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O Ouriço

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A diferença entre bombeiros e políticos

Artur de Oliveira 26 Ago 13

 

A partir do momento em que a página do facebook da presidência da república considera que António Borges deve ser homenageado (não pondo isso em causa, apesar de não ser fã do senhor) e os bombeiros falecidos no combate ás chamas que devoram o interior do país são totalmente ignorados,  isso diz tudo sobre a nossa classe política. 

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Quem é ignorante? Quem é?

Faust Von Goethe 29 Set 12

Numa reunião com 300 empresários, economistas e agentes políticos que decorreu em Vilamoura, António Borges considerou ignorantes os empresários que se manifestaram contra as mexidas na Taxa Social Única (TSU).

 

Eu considero António Borges um ignorante-ou melhor, um ignóbil pois tem formação académica- por não ter lido um dos últimos reports  dos seus antigos colegas do FMI, onde foi dito [com argumentos bastante sólidos] que era arriscado fazer mexidas na TSU [dentro da zona euro].

 

Adenda: Já repararam como a austeridade desenhada por António Borges está a desgastar o próprio António Borges? Se não se acreditam no que vos digo, comparem a foto acima de António Borges [tirada hoje em Vilamoura] com esta foto de António Borges tirada em Novembro 2011, antes de ser dispensado-só para não dizer despedido-pela actual chefe do FMI, Christine Lagarde.

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O ex- vice do PSD e recentemente colaborador da Goldman Sachs e do FMI, organizações de onde saiu sem glória tenta mostrar ao entrevistador que os fins justificam os meios e o neoliberalismo é o caminho. Só não contava ser arrasado pelo jornalista da BBC, Stephen Sackur. Esta entrevista tem mais de um ano, mas é absolutamente esclarecedora. Quem nos dera ter jornalistas deste calibre e frontalidade.

 

 

 

 

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O grupo Juan March não é um banco mas uma boutique tal qual o EFG Bank Group de Spiro Latsis e a Perella Weinberg partners -acessora financeira da privatização da EDP.

 

Nós por cá também tivémos quase uma boutique. Chamava-se BPP mas o sonho de João Rendeiro-um humilde funcionário público que virou banqueiro- desmoronou-se 1 semana após lançar o seu livro "João Rendeiro - Testemunho de um Banqueiro".

Dizem as más línguas que as suas recentes boutiques no Brasil e Dubai criadas às custas de offshores têm grandes hipóteses de virar sucesso.

 

Por cá, o grupo Juan March está prestes a ter un hermano portugués, embora que este ainda se encontre em modo de bebé proveta. Chama-se grupo Soares dos Santos e tem em Alexandre Soares-actualmente o homem mais rico de Portugal- a esperança latente de vir a adquirir os seguros de saúde da Caixa Geral de Depósitos através de António Borges-que divide a sua rotina fastidiosa (?!) entre o seu cargo de gestor no grupo Soares dos Santos e o aconselhamento do governo nas privatizações.

 

PS: A minha silly season irá manter-se por mais uns tempos. Voltarei a postar sempre que achar oportuno.

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António Borges tem razão quando afirma que devemos aumentar a produtividade ou reduzir os custos laborais. Quem apenas opina sem calcular, interpreta como sendo o salário do trolha. Como só escrevo quando tenho dados e tendo feito análise comparativa em vários setores entre a estrutura de custos de Portugal e a dos nórdicos e alemães, vamos aos dados reais.

 

Precisamos de exportar mais bens transacionáveis, e evitar importar bens de origem rural e agroindustriais. E reduzir a importação de crude. Há poucas fileiras onde ainda somos competitivos, p.ex. na pasta de papel e nos moldes e formas, vários nichos do mobiliário e aí não precisamos mexer. Os bens em que o peso do produto torna o transporte caro são aqui mais caros do que na Europa, p.ex. cimento, ferro, azulejos e outros materiais de construção, apesar do custo horário do trolha ser mais baixo. É o efeito dos cartéis, aqui permitidos.

 

O que então encarece o custo na produção? Os custos de contexto e as hierarquias inúteis.

O custo total da hora de trabalho de um trolha ou técnico de produção aqui é, na maioria das fileiras acima, menos da metade do que na Europa do norte. Mas temos mais hierarquias entre estes e o big-boss. Lá há um não-produtivo para cada 9 a 16 produtivos, aqui, consoante a fileira e o nicho, temos o dobro. Nas giga empresas lá há forte descentralização, p.ex. nas lojas, para satisfazer o cliente e assim fidelizá-lo e poder reduzir os custos em publicidade. Isto aqui é raro nas empresas em geral mais ainda na distribuição alimentar.

 

Lá o presidente das grandes empresas visita cada trolha no seu posto de trabalho ou pelo menos no departamento ou loja pelo menos 2 a 4 vezes por ano. E aqui? Escrevi em 2006 num jornal, que impressionou-me os gerentes das agências de viagem do grupo BES terem medo de mencionar o nome do presidente; quem o disse sussurrou, para os colegas não ouvirem que mo dizia. Medo impede empenho.

