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O Ouriço

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Vender carros na Líbia

Jack Soifer 25 Jan 13











Repito, há anos, que os ciclos económicos voltam, as revoltas são sempre iguais. No Prós e Contras da RTP, a 1 de Março de 2010, falei desta recessão e da revolta no Norte da África, que chegaria à Grécia, Itália, Londres, Paris e mesmo Madrid.


Não tenho uma bola de cristal. Em Stanford, nos EUA, aprendi a usar os early warning indicators para
prever os ciclos. Ainda a 6 de Outubro de 2006, publiquei numa coluna no Algarve que, “neste Julho e Agosto, tivemos um bom aumento na ocupação em hotéis e alguma melhora na receita. Ficámos felizes e achamos que já está bem. O problema no Médio Oriente trouxe-nos milhares de turistas, incluindo os nacionais que não foram ao exterior. Mudança temporária, pois outros destinos ainda não estavam preparados”.


Em 14 de Dezembro de 2006, escrevi, na mesma coluna, que “Portugal desfrutou dos fundos da UE, nos idos 90, para criar condições e atrair investidores industriais. Hoje, eles vão para Irlanda, Finlândia, Espanha (já não vão) e Leste, que então estavam como nós. Não nos preparámos para a crise (que virá) em 2008″.


Em 2011, a Polónia cresceu 4%, a Suécia 4,9 e a Estónia 5,5. E nós, -4%? Estas economias prepararam-se.


Prepare-se para lucrar. A guerra da Líbia destruiu muitos milhares de viaturas. Ao contrário de Portugal, naquele país uma só família era riquíssima, mas um milhão tinha um óptimo padrão de vida. O país é muito rico e o novo governo terá de pagar ao povo pelo sacrifício. O líbio vai querer um carro semi-novo, grande, luxuoso, símbolo de poder.


Aqui os juros vão subir muito, o combustível também. Faça uma boa revisão ao seu carro, um bom polimento e leve-o para vender na Líbia. Fique por lá algumas semanas, pois descobrirá muito para lá vender. Faça do seu cliente um amigo, ambos vão ganhar muito.

 

Prepare-se para emigrar - a Líbia poderá ser a nova América mediterrânica.

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Meias verdades

Jack Soifer 3 Abr 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Impressiona-me como meias verdades ou dados fora do contexto são divulgados por parte dos “media”, sem que os senhores doutores, que a eles têm acesso, os corrijam.

 

Já em 11/11/04 eu alertara para a crise, advinda de 5 fatores: o endividamento público, o privado, a falta de atualização tecnológica, o desequilíbrio das importações e a burocratização. Em 2005 receitei o já usado noutros países para reduzir o consumismo, que aumentava o défice comercial: limitar o teto de cada transação e do total dos cartões de crédito. A abertura de instituições para-bancárias, sem controlo e que a juros exorbitantes estimulavam o consumismo, deveria ser imediatamente suspensa. Mas o ex-governador do BdP, amigo dos especuladores, com a ânsia de subir para o BCE, não o faria. E, apesar dos avisos, o resultado aí está.

 

É habitual entre os políticos dizer o que pensam ser o que outros querem ouvir. Mas é obrigação dos gestores públicos prevenir, ao trabalhar com dados prováveis e não os sonhados. Vejamos:

 

1. Quem estudou contabilidade sabe que há dados que podem ser postergados e outros que refletem apenas parte da realidade, na contabilidade pública. Assim, ao lançar tardiamente uma fatura recebida, uma Direção-Geral atenua a dívida pública daquele trimestre. Ao não corrigir na contabilidade a devolução de um cheque num valor abaixo do correto, emitido para uma fatura que tinha cláusula de coima por atraso, a DG dá como paga uma fatura que ainda não foi totalmente fechada.

 

2. Quem faz comércio internacional sabe que há alguns setores que vendem mais em alguns meses do ano. Até o total das exportações, consoante a estrutura do país, varia mês a mês e a cada ano do ciclo económico. Assim, quando há ano e meio alertei que o valor das exportações do Brasil iria cair em 2012 e ruir em 2013, e o das importações aumentar, baseei-me em cálculos simples, que se aprende não só em Estocolmo, mas em qualquer boa Escola do Norte da Europa. O mesmo ocorrerá  por cá, com exportações que cresceram, como sempre, em alguns meses, mas que baixarão entre Abril e Setembro.

