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O Ouriço

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Mentalidade à Pingo Doce

Faust Von Goethe 2 Mai 12

 

A corrida desenfreada às grandes superfícies do Pingo Doce no 1º de Maio, veio demonstrar que o problema actual que o país atravessa não se resume a economia e finanças e muito menos a uma hipotética saída da zona euro-é bem mais profundo!

 

Afinal o verdadeiro problema somos nós, que aceitamos ser parte de uma sociedade cobarde, egoísta e inculta, que cultiva o viver de aparências. 

 

Este problema não é de agora. Já vem desde os anos 90, onde se cultivou a mentalidade de escravo de si próprio, aquela que defende que para se ter um bom status quo, tem de recorrer ao crédito fácil, lutar por um emprego exercendo de alguma forma, poder e sedução- muitas vezes passando por comportamentos endogâmicos.

 

Pior do que um escravo de nós próprios, só mesmo um escravo que anseia ser o senhor de outros escravos. É aqui que pessoas como Alexandre Soares dos Santos entre outros da actual classe empresarial Portuguesa se inserem.

 

Portanto, parece ser uma boa altura de nós, sociedade civil, abrirmos os olhos e deixarmos de culpar o sistema económico, o sistema financeiro e muito menos o euro pelos males que se afloram em nós e no país real.

 

Use-se portanto o dinheiro em papel, troquem-se notas e moedas nas nossas compras do dia-a-dia e directamente entre as pessoas, mas sem permitir que grandes empresas como o Pingo Doce entrem directamente nesse processo.

 

Ao adoptarmos esta postura, seguramente passaria a existir um maior fluxo monetário, que de certo modo iria permitir afastar os agentes económico-financeiros e grandes corporações, da verdadeira economia real, aquela que é feita por nós, cidadãos.

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Dinheiro como Dívida

Faust Von Goethe 6 Fev 12

Documentário de Paul Grignon, onde é explicado de uma forma acessível os conceitos de dinheiro, dívida, o funcionamento do sistema financeiro assim como a dicotomia dinheiro-dívida. 

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Crédito à Crónica

John Wolf 21 Jan 12

Aproveito este Sábado como se fosse um Domingo, onde posso reclinar-me e deambular pela memória de eventos que me envolveram de uma forma directa e apaixonada. Alguns dirão que não jogo com o baralho todo, que devo ter batido com a cabeça, que devo ser louco, mas não! Refuto todas as acusações. Bem sei que ainda não me fiz entender, para granjear o vosso beneplácito ou arrancar comentários jocosos. Pois bem, passo a descrever a única relação que estabeleci com uma instituição de crédito fácil. A relação seria melhor designada de ralação, ou se quiserem - de crédito difícil. À época - no final dos anos 90 (do século passado, entenda-se) - residia na zona do Jardim da Estrela em Lisboa, e para minha sorte, mesmo em frente de uma dependência esverdeada. É verdade, o banco Cetelem lá estava. De dia e de noite, e em especial à noite e de madrugada. À noite (repito-o novamente), a altas horas ou pela madrugada o alarme do banco disparava a torto e a direito. Era óbvio que o sistema de intrusão estava deficiente, avariado e como acredito (ainda quero acreditar) na escala civilizada, que nos conduz do cumprimento cordial ao insulto, iniciei a abordagem à "banca" com a solicitação que corrigissem o problema. E assim andamos, telefonema para aqui telefonema para acolá, durante semanas, ao longo de meses, até que descobri uma ferramenta maravilhosa. O Fax. No dia seguinte, depois de mais uma noite mal dormida, enviei uma mensagem com um pedido firme para que resolvessem imediatamente o problema - que silenciassem a noite, que fizesssem o culto do silvo poético da passarada, do grilo destacado na várzea guardada pelo pastor. Enfim, tanta palavra bonita em vão. Nada mudou, nada fizeram, e a minha cabeça, já na cercania da loucura temporária e inconsistente, decide que o melhor ataque não é a defesa.

Jurei ali mesmo, diante da filial bancária que encontraria um fim para esse tormento com dolo agravado. E fez-se luz no meu pensamento. Sim, a criatividade é sempre bem-vinda. Um black-out seria uma arma eficaz. Um black-out seria suficiente. Não me refiro a puxar a tomada, cortar cabos de electricidade, em suma, quebrar a lei. Nada disso. Refiro-me ao envio de 300 páginas de FAX  para o Presidente da Cetelem. Contudo, desenganem-se; as 300 páginas não eram normais. Na primeira página avanço com um ultimato, escrito de uma forma inequívoca, invocando isto e aquilo, a lei, a grei e a santa trindade do sono profundo. As restantes 299 páginas (tão importantes ou mais que a primeira), seguiram a negro às 3 horas e 46 minutos da manhã. Quando digo que seguiram a negro, seguiram mesmo escuras, densas e cavernosas.  Ou seja, compus um documento word de 299 páginas, com fundo negro e enviei em "flagrante" para o número de fax do Presidente da Cetelem  É certo que o fax enviado sugeria papel higiénico utilizado, mas no dia seguinte, recebi uma resposta pessoal do Presidente da Cetelem. Um pedido formal de desculpas. Algumas horas mais tarde do mesmo dia, alguém bate à minha porta com a delicadeza de quem vem a bem. Abro a porta e um gentil estafeta entrega-me uma agenda comemorativa do Banco e uma garrafa de Champagne. Retrospectivamente, posso concluir que a minha relação com instituições de "crédito fácil" nunca mais foi a mesma. Bem haja Fax. Nunca me esquecerei de ti.

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