Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O Ouriço

MENU

VITOR GASPAR, TROIKA E ECONOMETRIA

Jack Soifer 4 Set 12

 















Não tenho por hábito citar nomes,a não ser ao elogiar.Mas neste caso,fadess é óbvia de grande repercussão.Qualquer bom econometrista poderia ter previsto o resultado real da economia lusa em 2012. Não sou especialista nisto,não tenho a máquina do INE,mas falo com muitos empresários,com experts noutros países e sou realista.



Já em 01/mar/10 eu alertara no Prós e Contras da RTP para a depressão em que estamos. Não tenho bola de cristal é pura econometria baseada em early warning indicators que qualquer um aprende em Stanford.


Em19/mar/11alertei no OJE para os erros metodológicos na contabilidade das empresas públicas e que o FMI poderia exigir correções.Em 16/fev/12 alertei no artigo Queda do PIB, Merkel Grécia deste blog para os erros sistemáticos na mensuração do PIB. Alem de afetar a previsão para 2012, a falta de experiência dos econometristas de Vítor Gaspar demonstrada a cada mês, leva a grandes erros de previsão.

 

Os erros de cálculo de Vítor Gaspar vão continuar. Não consideraram os ciclos dos diferentes setores de exportações. Para cada setor há ciclos de maior procura e outros de menor. Os preços das nossas importações sobem. Há anos afirmo haver um perigoso fator de aumento do desequilíbrio na balança de pagamentos, pois importamos o que tende a aumentar de preço nesta década (crude,cereais,eletrónica profissional) e exportamos o que tende a baixar de preço (têxteis,calçados,autos e os seus componentes).


O turismo que recebemos gasta cada vez menos. Em 24/mar/11 alertei na coluna do BARLAVENTO para esta queda e para incêndios,maior criminalidade,e muito mais.Em 12/abr/11 alertei no OJE para o cartel da distribuição de alimentos que retira os lucros sem quase pagar impostos em Portugal, o que reduz a receita fiscal.


Os desperdícios nos transportes públicos,denunciados no OJEde26/jul/11 continuam.Aquilo que o governo prometeu à Troika e não cumpriu foi reduzir os funcionários públicos. Um educated guess na coluna do OJE de 03/jan/12 diz que “a produtividade aumenta se o governo enviar para a pré-reforma 90mil funcionários e vender os edifícios então vazios”.


No início de mai/12, num debate com o Ministro Álvaro Santos, alertei para o brutal aumento da criminalidade e da economia paralela, o desinvestimento técnico e a queda da receita fiscal, o que nos daria um desemprego de 26% em 2014. Ofereci 8 páginas com uma longa listagem de medidas, para reduzir este caos. Infelizmente ele e outros ministros são votos vencidos no Conselho de Ministros.


Assim, o défice público em 2013,devido a queda da receita fiscal,à inúteis chefias públicas,ao desperdício compulsivo e o aumento dos custos sociais, será de 7%. A troika terá que aumentar para uns 99 MM€ o fundo de resgate e mais três anos no prazo para Portugal. Ou obrigar Vítor Gaspar a ouvir os colegas ministros.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já em 01/03/10 eu disse no Prós e Contras da RTP que Portugal estava não só em crise, mas em depressão, que é uma longa recessão. Disse que os problemas não eram só financeiros, mas sobretudo estruturais. Que os países que enfrentaram problemas similares levaram oito anos ou mais para superá-los. Escrevi pouco depois que precisaríamos uns 160 MM Euros para superá-los, sem criar um abalo social.

 

No documento entregue ao Sr.Ministro da Economia no debate que  tive com ele há umas 4 semanas, mencionei a previsão de 11 experts internacionais, que Portugal em 2014, ceteris paribus, i.e, se continuar as atuais práticas económicas e sobretudo fiscais, terá um desemprego de 26%, uma criminalidade muito elevada, a perda de 100 mil engenheiros e bons técnicos por ano e um aumento da economia paralela de 25% para 55%, o que significa uma enorme perda de competitividade e da receita fiscal.

 

Em poucas semanas todos os dados publicados e não publicados apontam para tais previsões. Pois o INE não publica as curvas de exportações de longo prazo para mostrar a sazonalidade anual e plurianual das nossas exportações. Nem as correlata com o crescimento actual e futuro da actividade económica dos nossos clientes. O INE ignora as previsões dos operadores de turismo, que apontam para uma ligeira queda do número de turistas, mas uma brutal queda da receita total, ao mesmo tempo que a oferta de camas não-oficiais aumenta e assim a economia paralela neste setor e assim o círculo vicioso de ainda mais descontos.

