alfred Nobel. Ele doou a sua fortuna para a fundação que distribui há um século prémios aos melhores cientistas do mundo.

Uma lição que Alfred aprendeu é que "capital pode-se ganhar e perder, mas a competência ninguém tira". A ciência trouxe para a produção o fazer mais com menos, e atingir famílias com baixa renda. "A Terra tem 2 milhões de anos, a química 500, a economia 100", disse Ernâni Lopes ; a engenharia(?) financeira 40, acrescento. "O homem não tem o direito de destruir a obra de Deus" diz ele.

 

O artesão era consciente, economizava tudo. "No Antigo Testamento esses mestres, donos de ampla prole e escravos, tinham obrigações com o seu reduto e o meio-ambiente. O Talmud, livro sagrado dos judeus, descreve em detalhe o cuidado que o chefe de família deve ter com as suas esposas, os filhos, escravos e animais. Até com plantas, árvores, terra, água", escreveu Jack Soifer.

 

Mas a pirataria no mar veio para a terra, com a ciência(sic) da economia. Como se esta fosse uma ciência exacta. Os conceitos da sociedade em que viveu Adam Smith há 200 anos ou Keynes, há 80, tornaram-se dogmas, como se o mundo tivesse parado.

Galbraith, assessor do presidente Kennedy há 50 anos, começou a praticar novas teorias. Stiglietz, Nobel de Economia, alertou para a crise que agora temos, 8 anos antes dela eclodir. Mas vários políticos e professores querem explicar fenómenos em 200 países distintos, com 500 diferentes culturas e 6 mil milhões de adultos, com um único dogma.

Assim os engenheiros foram obrigados a fazer o que os seus patrões mandavam, mesmo que destruindo a natureza, a biodiversidade e a saúde dos seus clientes. Os cartéis que introduziram o 'vale-tudo' na economia e a promiscuidade entre os poderes, político, económico e judicial, começaram com a concentração no refino e na distribuição dos derivados do petróleo nos EUA, no início do século XX. Originou os gangs que cresceram com a Lei Seca lá e chegaram a Europa antes da 2ª Grande Guerra.

As firmas cartelizadas não querem inovações, nem reduzir preços, só custos, para aumentar os lucros. E, graças ao lóbi, fazem aprovar normas que com frequência vão contra o espírito da lei a que devem servir. Ingerimos alimentos com aditivos perigosos, feitos muito longe da origem dos produtos.

 

O New England Journal of Medicine denunciou algumas firmas cartelizadas nos EUA por provocar a diabetes e a obesidade. A DECO mostrou que por cá o morango e a beringela têm mais químicos (eu chamo veneno) do que o permitido. As mesmas indústrias alimentares põem, em Portugal, 37% mais gordura, 40% mais sal e 70% mais açúcar do que as suas fábricas da Europa.

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