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O Ouriço

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Sete anos de vacas gordas na UE

Jack Soifer 18 Set 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os ciclos repetem-se! As crises e as revoltas também. Há décadas a austeridade imposta pelo FMI não trouxe resultados. Os propósitos com o Euro eram bons, os resultados estão aí, investidores pagam para deixar o seu capital na Alemanha e cobram-nos 8%. Suécia, Polónia, República Checa, na UE crescem 3 a 4,5% enquanto nós em 2012 perdemos 4%. O Euro está a morrer e matar-nos. Deram-nos brinquedos caros e desnecessários à custa de empréstimos com o objetivo de agora retirar-nos a independência duramente conquistada.

 

Eis o que escrevi em Out/05; será diferente do Portugal de hoje? Quem engordou nesses sete anos, quem emagreceu?

 

 

Revolta em França

Não só imigrantes protestam, ao incendiar 28 mil carros. Alguém fotografa um bairro pobre, é agredido em frente a 30 homens e 25 mulheres e ninguém viu nada. Porquê? Jornalistas são expulsos do bairro. Representam eles a elite? Por que é que a comunicação cá dá tanto espaço a políticos que o povo desconsidera? A democracia está bem quando 40% se abstêm das eleições, 5% dão votos nulos ou brancos e 10% sem convicção?

 

Esta revolta lembra a de 1968. Epinay é a ponta do iceberg. Há um grande descrédito ao poder político, judiciário e mediático. Não só cá eem França. Não se foca o que é importante para o povo. Mas o que os media, o que as multinacionais e instituições, com lóbis e assessores de imprensa fazem interessar a 20 editores.

 

Por que não se foca na burocracia que impede desempregados de gerar seu próprio trabalho? Ou nos cartéis que tornam matérias-primas tão caras que nada sobra àqueles? Ou nos cursos vendidos pelos amigos da corte a instituições que oferecem a desempregados teoria e generalidades e neles criam a ilusão que vai tudo bem, que vai dar certo. Em países dominados por cartéis e oligopólios não há concorrência; sem democracia económica não há democracia.

 

 

E quando as reclamações aos oligopólios não são atendidas, as filas nos hospitais aumentam, a justiça tarda, resta o desespero.

Os incêndios florestais cá continuam por décadas. Os ‘Casa Pia’ sucedem-se. Ingerimos cancerígenos, pois o controlo não funciona. A indústria farmacêutica cobra o que quer. Berlusconi já interfere na justiça, pela máfia. O corporativismo aumenta. Governos não garantem segurança, saúde, justiça. Por que só o povo deve pagar impostos, baixar a cabeça, seguir ordens? Se a sua voz fosse ao menos ouvida, haveria alguma esperança. Ao arderem florestas, grandes carros e o que representa o poder, arde o Contrato Social.

Só quando cada empresa, instituto e jornal tiver o seu conselho do consumidor para avaliar e melhorar é que teremos uma semi-democracia.

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Casa Pia Dixit

Faust Von Goethe 2 Mar 12

 

"Durante anos, o País andou hipnotizado pelo Processo Casa Pia. Tal como aconteceu noutras paragens, onde tudo acabou por se esclarecer, ele foi o sinal de uma época tablóide. Aqui, porém, o caso continuou ao longo de uma década.

 

Está agora transformado no processo Carlos Cruz, que dedicou a vida a lutar dentro do sistema contra a mistura de ignorância, incompetência, oportunismo, preconceito, ingenuidade, ressentimento e vaidade que inunda os activos deste país e permite que o mundo possa desabar de repente sob os pés de qualquer cidadão.

 

Mas o esclarecimento do processo podia abater de vez a corporação da Justiça, cuja credibilidade já caiu no fundo. Com espírito de missão, baseados nas formalidades que os códigos permitem, procuradores e juízes intervenientes têm-se dedicado a um jogo de protecções e cumplicidades e, em vez de esclarecer a verdade, procuram omitir os factos que originaram o processo.

 

O livro de Carlos Cruz e as revelações que vão aparecendo não os deixam porém esquecer. E vai-se tornando claro que tudo foi construído por jornais e TV tablóides, usando miúdos mentirosos e industriados por outros. Mas foi confirmado por magistrados. Duvido que os juízes da Relação não o saibam. Acabaram por se agarrar a questões formais e atiraram para outros o veredicto final. Alguém, um dia, terá de descalçar esta bota. Mas vai precisar de doses adicionais de coragem, isenção e desapego que não abundam por aí."

 

Fonte: "A bota da coorperação" por José Luís Pio de Abreu em Jornal Destak.

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