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O Ouriço

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O Estado da Troika XIII- Quem ameaça a Democracia

Paulino Brilhante Santos 4 Dez 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os portugueses encontram-se ainda num estado de apatia que o atual governo, muito convenientemente, confunde com um clima de paz social. A assinatura da desconsertada peça do Acordo de Consertação Social poderá ter sido uma vitória que um governante mais sábio e empresários menos ambiciosos teriam saudado com muito mais parcimónia, não tendo o Senhor Primeiro-Ministro falado em “acordo histórico” nem os representantes patronais adotado na cerimónia de assinatura, momentos antes do ato solene, uma tão evidente e transbordante alegria, esfuziante satisfação e incontida jovialidade. Melhor teria sido para estes dois parceiros sociais governamental e patronal adotarem a sóbria reação de um famoso Imperador de tempos idos reconhecendo que “Com mais uma vitória como esta estaremos perdidos.”

 

A UGT do prestável Dr. Proença agrupa sindicatos de quadros e de trabalhadores de escritório e de serviços, na sua maioria. Estes poderão não ser os trabalhadores mais afetados pelas medidas de “reforma estrutural” do “mercado laboral” ora determinadas pela “Troika” engolidas pela UGT devido ao cumprimento do Memorando da Troika e ao justo e fundado receio das “ameaças do governo”.

 

 

Assim e contrariamente ao que tem sido afirmado, este Acordo não conduzirá necessariamente à tão almejada paz social e, muito menos ainda, permitirá a criação de uma “maioria social” mais ampla do que a maioria parlamentar de apoio ao atual governo, contrariamente às otimistas previsões do Senhor Primeiro-Ministro Dr. Passos Coelho. Isto pela simples e óbvia razão de que a imensa maioria dos trabalhadores prejudicados por este “histórico” Acordo são representados por sindicatos filiados na CGTP que se recusou, como é sabido, a assinar o dito Acordo de Capitulação Social.

 

 

 

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Concordo em parte com o que Maria Teixeira Alves, Rui Crull Tabosa e José Mendonça da Cruz escreveram em Corta-Fitas. No entanto, a sua posição, assim como a da associação 25 de Abril parece-me coerente, pois:

  • É  preciso dar o lugar aos mais novos no que toca a gritar palavras de ordem à revolução (eles é que se têm que manifestar quanto ao desmprego jovem, por exemplo);
  • A luta de Soares, Alegre entre outros pela revolução dos cravos, como se pode ler na página do Centro de documentação 25 de Abril [da minha universidade] prendeu-se essencialmente, por um aumento salarial e por uma luta pela igualdade de classes. 
     
    Portanto, as suas posições são coerentes, desde que as enquadrem com as directivas do actual executivo-que ao invés de aumentar os salários, corta-os, tal como Marcello Caetano, no período pós-primavera Marcellista (Estou a supor que UGT não vai mesmo rasgar o acordo de concertação social).
     
    Claro que poderíamos invocar outros motivos, como o facto do actual programa de privatizações do estado Português, estar a devolver- e muito bem (?!)- às suas ex-colónias, e em particular aos Angolanos, aquilo que lhes retirou durante anos, mas não quero entrar por aí. Anda por aí muita gente com os nervos em franja, e ainda só estamos em Abril. 

    Nem quero imaginar como isto estará em Novembro.  
Leituras complementares:
Vídeo complementar:

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Bora lá Aumentar a Produtividade?

Faust Von Goethe 20 Jan 12

Agora que os patrões já têm todas as condições para por as empresas a produzir de sol a sol e flexibilidade suficiente para se livrarem do excesso de mão de obra barata (?!?!?!), bora lá trabalhar, trabalhar, trabalhar e produzir muito muito muito (...).
Pelo meio, espero pessoalmente que os patrões deixem os seus trabalhadores visitarem o nosso blog de vez em quando, e que começem e continuem a inovarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr, pois para exportármos teremos que criar produtos mais atractivos, para criar produtos mais atractivos será preciso ter patrões e empregados criativos e produtivos, para ter patrões e empregados criativos e produtivos será preciso muita motivação e bom ambiente no local de trabalho. 

No seu vídeo de Natal, a Roca, empresa espanhola sediada em Leiria, mostra-nos como trabalhar afincadamente, com pequenas pausas para a dança, pode até ser bastante divertido.

 

Em suma, recomendo aos nossos patrões que sigam o exemplo de multinacionais de sucesso, montando ginásios e salas de home cinema, como forma de mimarem os seus trabalhadores nas pausas de horário laboral.

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Round Televisivo sobre Concertação Social

Faust Von Goethe 18 Jan 12

"(...)Mário Crespo, uma das vergonhas do jornalismo (?) nacional, é demolido pelo sindicalista Arménio Carlos. (...)"

 

Fonte: Post de Sérgio Lavos no blog Arrastão.

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Desmitos sobre Nova Lei do Trabalho

Faust Von Goethe 17 Jan 12

A nova lei do trabalho acordada ontem em concertação social está aí, sendo que o poder patronal tem agora mais flexibilidade para por as máquinas a produzir a todo o vapor. Com este acordo, foi incumbido nas mãos dos patrões a responsabilidade de por a economia a crescer.

Será que os patrões têm a visão empreendedora para por si a economia a crescer?

Confrontando com as estatísticas, apenas 9% dos seus patrões possuem o ensino superior e apenas 20% dos patrões portugueses têm habilitações superiores ao ensino básico. Por seu turno, 18% dos empregados portugueses têm o ensino superior.

A concretização deste acordo irá nos próximos tempos desfazer um mito português: Será que são os trabalhadores que são incompetentes ou serão os patrões portugueses?
Se formos pelos números, a resposta recai sobre os patrões.

Para bem da nossa economia, esperamos que eles não corroborem as estatísticas. Para bem do nosso país, espero que continuem o investimento no ensino tecnológico de ponta e em formação nas empresas, para fazer face a este défice de habilitações. 



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