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O Ouriço

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As repúblicas-zombie

Artur de Oliveira 20 Fev 14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Na Venezuela quem manda é um morto.
Na Coreia do Norte quem manda é o filho do morto.
Em Cuba quem manda é o irmão do " morto "

Na Argentina quem manda é a mulher do morto.
E no Brasil quem manda é um que se finge de " morto."
E em Portugal quem manda é um grupo que deveria estar morto (não no sentido físico, mas político)

 

Fonte: Facebook

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Lucrar com a crise

Jack Soifer 24 Jan 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não precisamos inventar a roda nem engolir o que outros nos impingem.

Há 15 anos a Argentina passou por uma crise pior do que a nossa. Não aceitou as ordens do FMI, declarou moratória, desvalorizou o peso, deixou a banca podre falir, mudou o modelo económico.

 

O governo voltou a governar.

 

No auge da reforma, quando o desemprego tocou os 25%, os concelhos deixaram a sociedade civil usar os locais das fábricas abandonadas, para lá voltar o comércio real, i.e, a troca de produtos, usando a moeda do município.

 

Sem especuladores, a avó vendia lá uma jóia ou móvel que já não precisava e com o Cordobal, a moeda local, comprava alimentos directamente do produtor, como tomates; este pagava então o bidão de diesel da Galp regional.

 

Desde 2008 faz-se o mesmo num concelho do Nordeste do Brasil, articulado com o micro-crédito para os desempregados. A grande distribuição importa alimentos e produtos nocivos e os cartéis mandam mais que os governos. O consumidor ali tem opção.

 

Na Argentina caiu a compra de supérfluos, as transnacionais que não aceitaram o novo modelo deixaram o país e no lugar delas vieram milhares de PMEs nacionais, a vender menos caro. Pois é falso que a maior escala leva ao menor preço - depende do saco azul e das off-shores.

 

A Argentina saiu da recessão em 4 anos; a Dinamarca levou 12 os EUA toda a era Clinton, 8 anos. Em 6 anos ela cresceu 7% a/a e só em 2010 caiu para os 2%. Austrália, Brasil e o Canadá, p.ex, não entraram em crise. Na UE, Polónia e Suécia, também não; nesta o PIB subiu 4,2% e a bolsa 22% em 2010.

 

Como? Nenhum deles tem o Euro! Hoje vendemos dívida para pagar débitos, os Euros não ficam cá, não criam emprego. Na moratória só pagaremos os juros, e o principal já vencido será pago quando o aumento do nosso PIB superar os 2%. Ao sair do Euro, Irlanda, Áustria, Hungria e Grécia nos seguem. Basta ameaçar e os grandes nos ouvirão. E voltaremos a exportar o melhor da nossa boa terra.

 

Que tal voltar a plantar (usar) tomates?

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Economia e finanças

Jack Soifer 15 Jan 13













Nos debates políticos, fala-se das finanças, mas a grande crise é a estrutural. Falam de reestruturar como se isto fosse pagar só parte da dívida. Mas existe há muito a prática, usada na Argentina, da moratória. Após um curto caos, ao mudar do modelo monetarista para o desenvolvimentista e substituir a especulação por investimentos, cresce entável. Trata-se de renegociar os juros e o prazo a partir da economia real para garantir que o país não entra na bancarrota por cálculos apenas financeiros e não económicos.


Com um crescimento mínimo em torno de 1%, para evitar o desemprego em massa, e mudanças na estrutura pública, com emagrecimento e rigor, como no Concelho de Vila Real de Stº António, um país sobrevive à recessão. Os juros pagos à banca privada passam a ser ditados pelo BCE e não pelos especuladores. O prazo é alongado e torna-se flexível, consoante o que a economia real permita. Assim, o credor tem o seu pagamento, ele é apenas postergado. E quem obtinha sobrelucros com a tolice dos políticos em emprestar mais do que pode, passa a receber os juros normais, não os especulativos.

 

Criar mais burocracia na UE com um governo económico é gastar mais. Basta uma directiva a tornar-se lei a curto prazo, a proibir os países e os concelhos a qualquer tipo de empréstimo. Mesmo os países pobres têm recursos - é preciso ajudá-los não com empréstimos, mas com tecnologia e facilidades para entrar nos mercados onde têm competitividade, mas onde os cartéis os travam.

Ao criar a CEE, o sonho era ter um mercado realmente livre. Não o temos. Falta uma estrutura big enough to cope, small enough to care.

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Um passado bem presente e futuro

Artur de Oliveira 14 Jun 12




Este filme premiado com o Urso de Ouro em Berlim (que Merkel nem consegue identificar no mapa) mostra como a Argentina se tornou um país de terceiro mundo graças ás políticas de austeridade do FMI, Banco Mundial e mercados graças ao governo colaboracionista neoloiberal de Carlos Menem.Não vos lembra nada?