 

Não preciso enumerar todos os erros de cálculo deste e dos anteriores governos. Com autoestradas quase não-transitadas; com projectos mirabolantes de aeroportos, sem ouvir as empresas aéreas que apontavam para aeronaves maiores e um mínimo aumento de poisos. E agora a decisão do Tribunal Constitucional. Porque é que não se despedem chefes intermédios, burocratas que só atrapalham?

 

É pena que estes respeitados economistas só agora, após dois anos, vêm confirmar as minhas previsões. É pena que não mais temos por cá estadistas que possam ter a coragem de fazer o que é necessário. Precisamos de uma Dama de Ferro lusa, uma nova Santa Isabel, uma verdadeira estadista que ponha os interesses do povo acima dos de um restrito grupo que diz sim às ordens do exterior, na esperança de serem Comissários da UE ou e(x)spertos do FMI.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 


 

 

 

Caros leitores, peço desculpas, mas hoje, ao contrário do habitual, usarei uma linguagem complexa.

 Num debate com o Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, no International  Club of Portugal, tive o privilégio de apresentar a recente previsão de um grupo independente e internacional, que também contabiliza a recessão na UE e nos EUA.

 

O pouco tempo que tive não permitiu relatar a metodologia usada, baseada em avançados modelos de qualidade na recolha dos dados, para evitar-se o conhecido “garbage in, garbage out”. Este método foi desenvolvido em Universidades Norteamericanas e aperfeiçoado em Estocolmo. Depois, o modelo matemático foi composto em Stanford. Continuamente revista, a fórmula conta os longos ciclos não apenas gerais, como as curvas de Kondrantieff, mas os específicos para setores-chave e matérias-primas. Considera ainda fatores não económicos, como os sociais e políticos. Usa, portanto, um modelo matemático com muitas células e medições ao longo de muitos anos, para melhor integrar os seus ciclos.

 

Uma das mais importantes e difíceis avaliações é a probabilidade das probabilidades, i.e, a coincidência de várias probabilidades assimétricas e não-lineares influenciarem a probabilidade natural de cada um dos fatores. E usa os early warning indicators de alguns produtos, como os aços especiais usados na fabricação de máquinas operatrizes. Ler mais detalhes metodológicos sff no capítulo 5 do livro PORTUGAL RURAL.

 

Para poder recolher dados do mundo real, visitei, ao longo de 2004 a 2008 umas 500 PMEs e entrevistei outros 480 empresários mais administradores de médias e grandes empresas, antes de escrever a série de livros COMO SAIR DA CRISE.

 

Graças à esta metodologia pude publicar já em 11/11/04, que esta crise viria. No início de 2005 alertei para a implosão da bolsa de Lisboa e no Prós e Contras de 01/03/10 alertei para a revolução na Grécia. Pouco depois sugeri que Portugal saísse do Euro. Então considerado algo totalmente impensável, é hoje tema de debate diário não só em Portugal.

 

PORTUGAL 2014, OS DADOS

 

Usando esta fórmula dinâmica e integrada temos:

 

1. 26% de desemprego, 32% no Algarve, 30% na Região do Porto, no total 1,3 a 1,4 milhões;

 

- consequência: brutal aumento dos custos sociais e da criminalidade, com destruição de património, empenho e civilidade.

 

2. Em 25 anos sucessivos governos reduziram a economia paralela de 55% para uns 30%; em 25 semanas poderá voltar aos 55%;

 

- consequência: forte queda da receita fiscal.

 

3. Entre 100 a 120 mil experientes técnicos e engenheiros lusos emigrarão por ano;

 

- consequência: menor desemprego de curto prazo, mas brutal queda na competitividade de muitos setores exportadores.

 

4. Previsões da NASA: devido às explosões solares, fortes secas e enchentes extremas em 2013;

 

- consequências na agricultura e no património também em 2014.

 

5. Instabilidade política e social na Grécia, Itália, Espanha e talvez França;

 

- consequência: desinvestimento em Portugal.

 

6. Devido ao massivo influxo da moeda Euro sem a equivalente nova produção de bens e serviços, teremos uma inflação crescente, sem crescimento real, a estagflação;

 

- consequência: retração nos investimentos produtivos.

 

7. Devido à má utilização dos fundos europeus nas recentes décadas e mais 12 países pobres na UE, eles exigirão mais recursos para si e menos para Portugal;

 

- Consequência:  QRENs  limitados em 2014.

