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O Ouriço

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Offshore ortográfico

John Wolf 3 Fev 12

As vozes de discórdia que se levantam em relação ao grito do Ipiranga de Belém, tem na minha opinião, razão de ser. Por mais brilhante que seja o intelectual, capaz de realizar a versão e retroversão da comédia divinal, encantar na deambulação imaterial do propósito das ideias, adormecidas na eternidade do homem comum, a sombra escura sobressai, manchando o melhor pano. O exercido sem pudor, define a escala de um abuso de posição dominante que nunca poderiamos imaginar. Quer se aprove ou reprove o Acordo Ortográfico, não se pode aceitar o decreto de um protesto, a legalização das preferências pessoais, a admoestação e submissão da cadeira colocada à disposição. O que esfumou da cantata de Vasco Graça Moura, não colide com a virtude onírica da linguagem. Bate violentamente na prerrogativa do Estado que se estende da Madeira ao ébano, numa pala contínua de tratamento conforme com a humildade de cada um. Numa visão sarcónica (sarcástica-irónica; sacro-irónica?) talvez seja a miragem perfeita que nos aprova na repetição da mesma mossa. Habituados que estávamos aos sucateiros e aos envelopes entregues por baixo da mesa tabernosa, sentimo-nos "desvirginados" pela transgressão do alegado porta voz do sublime, daquilo que se eleva sobre uma nuvem de fumo, e vai por aí, ascendendo a caminho de uma paragem celestial. O encontro sinuoso entre a cultura e a prevaricação é o que o povo intelectual não tolera. O grau de requinte da palavra atraiçoa, e é literal, central ao pior dos pesadelos. Pensámos (erradamente) que a iluminura protege os mais fortes da sua própria fraqueza. De acordo ou sem concordância.

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Palavras sem ideias, e vice-versa

Francisco Cunha Rêgo 3 Fev 12

Vi nas notícias duas situações estranhas que envolvem pessoas com envergadura intelectual:

Parece contestada a entrada de Manuel Maria Carrilho no Laboratório de Ideias. Apesar de ser uma questão partidária, se alguém poderia liderar um Lab destes em Portugal, com sucesso em ter ideias mais que palavras, é ele. Ficar fora é que seria estranho.

Contestada também a ideia, que nos deixa sem palavras, de não adotar o Acordo Ortográfico no CCB. Acho graça e concordo com a ideia do Bandeira quando escreve no 'DN' qualquer coisa como 'este cartoonista não sabe escrever segundo o Acordo Ortográfico'. Qualquer um de nós é livre de o fazer e eu faço-o às vezes, outras não. Tal como a maioria dos que sofrem de iliteracia. O Acordo obriga o Estado e suas Instituições. Se o CCB está subordinado a ele então foi cometido um erro. Apesar de não haver acordo na Lusofonia sobre o Acordo, a questão tem importância para todos porque o Brasil é uma grande potência respeitada internacionalmente que fala português, e portanto a comunidade internacional irá falar o português que o Brasil entender. Enquanto o Brasil pode discutir Estratégia Nuclear, nós devíamos discutir o que é nuclear para a nossa Estratégia, onde questões como o Acordo teriam lugar. E seria bom não confundir as coisas.

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