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O Ouriço

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E os jobs for the boys continuam

Artur de Oliveira 29 Jan 16

Assim continua a velha tradição da III República praticada há 40 anos por PS, PSD e CDS... Este é apenas um exemplo, infelizmente recente. Serves o líder e os barões do teu partido? Toma lá cargo. Mérito? Que é isso?

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Após a censura do Estado Novo e do governo de Vasco Gonçalves via José Saramago, uma vez mais tenta-se calar uma voz incómoda desta vez para as forças do grande centrão de baixo ou certos interesses dos partidos do arco da governação. No último artigo de Baptista-Bastos no diário de Notícias até convenientemente se desactivaram os comentários. Mas como disse e bem o Mestre: "Fui posto fora, mas não das palavras. Vou com elas, velhas amantes, para aonde haja um jornal que as queira e admita a indignação e a cólera como elementos de afecto, e sinais de esperança, de coragem e de tenacidade." É algo inadmíssivel num país que se diz democrático e em pleno século XXI e nós, cidadãos não podemos tolerar esta tentativa de estrangulamento da liberdade de imprensa e opinião.

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Sobre PSD e PS ou Centrão de Baixo

Artur de Oliveira 24 Fev 14

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Os exílios de Soares e Sócrates

Artur de Oliveira 13 Nov 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Soares comparou o seu exílio em França (pátria-mãe da república contemporânea) com a estadia de José Sócrates no mesmo país nos últimos dois anos e já diz que ele mudou muito. Cheira a apoio para uma eventual candidatura presidencial ou o regresso ao Secretariado Geral do PS. Uma coisa é certa. Seguro que se acautele e marque a diferença senão a gang que contribuiu para pôr Portugal no estado em que está e que mascarou dados para a Troika fazer este memorando de desajustamento regresserá em força e poderá num futuro próximo ser governo. Uma coisa é certa, por mais que Passos Coelho e o seu governo estejam a falhar redondamente na austeridade levada ao extremo por pura teimosia, fanatismo e incompetência, percebe-se que Soares ao comparar o seu exílio com o de Sócrates está a comparar este governo com o de Salazar. Duas notas sobre isso:

1- Ao menos Salazar, apesar de fascista ainda amealhou dinheiro para os cofres nacionais e este governo amealha á custa de fiscalidade assassina e quem paga são os mesmo do costume.

2- Mal ou bem, ainda vivemos em democracia e que eu saiba este governo não tem nenhuma PIDE nem sequer quis prender Sócrates, embora seja da minha opinião que o senhor Pinto de Sousa devia responder por um inquérito parlamentar (já nem digo judicial) para apurar as suas responsabilidades sobre as PPP´s, nacionalização do BPN, entre outros casos. 

 

Não sendo republicano, creio que pensar uma transição democrática de regime para nos livrarmos desta situação de crise e galos rosa e laranja em luta pelo galinheiro em detrimento dos cidadãos,  podia ter o apoio e o testemunho de Ramalho Eanes, que soube ser imparcial, ter sentido de estado, recusar mordomias e não rejeita uma alternativa democrática real.  

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Há uma lei que os deuses do panteão da III República aprovaram para demonstrar que não são cidadãos como os demais mortais e que o simples facto de serem políticos confere-lhes divindade. Ou seja, as pensões vitalícias de quem exerceu cargos  públicos ou políticos desde 1976 continuarão a estar envoltas em segredo e os contribuintes não têm direito de saber se o dinheiro deles está a ser bem administrado e se há gastos excessivos. A lei que falta ainda ser promulgada pelo presidente do Olimpo republicano, prevê no art.º 2, n.º 4, alínea b) que “os subsídios, subvenções, bonificações, ajudas, incentivos ou donativos cuja decisão de atribuição se restrinja à mera verificação objetiva dos pressupostos legais” sejam excluídos da publicação obrigatória.  No entanto, sempre que os governantes quiserem, saberão todos os detalhes sobre os rendimentos dos mortais que vigiam e cuidam com grande paternalismo, pois tal como as crianças, devem obedecer aos seus deuses, fazer o que eles dizem e jamais fazer o que eles fazem (a não ser que venham a ser jotinhas numa carreira meteórica agarrados ao padrinho certo). É incrível como os cidadãos estão em letargia e não reagem a estas afrontas. Não sou adepto de violência nas ruas, mas de ações concretas, pois a  sociedade civil tem que estar informada, informar o público, fazer ouvir a sua voz nas ruas, redes sociais, imprensa sem parar. As próximas eleições autárquicas  serão uma oportunidade dos cidadãos dizerem que o parlamento não é o Olimpo, mas sim a casa da democracia.  