Este pode vir a ser o nosso futuro se os governantes insistirem em ser yes-men da Troika e favorecerem os seus boys & girls em detrimento de quem deviam verdadeiramente representar: os cidadãos.  A Argentina deu a volta por cima. E nós?


Caminharemos para o matadouro felizes e contentes qual carneirada  embalados por futebóis, festivais de música e piqueniques com o Tony Caganeira... oops... Carreira?





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Exportações Argentina X Grécia

Faust Von Goethe 14 Mai 12

Fonte: Paul Krugman@NYTimes

 

Leitura complementar: Drama e Drachma por John Wolf.

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As duas grécias

Faust Von Goethe 12 Mai 12

 

Desfeitas as possibilidades de formação de um governo de unidade envolvendo os três partidos mais votados-Nova Democracia,Syriza e PASOK- a grécia vai [provavelmente] a votos [durante o próximo mês].

 

Num sentido lato, os gregos terão de decidir entre a continuação na zona euro ou a de abarcar com os custos de um default desordenado-o que poderá conduzir, tal como na Argentina em 2001, a uma falência política, institucional e moral.

 

Quem acompanha por perto a realidade grega, percebe que nesta Grécia existem na realidade duas grécias: uma grécia descontraída e relaxada, não particularmente ambiciosa que pretende empregos bem remunerados, mas em que se exige pouco, a que trata as leis como meras directrizes - segue-as quando lhes convém, ignora-as quando não. 

 

A outra grécia-a oprimida-glorifica a rebelião, teima em julgar, mas teme ser julgada. De acordo com os comentadores gregos, esta grécia é paranóica e vive de teorias da conspiração, tentando culpar os outros, mas não reconhecendo a culpa em si mesma. 

 

Actualmente, a Grécia é mais do que um simples país insular.É um país inseguro com a sua posição na Europa, inseguro sobre as suas reais valias para vencer a crise, e inseguro quanto ao seu real potencial para vir a ter sucesso e de dobrar esta crise com a perseverança dos bravos. 

 

Leituras complementares:


Documentário complementar:

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Moedas ao Ar

Faust Von Goethe 28 Jan 12

Numa semana onde muito se especulou sobre a eventual bancarrota Portuguesa, Carlos Moedas como forma de acalmar  os mercados, decidiu escrever um artigo no Wall Street Journal intitulado 'Portugal is beating the headwinds'. 


Embora concorde com o diz João Galamba, quando ele afirma que "O problema é o próprio programa de ajustamento ser errado e estar a lançar Portugal para uma profunda recessão, o que torna os esforços do governo em cumprir o que lhe foi imposto absolutamente irrelevantes." e quando diz que "Portugal não tem futuro enquanto a Europa não mudar radicalmente de política e empreeender uma radical reforma institucional", tenho de reconhecer que, mesmo não concordando com algumas coisas que diz Carlos Moedas, admito que o momento em que o artigo é escrito foi deveras oportuno pois esta semana deu-se o Conclave de Davos, próxima 2ª feira Cimeira Europeia e próxima 4ª feira o IGCP vai fazer dois leilões de títulos de Tesouro.

 

Não foi por acaso disponibilizei na 6ª feira passada o documentário Memórias do Saque sobre a bancarrota Argentina de 2001 (vale a pena ver o documentário, pois é bastante instrutivo) e que me dei ao trabalho de escrever o post ESPECIAL TROIKA: De rating bestiAAl a rating de BBesta. Felizmente a mensagem ao que parece passou. A título pessoal, fiquei duplamente feliz pois ontem a agência de rating Fitch deu-me razão. Resumindo: O problema de momento não é Portugal. O problema de momento são Espanha e Itália

 

Mas isto não significa que, como disse Carlos Moedas, que tudo esteja a correr bem no programa de ajustamento. Em particular, há que sentar à mesa com os credores e propor, já que nos estamos a portar-nos assim tão bem, que se faça uma auditoria à dívida (nada a ver com perdão desta) e renegociar o juro do empréstimo, pois o valor que estamos a pagar aos nossos parceiros Europeus bem como ao BCE parece-me exagerado em época de deflação.

 

Todos estamos a aprender com esta crise. E se sairmos dela com a cabeça erguida, seguramente sairemos mais instruídos e mais cientes das nossas escolhas futuras, quer políticas, quer económicas.

 

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Memórias do Saque

Faust Von Goethe 20 Jan 12

"Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, de como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC. Genocídio Social, a Argentina passa da condição de país "quase de 1º Mundo" para um país em que a maioria da população se torna miserável. Mortalidade infantil, desnutrição, abandono social total, endividamento externo fizeram a marca do que seria o "exemplo de neoliberalismo para o mundo". Toda essa situação se tornou insuportável até finalmente explodir na revolta popular de 19 e 20 de dezembro de 2001."

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