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O Ouriço

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Quadro clínico desfavorável?

John Wolf 13 Mar 12

Já sabiamos que o Cavaco não era grande espingarda a oralizar-se, um palrante mais fónico que estéreo, próximo da madeira hirta, a tábua especada à espera de um desbaste, um acabamento para remover lenhos. E os anos de estágio pouco serviram para amenizar a falta de jeito. Não fomos agraciados com o toque sublime que distingue os estadistas dos políticos de algibeira - a capacidade de pensar antes de abrir a boca. A arte de dizer sem falar. Infelizmente para nós, o seu défice não é percepcionado por si, a noção de que a capacidade cognitiva não se adquire na sucessão de mandatos. Os inteligentes reflectem continuamente sobre o seu estatuto peuril e concluem sobre a sua insuficiência. Ele não o é, não o fez e quase de certeza que não o fará. Como se não bastasse a onda curta da emissão, resolveu manchar as folhas com os mesmos recalcamentos perniciosos, o ditado gasto condenado à mesma consanguinidade de ideias. Prefácios que não servem os livros nem a elevação ética, a pré-condição para o desenvolvimento económico. E na procura de razões para o agravamento, o entorpecimento do posto presidencial, apenas posso encontrar explicação na condição sanitária. O estado de saúde do presidente da república deve ser tido em conta, por se tratar de um facto político passível de afundar ainda mais um país que procura a saída hábil do engano. Levanto a questão de saber se, para além dos outros tabus políticos guardados a sete chaves, existe um de força maior relativo a um quadro clínico debilitante?

 

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Copy-Pastel

John Wolf 13 Jan 12

 

 

Embora não seja grande apreciador de doçaria, não resisto à tentação do pastel. Não escutei as doutas palavras proferidas a propósito do doce proveniente de Belém. Em primeiro lugar, o sagrado gastronómico merece sempre respeito, especialmente se colocamos no tacho a questão levantada em epígrafe: a marca. Não tenhamos dúvida que a marca é o cordão umbilical que liga mercados recém-nascidos aos procriadores de bens e serviços que se orgulham de ser Portugueses. Quando pensamos pastel, pensamos Portugal, mas não necessariamente o inverso. E essa será porventura a lógica por detrás da ideia de marca. A ideia de associação, de ligação simpática que se estabelece entre uma entidade geral e o particular. Desde logo somos confrontados com uma dimensão fulcral do marketing da economia de um país. Que porta-estandarte pode ou deve abrir o caminho para a panóplia da excelência disponível. Será que o Mourinho arrasta o pastel? Ou será que a nata da inteligência Portuguesa, escondida em laboratórios científicos por esse mundo fora, atrai investimento directo estrangeiro? Ao compormos o cabaz das marcas será importante estabelecermos uma hierarquia. Será que vinte investigadores de biologia molecular valem o mesmo que um madeirense dotada da bola? Com tanta confusão e dissensão instalada neste país, em vez de "Made in Portugal", acabaremos "Mad in Portugal". Custa-me tanto observar um país sentado em cima de uma pilha de diamantes por lapidar e polir. Custa-nos a todos ver a potência esvair-se da corrente de criatividade e capacidade de Portugal. De Portugal para o resto do mundo.

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