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O Ouriço

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A queda do neoliberalismo made in Portugal

Artur de Oliveira 24 Mar 16

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Após o chumbo do XX Governo Constitucional (e II Neoliberal Troikano-Merkelista) pela aliança geringonciana, Paulo Portas arrumou as botas e actualmente, a sua sucessora, Assunção Cristas não descarta aliar-se estrategicamente ao PS num futuro próximo, mas Passos Coelho mantém-se irredutível na defesa da banca zeinalbaviana. A atitude de PPC ser sempre do contra é algo muito fácil; aliás, creio que essa táctica já passou de moda desde os tempos da contra-cultura até nos alunos da instrução primária. O nosso desquerido líder da oposição até já levou um puxão de orelhas do presidente da república, que já lhe deu a entender que a banca nacional deve ser preservada (tal como a matriz social democrata do partido de ambos?????????). Nuno Morais Sarmento numa entrevista recente deu a entender que o prazo de validade do modelo liberal incarnado em PPC não é mais valia para o PSD.

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O grande ausente do congresso do CDS

Artur de Oliveira 13 Mar 16

É que não habia nechechidade...

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Nova lei dos animais domésticos

Artur de Oliveira 30 Out 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É caso para dizer que esta lei é bichofóbica...

 

 

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Miguel Macedo anda-nos a ler...só pode!

Faust Von Goethe 23 Set 12



Portugal «não pode ser um país de muitas cigarras e poucas formigas».

Miguel Macedo a 23.09.2012 (no decorrer de uma inauguração de um quartel de bombeiros)

 

(...).Resta saber se com a baixa de temperatura as restantes baratas tontas do governo se deixem de comportar como cigarras e passem a se comportar como as obreiras formigas.

O inverno está quase à porta...

Por mim a 06.09.2012 (um dia antes do TSUnami Passos Coelho)

 

Adenda #1: Os Portugueses já dão o exemplo e só se manifestam às 6ªs feiras-depois de sairem do emprego-e aos fim-de-semana para não lhes levar mais do que aquilo que já lhes é "rapinado" ao fim do mês.

 

Adenda #2: O senhor ministro, ao invés de fazer discursos bacocos e moralistas, devia de seguir o exemplo de Assunção Cristas que já ontem esteve a vindimar para os seus lados.

 

Adenda #3: Não se esqueça na próxima 6ª feira de dar os parabéns à senhora Ministra-pela colheita deste fim-de-semana e pelo seu aniversário.

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Wonder Ministra

Artur de Oliveira 16 Abr 12

Ora aqui vai a nossa homenagem á ministra que teve nota positiva segundo uma sondagem do matutino mais lido do país.

Parabéns pelos 11,4 valores. Quanto aos outros membros do governo: apliquem-se mais, meninos... Vão deixar que a Assunção fique á vossa frente nas sondagens? Levantem as cristas e apliquem-se. Que tal menos austeridade, dar uma maior poder de compra aos cidadãos e revêr melhor a questão produtiva? Já agora que tal valorizar a indústria nacional, inclusive dando vantagens a quem usar mais de 75% de matéria fabricada ou beneficiada em Portugal, na composição de um produto? Boa? 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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As águas de Portugal não são da "Águas de Portugal" e pertencem aos portugueses e não a privados mesmo que de forma pomposa se aventurem a chamar à empresa "Águas de Portugal". A sua gestão é de extrema importância para o país, em especial no que toca à segurança interna deste, pois através delas pode sempre surgir gente sinistra e mal intencionada, pode chegar ao desplante de as envenenar.

 

Antes de as águas dos portugueses serem geridas pela "Águas de Portugal", bebia-se água pela torneira. Agora quase se vomita ao fim de fazê-lo durante alguns dias. As águas devem retornar à supervisão das autarquias, e serviços que não devem ser pagos não se pagam.

 

Ao invés de andar a discutir de forma pomposa os aumentos dos preço das águas, o ministério do ambiente deveria era estar a assegurar que a água dos fontanários, deixasse de ser imprópria para consumo, como acontecia antes de existir a "Águas de Portugal".