O custo dos diretores/presidentes das grandes empresas portuguesas é 50 a 90% maior do que as similares no norte da Europa e o IRS lá para eles é maior. As inúteis chefias intermédias encarecem a hora trabalhada nas fileiras de bens transacionáveis ainda exportáveis em 12 a 22%, consoante o setor. Para que precisamos delas? Pela burocracia que faz o big-boss himself perder muito tempo com os que ‘inventam dificuldades para vender facilidades’, com a banca, a presença em longos almoços ‘para ser lembrado’ para uma futura ou passada cunha, em longas conversas/intrigas, o trânsito, e não só.

 

Yes, António Borges, traga para Portugal o modelo alemão ou nórdico (a Suécia teve +4,8% no PIB em 2011, com forte exportação) e teremos o trolha a ganhar 980e/mês, o chefe dele +16%, i.e, 1150, o regional 1350, o diretor 1700 e o presidente 2300. O custo com escritórios de advocacia e direito fiscal e com o saco azul somem e as empresas investiriam em poupar energia (aqui é cara) e fidelizar clientes, que é mais barato do que a publicidade para ganhar novos

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*Lista de 29 assessores / adjuntos de Ministérios, todos de idade inferior a 30 anos, havendo 14 "especialistas" com idades entre os 24 e os 25 anos.*

*MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL (2)

Cargo: Assessora
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 €

Cargo: Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.183,63 €

MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (1)

Cargo: Adjunto
Nome: Filipe Fernandes
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.633,82 €

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS (4)

Cargo: Adjunto
Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida
Idade: 26 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 €

Cargo: Assessor
Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.854 €

Cargo: Assessor
Nome: Filipe Gil França Abreu
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.854 €

Cargo: Adjunto
Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA (2)

Cargo: Assessor
Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Assessor
Nome: André Manuel Santos Rodrigues Barbosa
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.364,50 €

MINISTRO ADJUNTO E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES (5)

Cargo: Especialista
Nome: Diogo Rolo Mendonça Noivo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Adjunto
Nome: Ademar Vala Marques
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista
Nome: Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva Canas
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista
Nome: Rita Ferreira Roquete Teles Branco Chaves
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista
Nome: André Tiago Pardal da Silva
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

MINISTÉRIO DA ECONOMIA (8)

Cargo: Adjunta
Nome: Cláudia de Moura Alves Saavedra Pinto
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Tiago Lebres Moutinho
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Cristóvão Baptista
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Tiago José de Oliveira Bolhão Páscoa
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: André Filipe Abreu Regateiro
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Ana da Conceição Gracias Duarte
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: David Emanuel de Carvalho Figueiredo Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Folgado Verol Marques
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (3)

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Joana Maria Enes da Silva Malheiro Novo
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Antero Silva
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista
Nome: Tiago de Melo Sousa Martins Cartaxo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €

MINISTÉRIO DA SAÚDE (1)

Cargo: Adjunto
Nome: Tiago Menezes Moutinho Macieirinha
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,37 €

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA (2)

Cargo: Assessoria Técnica
Nome: Ana Isabel Barreira de Figueiredo
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.198,80 €

Cargo: Assessor
Nome: Ricardo Morgado
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.505,46 €

SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA (1)

Cargo: Colaboradora/Especialista
Nome: Filipa Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.950,00 €*

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Quando estamos a horas de saber o resultado da 4ª avaliação da TROIKA e a dias de celebrar a tomada de posse do actual governo, convém recordar os mais esquecidos que uma das razões para que este PSD, em particular António Borges, queriam a entrada da TROIKA em Portugal deve-se ao facto do anterior governo, assim que tomou posse, ter cancelado todos os contratos com a Goldmann Sachs.

 

O autor desta ideia peregrina foi o ministro da Economia de então, Manuel Pinho.  Na altura António Borges acusou, inclusivé, o governo de pressão.

 

Esclarecidos? 

 

Leitura Complementar: O Cavalo de Troika Tuga

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Em entrevista hoje ao PÚBLICO, António Borges acusou Manuel Pinho de "exigir a apresentação de um pedido de desculpas" pela sua crítica à forma como foi conduzida a mudança de presidência na EDP, "caso contrário nunca mais haveria trabalho para o [banco] Goldman Sachs em Portugal". "Aliás, como nunca mais houve", acrescentou António Borges, que na altura era vice-presidente daquele banco norte-americano.

António Borges acusou ainda Manuel Pinho de lhe ter comunicado pessoalmente que "todos os contratos com o Goldman Sachs estavam cancelados" no dia seguinte ao congresso do PSD de 2005, em que o economista se disponibilizou para ajudar o partido a fazer oposição ao governo.

 

Convém recordar que na altura, António Borges era vice-presidente da Goldman Sachs. Fora despedido meses depois, na sequela crise financeira provocada pela falência do banco Lehman Brothers...

Percebem agora a urgência da TROIKA para Portugal?

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Ernâni Lopes tinha razão!