 

SOLUÇÕES A IMPLANTAR ATÉ 30/06

 

Sabemos que as mudanças estruturais têm fortes resistências que atuam não só ao nível central. É preciso alterar práticas. E nem sempre é possível alterar atitudes. Best practice é o despedimento massivo das chefias do aparelho do estado, como ocorreu em vários países, como nos EUA e no Brasil, há uns 20 a 30 anos.

 

1. A melhor prática é, até 30/06, destituir não 20, mas 100mil funcionários públicos, mesmo tendo que continuar a pagar os seus salários. Pois eles fazem menos mal em casa do que nos efeitos da sua arrogância ou resistência às mudanças, se em serviço. Dê-lhes boa qualificação e um real micro-crédito para empreender ou então emigrar.

 

2. Instituir Observatórios Setoriais Informais, voluntários, onde cada ministro teria um grupo de representantes dos vários players, dos vários setores, da maioria dos distritos, apartidários. Como foi o Conselho de Desenvolvimento Económico-Social do Presidente Lula, que o aconselhou nos detalhes para melhor utilizar o potencial de cada região e permitiu o forte crescimento do Brasil nos últimos 6 anos.

 

3. Dar poder ao Tribunal de Contas para, como em outros países, travar a conta bancária das instituições públicas que não apresentem as suas contas de forma correta e atempada, que não de imediato corrijam irregularidades ou que não estejam a atingir os seus objetivos.

 

4. Avaliar as instituições públicas, por alguma universidade estrangeira idónea, sem cunhas. E assim eliminar por completo, como Tatcher fez, aquelas que não atingem os seus objetivos no mundo real. E delegar às melhores, as atribuições das eliminadas.

 

Todo este trabalho em paralelo levará dois anos para resultar, daí ter que começar neste trimestre.

 

Ofereci ao ministro 4 livros com a lista dos nichos fáceis de exportar e para evitar importações. Podem gerar 147mil empregos no Sul, 162mil nas Beiras e Baixo Tejo, 178mil na Região Centro e 132mil em outras áreas rurais; alguns são alternativos, e assim totalizam uns 490mil, em 24 meses.

 

AMO PORTUGAL! GARANTO: YES, WE CAN,TOGETHER



Autoria e outros dados (tags, etc)

 

                                         

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 22 de Maio o Internatinal Club of Portugal irá organizar um Almoço/debate com o  Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. Irá estar presente o nosso colega do Ouriço, Jack Soifer para apresentar as suas questões e abordar dados inéditos. Brevemente teremos artigos sobre o evento.

Informação detalhada sobre estes eventos estará brevemente disponível no site e na  página do facebook do International Club.

Os nossos leitores que se quiserem  inscrever poderão fazê-lo através de e-mail para geral.icpt@gmail.com, com os seguintes dados pessoais: nome, regime de inscrição (membro do clube ou público geral) e contacto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Daniel Bessa, na revista da Cotec n.º18, escreveu que "a falta de concretização e transformação do potencial de inovação em resultados concretos (...) coloca Portugal no conjunto de países desperdiçadores".


A estrutura dos preços de serviços vitais, como energias, telecomunicações, estradas, transportes públicos, obras públicas, é muito diferente na Europa do Norte. Aqui tem valores similares nas peças e matérias-primas utilizadas, muito menores no custo de mão-de-obra, muito maiores com administração, advogados e outros lá classificados como "inusitados" e investigados pelo Tribunal de Contas e pelo DIAP com poder real.

Isto reduz a competitividade das PME´s, que aqui pagam mais por infraestrutura e nos produtos dos cartéis da distribuição ou produção de matérias-primas, como o ferro, materiais de construção em geral, combustíveis, condomínios em shoppings, etc.

A produtividade por hora trabalhada aqui é baixa, devido à pouca motivação do trabalhador nas empresas grandes, onde o patrão em geral ainda o trata como escravo. Já nas PME´s, a produtividade por hora é maior, mas este patrão perde uns 30% do seu tempo com a banca e burocracias, em vez de transformar a inovação, que ainda não lhe chega, em resultado concreto.
 
Álvaro Santos Pereira fez boas leis, mas, para surtirem resultado, é preciso pô-las em prática, e quem as trava são os cem mil militantes, hoje diretores na função pública, que justificam altos salários com inúteis papéis. Reforma estrutural não é aumentar horas de trabalho, mas preparar os cem mil para produzir no privado e impor a livre concorrência.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds