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O Ouriço

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Os filhos e os enteados da República

Artur de Oliveira 14 Ago 14

A república portuguesa neofeudalista, a tal república de condes de que falava Hipolito Raposo, persiste nos privilégios a certas famílias. Pois os filhos dos oligarcas e políticos do grande centro são sempre preferidos e os cidadãos não passam de meros enteados preteridos. Até quando?

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Sampaio

Faust Von Goethe 18 Abr 12

 

Não percebo porque Pedro Quartin Graça e outros bloggers têm contra a intervenção cívica de Jorge Sampaio.

O que Sampaio disse e bem, já o escrevi ontem, de forma a que Vítor Gaspar perceba (ele não perde tempo para ler insultos baratos), já José Adelino Maltez tratou de caricaturar hoje em jeito de odisseia de D.Quixote e Sancho Pança, o muitos outros o vêm a reconhecer com o tempo, mesmo que em surdina.  

O que Sampaio diz em declarações aos jornais, muitos de nós debitamos e partilhámos pelo éter da blogosfera e redes sociais. São actos de cidadania activa, não?

 

Quando aos ódios que alguns ainda especulam sobre a acção de Sampaio ao demitir o governo de Santana & Portas, vou mencionar um pequeno pormenor que muitos se calhar não sabem: Quando se cozinhava a ida de Durão para Bruxelas, Sampaio impôs três condições a Santana ao formar governo, uma das quais que Portas não poderia ser Ministro dos Negócios Estrangeiros. 

Lembram-se do espanto de Portas, quando soube que iria ser Ministro da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar? Eu lembro-vos:

 

Que fique bem claro que nada tenho contra Santana Lopes, um pobre coitado que foi tramado pelo cherne, Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa [nos seus comentários semanais de então na TVI] e Cavaco numa crónica duríssima ao Jornal Expresso, que serviu como trampolim para a sua candidatura a Belém.
Idem e Ipsis para Paulo Portas. Fiquei feliz de saber, no ano passado, que depois de ele ir fazer campanhas às feiras, graciando com beijinhos as senhoras pensionistas, que ouvia Parov Stelar durante as deslocações entre os comícios da 3ª idade.
Só por isso subiu imensos pontos na minha consideração, pois também sou fã! Espero que alguém trate de o informar deste nosso gosto musical em comum.
Quanto aos dois motivos [da cláusula] que não mencionei, a história encarregar-se-à de revelar, provavelmente com um livro de memórias de Sampaio talvez lá para os 80 anos, aquela idade suprema em que tudo se diz sem rodeios, pois já não se tem medo nem da própria sombra e muito menos da morte, mas adiante...
De momento estou mais preocupado com esta M com estrelinha do que propriamente com o que Sampaio diz ou desdiz. 
Quando digo isto, não estou de modo algum a primar pela arrogância. Estou acima de tudo a fixar, o que para mim, de momento, é prioridade.
Para terminar, e em jeito de égide, vou citar uma das declarações que tornou Sampaio famoso, na qual podem encontrar a famosa afirmação "Há mais vida para além do orçamento":

«Mas como já disse, o problema orçamental da economia portuguesa, merecendo embora exigente e necessária atenção, não é o único. Há mais vida para além do orçamento. A economia é mais do que finanças públicas. O aumento do investimento, da produtividade e da competitividade da economia portuguesa é fundamental para o nosso futuro e requer o esforço continuado e empenhado de todos: governantes, empresários e trabalhadores. Uma economia competitiva não é a que se baseia em baixos salários, mas sim a que dispõe de um sistema produtivo moderno, inovador e tecnologicamente avançado, capaz de produzir bens e serviços de qualidade e bem valorizados nos mercados internacionais».

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Sigamos o Cherne

Faust Von Goethe 28 Jan 12

Durante cerca de 40 anos, Portugal teve um e um só submarino: O Barracuda que entretanto se transformou em museu.

Actualmente conta com dois: o Arpão e o Tridente.

Nunca percebi porque se deu nome de chiclete a um submarino. Pela lógica se Arpão é nome de lança, e se lança é usada para pescar peixe em águas profundas, então o nome do outro submarino deveria ser ou Garoupa (o meu pai ia gostar pois é o peixe preferido dele) ou se calhar Cherne, como homenagem a... um poema de Alexandre O'Neill.

Sigamos o Cherne então!

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O Cherne Podre

Faust Von Goethe 27 Jan 12

"Como um peixe, a Europa está a apodrecer pela cabeça."


Wolfgang Münchau, colunista do Financial Times, em vésperas das eleições europeias de 2009.

 

Fonte: Jornal i

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