 

PS: Imagem retirada daqui

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Piada da Semana

Artur de Oliveira 13 Abr 12

«Não falta emprego, falta é gente para trabalhar»

 

 

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Capitalismo Coronário

Faust Von Goethe 12 Abr 12

Ao que parece, Pedro Santos Guerreiro-director do Jornal de Negócios- leu o meu post da última madrugada, onde citei um artigo de Kenneth Rogoff e disponibilizou no site do jornal, a tradução na íntegra do artigo de Kenneth Rogoff entitulado Capitalismo Coronário, o qual tomei a liberdade de copiar na íntegra mais abaixo.

 

Tal como já mencionei ontem, este artigo de Kenneth Rogoff é de leitura obrigatória, pois permite-nos entender o possível alcance da medida de Assunção Cristas assim como instruirmo-nos de argumentos válidos para refutar aspectos inerentes à medida anunciada.

 

Boas leituras.

A ampla e sistemática falha de regulação é o elefante na sala quando se trata de reformar o capitalismo ocidental de hoje. Sim, muito se tem dito sobre a insalubre dinâmica política-regulatória-financeira que levou ao ataque cardíaco da economia global em 2008 (iniciando o que Carmen Reinhart e eu chamamos "A Segunda Grande Contracção"). Mas o problema é exclusivo do sector financeiro, ou denota uma falha mais profunda do capitalismo ocidental?

Considere-se a indústria alimentar, particularmente a sua influência, por vezes maligna, na nutrição e saúde. As taxas de obesidade estão a subir em todo o mundo, porém, entre os grandes países, talvez o problema seja mais grave nos Estados Unidos. De acordo com o Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças dos Estados Unidos, cerca de um terço dos adultos norte-americanos é obeso (indicado por um índice de massa corporal acima de 30). Ainda mais chocante, mais de um sexto das crianças e adolescentes é obeso, uma taxa que triplicou desde 1980. (Transparência total: a minha esposa produz um programa para a televisão e para a Internet, chamado kickinkitchen.tv, que visa combater a obesidade infantil).

Obviamente, os problemas da indústria alimentar têm sido vigorosamente destacados por especialistas em nutrição e saúde, incluindo Michael Pollan e David Katz, e certamente por muitos economistas também. E há muitos outros exemplos, dentro de uma grande variedade de bens e serviços, onde se poderia encontrar problemas semelhantes. Aqui, porém, quero focar-me na ligação da indústria alimentar com problemas mais amplos do capitalismo contemporâneo (que certamente facilitaram a explosão da obesidade em todo o mundo), e no porquê do sistema político dos Estados Unidos ter dedicado muito pouca atenção ao assunto (embora a primeira-dama Michelle Obama tenha feito um esforço importante de sensibilização).

A obesidade afecta a esperança de vida de diversas formas, que vão da doença cardiovascular até alguns tipos de cancro. Além disso, a obesidade – nas manifestações mórbidas – pode afectar a qualidade de vida. Os custos são suportados não só pelo indivíduo, mas também pela sociedade – de forma directa através do sistema de saúde, e de forma indirecta, através da perda de produtividade, por exemplo, e dos custos de transporte mais elevados (mais combustível gasto nos aviões, assentos maiores, etc.).

Mas a epidemia da obesidade dificilmente se parece com um assassino de crescimento. Produtos alimentares altamente processados, baseados no milho, e com muitos aditivos químicos, são bem conhecidos por serem um dos maiores indutores do ganho de peso mas, de uma perspectiva convencional de contabilidade de crescimento, são uma grande coisa. Os grandes agricultores são pagos para cultivar o milho (muitas vezes subsidiados pelo governo), e os processadores de alimentos são pagos para adicionar toneladas de químicos que resultam em produtos criadores de hábitos – e por isso, irresistíveis. Paralelamente, os cientistas são pagos para encontrar a mistura certa de sal, açúcar e produtos químicos para tornar a comida instantânea viciante ao máximo; os publicitários são pagos para vendê-la; e no fim, a indústria dos cuidados de saúde faz uma fortuna a tratar das doenças que, inevitavelmente, resultam de tudo isto.