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Mais uma vez, a austeridade conhece excepções. Despedem-se funcionários públicos (é certo que há um excesso destes trabalhadores na administração pública), mas em compensação os ministérios, associações públicas, fundações e cooperativas tiveram um boom de nomeações. É assim que os senhores do Olimpo da III República (que respondem perante um Panteão maior situado no Norte da Europa como se fossem lacaios e buscam favores, benesses e cargos custe o que custar aos cidadãos nacionais) agem em nome não da res publica, mas da res privada que é a esfera das conveniências das oligarquias político-financeiras cujos membros quais gafanhotos pululam entre cargos políticos e empresariais. 

 

O pior de tudo é que esta Ínclita Geração de ex-jotinhas que nos governam (sejam eles de esquerda ou direita, porque não há mais ideologias, mas sim conveniências não medem as consequências da más prácticas) não mede as consequências dos seus actos: as melhores mentes do país e os jovens estão a emigrar ou na eminência de o fazer, e a continuar assim só restará uma população envelhecida, solitária e... á mercê dos parasitas!

 

Só com uma sociedade civil da qual surja uma geração de políticos renovada, que prime pelo mérito e o bem estar do país, que é o território e as suas gentes, que tenha sentimento de serviço e não de servir-se acompanhada por uma chefia de estado realmente independente e a baixo custo é que poderá haver uma luz ao fundo não do túnel, mas do abismo. 

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Nós e os Governantes

Artur de Oliveira 26 Mar 13

Mudam os governos, mas a troca de lugares entre políticos e empresários em empresas e Assembleia da República continua.

 

A III República dá primazia aos clientelismos á custa da sociedade civil que tem que se sacrificar com o pagamento de cada vez mais impostos enquanto boys & girls vêem os seus rendimentos e feudos intocáveis na administração pública e de certas empresas.

 

 É lamentável que a Troika insista em só querer resultados e austeridade e não veja onde está a raíz do problema...

 

É caso para dizer que o cartel é quem mais ordena.

 

O vídeo que se segue é uma mensagem da sociedade civil aos governantes sobre uma governação ética, pelo bem comum e por Portugal

 

 

 

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O Estado da Troika XIV: Conclusões

Paulino Brilhante Santos 10 Dez 12

 


Estou em crer que seria exagerado afirmar que a Troika poderá ser responsabilizada por este fenómeno que pode ocorrer de uma radicalização das lutas e conflitos sociais não mediados nem por sindicatos nem por partidos políticos moderados que poderia implicar movimentos  sociais inorgânicos de revolta social contra o governo e contra outras instituições. Mas também penso que as políticas impostas pela Troika adicionam petróelo a um fogo larvar que já há muito vem grassando pela sociedade portuguesa, fruto de uma sucessão de políticas e de medidas económicas e sociais de idêntica natureza dita “neo-liberal” aplicadas por ocasião das múltiplas crises que antecederam a atual.


Além disso, desta vez as políticas aplicadas são impostas de forma declarada e explícita pela Troika, ou seja, por uma entidade estrangeira que faz sentir aos portugueses a humilhação adicional da perda da independência e da soberania da Nação. Pior ainda, os portugueses sabem bem que atrás da Troikas esconde-se, em particular, um outro Estado, a Alemanha, eventualmente, acolitado pela França e um outro Estado mais.

 

Assim, os portugueses não ignoram que estão, desta forma indireta embora, a ser governados por uma nação ou, na versão mais benévola, por um reduzido número de nações estrangeiras o que agrava o seu sentimento de perda da independência nacional e de soberania da sua Pátria.

 

A deslegitimação técnica da Troika, a ocorrer em caso de grave falhanço das suas políticas, irá agravar em muito este sentimento, podendo então desencadear um fenómeno de ira popular cuja dimensão, forma, configuração operacional e nível de possível violência tenho alguma dificuldade em prever neste momento. Esta deslegitimação técnica da Troika poderia, como também já afirmei antes, ser decisiva para a definitiva descredibilização e deslegitimização política do governo, dos partidos que o apoiam e da oposição do PS.