 

3. O real Orçamento do Estado já mostra discrepâncias que aumentarão muitíssimo. Há várias razões, como:

 

a) A forte queda no rendimento líquido das famílias leva a menor consumo dos bens produzidos no país e assim a menor receita do IVA, IRS e IRC;

 

b) Impostos considerados injustos levam ao aumento da economia paralela, o que reduz a receita fiscal;

 

c) Se os juros da dívida em papéis de curto prazo caem é devido à segurança dos tranches vindouros da troika; mas quando se tenta vendê-los ao prazo de 2 ou mais anos, os juros sobem e resultam em maior despesa;

 

d) A demora no encerramento de instituições que muito custam e só atrapalham tende a aumentar, já que os 100 dias em que um novo governo pode impor quase tudo o que quer, já passaram, os 200 dias também e daqui para frente terá enormes dificuldades, devido a contestação nas ruas e ao descrédito nas instituições.

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Comércio Global Português

John Wolf 29 Mar 12

  Programa do seminário  “Profissionais para o Comércio Internacional” do próximo dia 30 

 


  

 

O conceito de Comércio Internacional é uma herança proveniente de múltiplas origens doutrinárias, umas mais recentes outras milenares. Nessa amálgama encontramos o Mercantilismo Britânico e o Francês, de Colbert, a Riqueza das Nações de Adam Smith, a vantagem comparativa de David Ricardo, a expressão de livre comércio, entre outros vectores ideários que se propunham avançar os interesses económicos de nações intensamente proteccionistas, embora ligadas numa globalização inconsciente e precária. Com o decorrer da história das trocas comerciais e o advento de soluções tecnológicas, sobretudo no século XX, a exclusividade produtiva deixou, pouco a pouco, de ser o elemento fulcral. Ou seja, os meios de cultivo ou de produção, deixavam de estar dependentes de uma redoma fechada, inscritos num território delimitado pelas fronteiras conquistadas pela força da espada e defendidas por leis declaradamente parcelares numa clara manifestação de aversão a incursões estrangeiras, estranhas. Sem entrar em detalhes da história económica e social dos séculos passados, podemos afirmar que assistimos, desde a emancipação económica do império britânico e da subsequente afirmação dos Estados Unidos enquanto potência económica, a um outro processo intensamente condicionador do entendimento que se faz do comércio internacional. Um relevo especial deve ser dado ao papel da cultura na disseminação de gostos e tendências, o que determina em última instância a configuração das leis de mercado, nomeadamente da oferta e procura. A visão estratégica, respeitante às opções de produção, está intimamente ligada, por um lado, à leitura dos valores intrínsecos presentes na própria matriz cultural, elementos passíveis de serem convertidos em bens ou serviços, e por outro lado à capacidade de projectar uma mensagem global que despolete o desejo  de consumidores de um outro paradigma cultural. É disso que se trata essencialmente. O estabelecimento de um critério qualitativo na produção de bens exclusivos que ostentem a marca Portuguesa e por outro lado a capacidade de antecipar a colocação dessas soluções noutros destinos através de acções de marketing sustentadas e coerentes. Nao tenhamos dúvidas sobre a grande capacidade Lusa, a arte nacional expressa na produção de bens de elevada qualidade e na oferta de serviços de excelência. No entanto, convém que tenhamos dúvidas sobre o modo como Portugal comunica com o resto do mundo. De nada vale escrever o melhor texto do mundo se ninguém o vai ler. De nada vale ter dos melhores vinhos do mundo se não chegam a mesas infinitas. O valor intrínseco apenas gera riqueza quando se torna excêntrico.

 

 

 

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A formação superior em comércio e management internacional já existente há muito em vários países da Europa e nos Estados Unidos daAmérica. Por exemplo, em França há diplomas reconhecidos mundialmente, como o das Écoles Superieures de Commerce (ex:HEC é a primeira no ranking das business school...).São cursos superiores adaptados à realidade dos mercados, comformação superior técnica (com dois anos de ensino obtém-se oprimeiro diploma), mas depois vem a licenciatura, mestrado, acompanhamento de vários estágios profissionais por ano, obrigatórios desde o início... « Quem vai ao mar avia-se em terra… »


Numa época de crise, numa era político-económica e sócio-financeira perturbada, Portugal já não tem margem para erros. Saber promover e vender o que produzimos, o que fabricamos, os nossos serviços, permitir-nos-á aumentar a nossa produção, desenvolver a nossa indústria, os nossos serviços, a nossa agricultura...O saber vender, o saber fazer, o saber estar no mercado internacional faz toda a diferença para as nossas empresas e para o nosso país, pois permite-nos evitar um dos mitos: que a internacionalização é uma bóia de salvação para uma empresa em dificuldades (vários exemplos de insucesso em Portugal comprovam este mito)

 

 O Programa do seminário  “Profissionais para o Comércio Internacional” do próximo dia 30 está aqui


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