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O Ouriço

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Só para recordar: Portugal tem um Plano C

Artur de Oliveira 22 Mai 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perante a desorientação e falta de agendas sólidas por parte do governo e oposição(respectivamente Planos A e B) num país , que supostamente é nosso mas que em bom rigor é um protetorado estrangeiro, urge recordar que Portugal tem um Plano C de Combate e C de Cidadania com ideias sobre a reforma do Estado 2012-2107, tendo também uma análise da conjuntura europeia, da autoria de membros do Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) como Gonçalo Ribeiro Telles, Rui Rangel, Mendo Henriques, João Palmeiro, Jack Soifer, João Gomes de Almeida (criador deste blog), Paulino Brilhante  Santos, entre outras personalidades, sendo prefaciado por Dom Duarte de Bragança.

Um combate da cidadania que não se esgotará num só livro... 

Citando o texto promocional: 

 

 

Plano C. O Combate da Cidadania.
Combate, porque está em causa a sobrevivência dos portugueses
numa Europa ainda sem rumo e numa Lusofonia ainda sem ritmo.
Cidadania, porque ainda vamos a tempo de salvar Portugal das oligarquias
que dele se querem apoderar, sobretudo as que nascem da
corrupção da democracia.
Plano C, porque há outros em marcha mas que não estão a ajudar.
Plano A é o da Troika, o notório Memorando do Nosso (Des)entendimento.
Não queremos a nossa democracia troikada por políticos
sem preparação.
Planos B há vários, dos atuais programas partidários. São todos muito parecidos.
Têm coisas boas e coisas más. Separados são insuficientes. Juntos
são inexequíveis.
Plano C, finalmente, é o de todos nós, da cidadania, da sociedade
civil, das associações mediadoras entre o indivíduo e o Estado. É um
plano feito de alternativas concretas propostas por quem conhece
o país, o seu território e população, a sua história e cultura, as suas potencialidades,
sonhos e empreendimentos.
É esse Plano C que o IDP aqui inicia.
O IDP exprime a opinião daqueles a quem os políticos não pediram
opinião.
O IDP toma partido sem pedir licença aos partidos e escreve
o que os políticos deveriam fazer.
O IDP conhece verdades que os políticos sabem mas não podem
dizer.

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Foi Almeida Garret que criou o conceito de centro político, em Portugal, no famoso discurso do Porto Pireu, em 1840.

E que importância isso tem ? Toda ! Porque o país só tem uma alternativa: ser governado pelo "centrão de baixo", e amarrado por casos como o BPN; ou transitar para o "centrão de cima" com todos os homens e mulheres de boa vontade dentro e fora dos partidos.

 

E aqui fica o excerto do Discurso proferido por Almeida Garrett em 8 de Fevereiro de 1840, na Câmara dos Deputados, na discussão da "Resposta ao Discurso da Coroa", em resposta a José Estêvão, conhecido como o Discurso do Porto Pireu.


"Venho a esse campo para que me emprazaram obrigado, – não a lutar com as mesmas armas (tenho vergonha, tenho nojo delas!) mas a repelir honesta, leal e cortesmente, mas fortemente, os golpes atraiçoados com que quiseram ferir aos meus amigos do centro no que eles e eu temos mais caro e precioso, a nossa lealdade, a nossa constância política, a invariabilidade dos nossos princípios, a nossa inalterável e inabalável adesão à liberdade constitucional, à monarquia representativa, pela qual uns a fazenda, outros a saúde temos sacrificado, não poucos exposto a vida muitas vezes.

É verdade: todas essas galés de injúrias, navegadas de toda a parte do mundo, vieram descarregar-se a um imaginário porto Pireu, onde, sonhando os agradáveis sonhos da loucura ambiciosa e da cobiça frenética, nos supuseram a estes poucos homens do centro, que, por poucos, por moderados, por guardadores de todas as formas, deviam ter merecido mais alguma daquela civilidade e consideração com que a todos acatam, renunciando tantas vezes até a despicar-se das ofensas, até a desafrontar-se dos agravos com que a todo o instante são provocados."

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Conservadores-Liberais

Mendo Henriques 26 Jan 12

 A impiedosa classificação de blogues entre os de esquerda e os de direita, numa curiosa simetria do centrão rotativista do poder que nos passou a (des)governar desde 1995 ( ou 1986) ... ( ou  1976)  ... deixa o Ouriço com todos os pelos em riste.

Quer-me parecer que nós aqui somos Conservadores-Liberais. Que há matérias onde alinhamos como conservadores ou de direita, como seja não perdermos tempo com causas fraturantes de género ou sexualidade. E  há outras matérias em que somos de esquerda porque os empresários ainda não perceberam - como aliás não percebeu o próprio Estado - que existe um dividendo social que deve ser  sempre investido em contra-ciclo. Há outras entradas  técnicas que por aqui temos, que nem sei como classificar. O que não somos de certeza é neo-conservadores ou neo-liberais, ou etiqueta quejanda dos parvalhões arrogantes que arruinaram o vitorioso mundo ocidental desde a queda do Muro de Berlim e que nos estão a fazer pagar todos pelos seus erros económicos e geopolíticos e pela sua falta de horizonte cultural.

Dito isto, então como nos havemos de auto-classificar ? Talvez de extremo centro porque achamos que mornos é que não somos. Mas, vendo bem os nossos amigos e relações é que nos classificam. E pessoalmente, só me posso penitenciar por não dispor de tempo para correr a blogosfera e entrar em mais debates. Sei que ela é importante no panorama de uma comunicação social que deixou de ser apenas de massas e unidirecional, muito graças à internet, para se tornar também de grupos. Sei o que a blogosfera fez por nós ao apoiar um livro como o ERRO da OTA , por exemplo.

Creio que o Ouriço deveria contribuir para descomplexar a divisão dos blogues em direita e esquerda, divisão que apenas serve os ferroviários do pensamento ou os cowboys que querem guiar os estouros da manada. E esses estouros vão gravar-se em Portugal e na Europa nos próximos meses. Não é preciso grande ciência para o prever. Aqui acreditamos que Portugal é muito mais rico em propostas culturais, ideológicas e de governação que ouvismo às suas esquerdas e direitas encartadas, quer as que se roçam nos corredores do poder rotativista, quer as que apenas vicejam nos bytes da blogsfera.

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