O capitalismo coronário é fantástico para o mercado accionista, que inclui empresas de todos esses sectores. Alimentos altamente processados também são bons para a criação de emprego, incluindo nas áreas da pesquisa, publicidade e saúde.

Assim sendo, quem é que se pode queixar? Certamente não os políticos, que são reeleitos quando o emprego é abundante e os preços das acções estão em alta – e recebem doações de todas as empresas que participam na produção de alimentos processados. De facto, nos Estados Unidos, os políticos que ousam falar nas implicações dos alimentos processados na saúde, ambiente e sustentabilidade, em muitos casos, vêem-se privados de fundos para a campanha.

É verdade que as forças do mercado têm estimulado a inovação, que tem baixado continuamente o preço dos alimentos processados, mesmo que o preço das boas e velhas frutas e vegetais tenha subido. Este é um ponto justo, mas denuncia a enorme falha do mercado aqui.

Os consumidores recebem muito pouca informação nas escolas, bibliotecas ou campanhas de saúde; em vez disso, são bombardeados com desinformação através da publicidade. As condições para as crianças são particularmente alarmantes. Com poucos recursos para ter uma televisão pública de qualidade, na maioria dos países as crianças são cooptadas por canais pagos pela publicidade, incluindo da indústria alimentar.

Além da desinformação, os produtores têm poucos incentivos para internalizar os custos dos danos ambientais que causam. Da mesma forma, os consumidores têm poucos incentivos para internalizar os custos médicos das suas escolhas alimentares.

Se os nossos únicos problemas fossem a indústria alimentar causar ataques cardíacos, e a indústria financeira provocar o seu equivalente económico, isso já seria mau o suficiente. Mas a patológica dinâmica regulatória-política-financeira que caracteriza essas indústrias é muito mais ampla. Precisamos de desenvolver instituições novas e muito melhores para proteger os interesses de longo prazo da sociedade.

Claro que o equilíbrio entre a soberania do consumidor e o paternalismo é sempre delicado. Mas, certamente, podíamos começar a atingir um equilíbrio mais saudável do que aquele que temos, dando ao público mais e melhor informação através de uma variedade de plataformas, para que pudessem começar a fazer escolhas políticas e de consumo mais conscientes.

Kenneth Rogoff é professor de Economia e Políticas Públicas na Universidade de Harvard, e foi economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI). 

 © Project Syndicate, 2012.


www.project-syndicate.org


Tradução: Rita Faria

 

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Contra os cidadãos, taxar, taxar e taxar

Faust Von Goethe 11 Abr 12

De acordo com a proposta de decreto-lei, a que o Diário Económico teve acesso, será "devido o pagamento, pelos estabelecimentos de comércio alimentar de produtos de origem animal e vegetal, frescos ou congelados, transformados ou crus, a granel ou pré-embalados, de uma taxa anual" - denominada Taxa de Saúde e Segurança Alimentar Mais. A proposta é da autoria do Ministério da Agricultura e das Finanças, mas nenhum destes organismos esclareceram se a nova taxa se vai aplicar também a restaurantes.

 

Por um lado, admiro a habilidade de Cristas [e do governo em geral] para substituir a ASAE por algo bem mais eficiente ao nível da tributação. Com esta medida, há encaixe garantido.

 

Por outro lado, pode ser uma medida interessante e que vai ao encontro do que Kenneth Rogoff, ex-economista chefe do FMI, escreveu há meses atrás em Project Syndicate.

 

Para bem do consumidor, seria fundamental que esta também se aplique a fast food e a cadeias que importam as matérias primas fora de Portugal.

 

Adenda: A cadeia de restaurantes Mc Donalds em Portugal importa os hambúrgueres e as batatas fritas que consumimos directamente de Espanha.

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Separados à Nascença VIII

Faust Von Goethe 9 Mar 12

Esta foi-me enviada pelo meu colega de escrita Artur de Oliveira. Se alguém conhecer mais casos de "separados à nascença" deste calibre, façam o favor de enviar.

O estabelecimento agradece.

 

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