 

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O Estado da Troika XI- O Centrão de Baixo

Paulino Brilhante Santos 21 Nov 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se, quer o governo, quer a oposição do PS, persistirem nas atuais estratégias de cumprimento de medidas “puramente técnicas” para as quais “não há alternativa” apenas para se concluir que levaram Portugal, em alegre Bloco Centralão, à bancarrota, não será apenas a Troika a perder a sua até à data inquestionada – ainda que, a meu ver, muito longe de inquestionável- legitimidade técnica.

 

O Grande Centrão perderá também a sua legitimidade política porque, mesmo no domínio pretensamente “técnico” não pode deixar de ser exigível a um político e governante e também a uma oposição que, neste aspeto apoie a política do governo em funções que, ao menos, tivesse escolhido a melhor opção “técnica” possível e o melhor parceiro “técnico” disponível. Ou, no mínimo dos mínimos, que tivesse instado até ao limite a Troika, mesmo admiti e do fundo especulativo (“Hedge Fund”) americano LTCM ndo que este parceiro “técnico” seria inamovível por imposição dos credores de Portugal, a mudar de abordagem “técnica” antes da ocorrência da bancarrota nacional e, se tal não fosse possível, a adotar um qualquer outro plano de contingência para salvar Portugal.

 

Não expresso qualquer espécie de regozijo pela deslegitimação política dos partidos do Grande Centrão que pode resultar, em larga medida da sua prévia capitulação à ideologia e prática ditas “neo-liberais” e agora extremada pela sua submissão total, acrítica, acéfala e derrotista à Troika de funestas consequências caso o excesso de seguidismo das prescrições “técnicas” da Troika, conduzam a maus resultados e, por esta via, a deslegitimação técnica da Troika afunde definitivamente a legitimidade política formal dos partidos do Grande Centrão.

 

 

 

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O Estado da Troika X- O Longo Prazo

Paulino Brilhante Santos 13 Nov 12

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao longo destes anos a legitimidade técnica dos “especialistas” tem servido bem os políticos do Grande Centrão ao permitir aos políticos descartarem-se das suas próprias responsabilidades na definição e condução das políticas públicas em Portugal, como no resto da Europa, Estados Unidos e na maioria dos demais países da OCDE, nestes últimos 30 anos. A sucessão inacreditável de crises tem também ajudado a explicar o falhanço das políticas “neo-liberais”, por um lado e a justificar ainda mais medidas gravosas e “sem alternativa”, por outro, permitindo, assim, aos governantes portugueses continuarem a ocultar as suas responsabilidades sobre a respeitável máscara da responsabilidade técnica dos “especialistas”.

 

Mas a longo prazo, o dano que esta estratégia tem feito à democracia no Ocidente tem sido verdadeiramente assustador. Nos Estados Unidos só 50% da população se dá ao trabalho sequer de estar em condições legais de poder votar.  A taxa de abstenção, ainda por cima é elevadíssima o que faz com que um Presidente norte-americano seja eleito com não mais de 22% a 25% dos votos dos eleitores.

 

Na Europa, incluindo Portugal, a taxa de abstenção raramente se situa em menos de 40%. Entre os votantes, aumenta gradualmente o número de votos em branco ou nulos. Crescem os boicotes locais de protesto aos atos eleitorais.

 

O voto dos portugueses tornou-se um voto pela negativa; um voto de mero protesto. Os votos obtidos pela atual coligação PSD/CDS-PP são disso a prova. Na minha leitura pessoal, os eleitores, cientes de que a principal humilhação que poderiam inflingir ao Governo de José Sócrates seria garantir uma maioria absoluta expressiva deta coligação puseram todos os votos nestes dois partidos, indo ao ponto de os retirarem mesmo do Bloco de Esquerda. Não creio que tal tenha sido feito por grande convicção ideológica e menos ainda por um qualquer assomo de entusiasmo pelas plataformas programáticas desses partidos ou pelos seus líderes, todos pouco mobilizadores e nada entusismantes.

 

 

 

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