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O Ouriço

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Súmula da Crise Política.

Faust Von Goethe 7 Jul 13

Em teoria Paulo Portas ganhou poder e salvou a face. Na realidade é uma promoção semântica. Portas passou a ser ministro sem pasta, responsável pela área que irá um dia ser vista como o grande falhanço deste governo e, na condição de Vice Primeiro-Ministro, não poderá mais alegar não ter responsabilidade nas suas decisões menos populares. Pelo caminho ainda minou a confiança dos credores e custou ao país umas centenas de milhões de euros em juros a troco de uns efêmeros e aparentes ganhos políticos.


Carlos Guimarães Pinto n'A Montanha de Sísifo.

 

Leitura complementar: Gaspar de Bancada.

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O Heliocentrismo da República

Faust Von Goethe 5 Out 12

  • para haver Terceira República é preciso que tenha existido uma Segunda e uma Primeira;
  • para haver uma República é necessário que sejamos um país independente (humm... pois... independente no sentido de... independente... não no sentido financeiro porque nós temos a Troika, nem no sentido político porque nós temos Bruxelas, mas... quer dizer... cough cough, esqueçam, I digress.);

Fonte: Antero Neves em Caleidoscópio.

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"Ultimamente tenho andado com a vista cansada. Deve ser das lunetas... " é o slogan do Caleidoscópio, um novo blogue do universo Blogs Sapo.

 

Para além de mim, irão também fazer parte da equipa dois dos coautores d'O Ouriço- John Wolf & Paiva Monteiro.

 

Façam-nos uma visita!

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O meu parceiro és TSU!

Faust Von Goethe 20 Set 12

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Leituras em tempos de Crise

Faust Von Goethe 15 Set 12

 

Se há clássico de literatura que se encaixa que nem uma luva na actual crise das dívidas soberanas que emerge na europa e, em geral, no mundo desenvolvido, esse clássico é Little Dorrit de Charles Dickens.

 

O enredo deste "romance" gira em torno das deficiências do governo e da crise de valores da sociedade de então, em plena revolução industrial.

A inspiração para este romance foi Marshalsea, uma das mais conhecidas das prisões inglesas para devedores, onde o seu próprio pai esteve preso por não ter pago uma pequena dívida.

 

Naquela época, prisões como Marshalsea eram propriedade privada. Os custos destas eram suportados pelos presos que, por seu turno estavam impedidos de trabalhar. A isso se juntavam os juros das dívidas. O tempo de prisão assim como os juros da dívida dependiam essencialmente do capricho dos credores.

 

Na época, o objectivo do tesouro britânico passava por impedir os devedores de ganhar dinheiro, com o objectivo de os endividar até estes serem espoliados e escravizados até ao tutano.

 

No seu "romance", Dickens satirizou a separação de pessoas com base na falta de interação entre as classes. Enquanto cidadão, contribui- e muito- para acabar com este negócio florescente que girava em torno de prisões como Marshalsea.

 

200 anos após o nascimento de Dickens, devíamos de lhe prestar o devido tributo, não reeditando [apenas] Little Dorrit entre outros clássicos, mas acabando [de vez] com esta dividocracia.

 

 

Leituras complementares:


#1: Livro Little Dorrit em formato digital

#2Dickens, o homem que travou Marx por Pedro Correia do blog colectivo Delito de Opinião.

#3: Blogar em tempos de crise por mim.

 

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Zona Euro pelo Fio da Navalha-o debate

Faust Von Goethe 4 Ago 12

Preâmbulo

 

Suponhamos que na próxima 2ª feira um banco que financiou uma operação de uma empresa de corretores-que tentou manipular preços de acções- vai à falência.

 

Depois de sabida a notícia pela imprensa,  dá-se uma corrida aos depósitos desse mesmo banco, que é obrigado a fechar no dia seguinte, deixando muitos depositantes sem o seu dinheiro. Dias depois, devido a rumores que circulam na imprensa, a corrida dos depositantes extende-se a todos os bancos de investimento e as Bolsas colapsam.

 

Mario Draghi, presidente do BCE entra em acção na 4ª feira e empresta 130 milhões de euros a todas os bancos de investimento. Entre a noite de 4ª feira e as nove da manhã do dia seguinte-5ª feira-Draghi faz uma reunião de emergência com todos os governadores do BCE e convence-os de que, se não fizerem nada, os depósitos e os fundos de pensões da banca italiana, austríaca e alemã correm sérios riscos. Após a reunião com os governadores do BCE, Draghi consegue coordenar um novo empréstimo- de 180 mil milhões euros para a banca italiana e mais 230 milhões no dia seguinte para recativar todo o mercado interbancário. Ao fim de três semanas, o pânico acaba e a crise resolve-se levando consigo muitos dos bancos de investimento.

 

O Debate

 

A partir da próxima 2ª feira-dia 6 Agosto de 2012-irá iniciar-se uma série de posts sobre a temática "Zona Euro pelo Fio da Navalha", com especial enfoque na entrada em prática das medidas acordadas na última cimeira da zona euro (e do eurogrupo) e um eventual perdão de dívidas ("haircuts") a países em dificuldades. 

 

Ao contrário do habitual, serão bloggers convidados que irão esmiúçar os possíveis cenários assim como as possíveis saídas para a crise.  Outro objectivo passará por tentar perceber se a actual crise europeia-que já dura há meses- se deve à falta de liderança política ou à falta de alguém que tenha capacidade e autoridade para impor soluções nos mercados financeiros.

 

O primeiro blogger convidado será o Ricardo Gonçalves que escreve no [recém-criado] blog EcosEconomia.

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Pedido aos Laffer's de Bancada

Faust Von Goethe 3 Jul 12

À atenção do João MirandaJoaquim CoutoPriscila Rêgo, Insurgentes e Samuel de Paiva Pires e restantes Laffer's de bancada: Deixem-se de teorias económicas-que no momento actual não servem de muito-e façam como João Duque. Peguem em lápis/caneta e papel e tentem, usando matemática e bom senso, de sugerir medidas que permitam estimar o défice do trimestes Julho-Setembro e Outubro-Dezembro.





 

Adenda #1: Seguindo uma linha semelhante à de João Duque, estimo que a meta do défice-na melhor das hipóteses-fique pelos 6.3%.


Adenda #2: Para que fique registado, terei o maior gosto em oferecer um jantar a Vítor Gaspar no Restaurante Tágide, caso ele supere este valor sem adoptar quaisquer medidas extraordinárias.

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