Faust Von Goethe 18 Fev 12

A propósito da homenagem ao saudoso Ernâni Lopes realizada ontem na Universidade Católica, gostaria de vos recordar um vídeo de Setembro 2010 onde o próprio explicava porque a vinda do FMI não fazia qualquer sentido, defendendo que os nossos problemas deveriam ser resolvidos por nós, Portugueses.
Por aquilo que conheci do saudoso Professor Ernâni Lopes, estou plenamente seguro que no caso de pessoas como ele estivessem ao leme deste país, as soluções encontradas teriam sido outras. Por exemplo, se tivéssemos enveredado por outro caminho, não estaríamos sujeitos a que Angela Merkel, António Borges, Vitor Constâncio e Presidente da Comissão Europeia fizessem declarações públicas como se fossem (ainda) nossos governantes. 
Mais do que a humilhação de estarmos a ser sujeitos a um memorando de entendimento (basta analisar os resultados) onde nos obrigam a cumprir tudo à risca "custe o que custar", começa a ser humilhante estarmos sujeitos a este tipo de chacotas psicodramáticas por aqueles que em grande parte também contribuiram para o nosso desiquilíbrio.
Basta por exemplo analisarmos os dados do desemprego nas últimas décadas que fizeram ontem manchete em vários jornais nacionais:

 

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O Cavalo de Troika Tuga

Faust Von Goethe 6 Fev 12

Pedro Santos Guerreiro em Jornal de Negócios (após as eleições) escreveu um artigo de opinião que merece agora uma séria reflexão por minha parte:

 

 

"

Cavaco Silva, numa decisão excepcional e correcta, acelerou o processo de constituição do Governo. Fez bem, até porque indicia que não fará de Belém um centro de conspiração contra um Governo PSD que não é o seu PSD. E assim nasce o "Governo na hora" - e começam a tocar os telefones. 
Esta rapidez parte de uma necessidade mas também de uma oportunidade. Porque o PSD tem a possibilidade de fazer tudo o que os próprios desalinhados de Passos defendem. Veja-se a foto de hoje da primeira página, de Passos e Cavaco sorridentes, ontem, em Belém. Agora adicione-se Durão Barroso na Comissão Europeia e António Borges no FMI. É um sonho tornado realidade para aqueles que, no PSD, sempre defenderam a terapia das chamadas "reformas estruturais". Portugal fez-se agora de voluntário à força para essas reformas. A concorrência, o mercado de trabalho, o arrendamento, as privatizações. 

"

Sim. PSD e direita em geral estão em estado de graça. Só não percebo porque há cavaquistas anónimos a queixarem-se de Vítor Gaspar assim como não percebo a razão de aparecem constantemente ex-governantes como Manuela Ferreira Leite, Luís Marques Mendes e Miguel Beleza a contestarem medidas deste governo assim como não percebi o Cavaco ter há meses estabelecidos despachos semanais com os ministros Gaspar, Álvaro e Portas. Porque não o fez com Passos?

 

 

 "

Cada membro da troika tem um português por detrás: Durão, Borges e Constâncio. Os três disseram coisas ao longo dos anos sobre Portugal que estão no memorando de entendimento. Estão lá as suas impressões digitais, é quase possível sublinhar o que corresponde a cada um deles (só é pena que nenhum perceba de Justiça, área onde o memorando mais é vago e previsível - uma desilusão). 

" 

Convém recordar que António Borges tem uma ligação próxima a Manuela Ferreira Leite e Cavaco. Percebem por esta e pela razão apresentada pelo Pedro Santos Guerreiro porque Borges foi a escolha? Ou é preciso dizer mais?

 

 

 

"Portugal é hoje um país infinitamente menos poderoso do que há um ano. Depende de crédito paraestatal da troika, tem os "ratings" à beira do lixo, está sem investimento e potencial de crescimento para lá das exportações. Mais: está a vender activos quase à pressão, com um programa de privatizações a preços de liquidação total. Quem os vai comprar? Estrangeiros. Quais? Angolanos, brasileiros, chineses, árabes? 

"

 

Pode-se agora acrescentar que Portugal está à venda e é barato. Os meus colegas de escrita que circulam por Lisboa já devem ter reparado em diversas coisas que já pertencem aos angolanos.

Como disse ironicamente um amigo meu há tempos: "Estamos a pagar o que lhes tirámos ao longo de séculos".

 

 

"Ontem foi o primeiro dia de Portugal sem Sócrates. Notou-se: euforia nuns, depressão noutros. Agora vamos ao PIB: ele ainda não cresceu.

"

 

Sócrates seguiu o conselho de Passos Coelho e compaias e emigrou. Os que ficaram por cá, passaram do estado de euforia por se terem livrado de Sócrates a estado de depressão, muito em grande parte porque este governo, que é às direitas, decidiu aumentar transportes públicos, tirar feriados, pontes e dias de entrudo. 

E agora que os chineses estão a chegar em força, como vamos por o PIB novamente a crescer no caso das medidas às cegas, perdão, às direitas não resultarem?

Continuar a adoptar as curas dos médicos de Luís XIV (neste caso, mais sangria) "custe o que custar" ou vamos aderir finalmente à acupuntura?

 

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