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O Ouriço

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2013: o Ano da Fiscocracia?

Artur de Oliveira 30 Nov 12

A gestão danosa e o facto do actual governo se vergar cegamente á austeridade sem limites e a teimosia em cobrar a factura sempre aos mesmos(a sociedade civil) da irresponsabilidade a juros, resultará na quebra da idade média.

 

Em 2013 estaremos perante uma fiscocracia? Cortar a fundo na despesa de forma racional, apostando no crescimento não será a solução?

 

Parece que não e que as oligarquias é quem mais ordenam e ir para além da troika é a solução ideal para as satisfazer a todo o custo.

 

Um vídeo bastante esclarecedor sobre o que nos espera no ano que vem...

 

 

 

 

 

 

 

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Austeridade, vai-te lixar!

John Wolf 6 Out 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado no Caleidoscópio, partilho o artigo com os ouriçados...

 

Aqui está o link:

 

Austeridade, vai-te lixar!

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Depois de Espanha e Itália terem garantido a presença na final do Euro 2012, Rajoy e Monti "bloqueiam" pacto para o crescimento [económico].

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È o crescimento, estúpido

Artur de Oliveira 19 Jun 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já está mais que provado e óbvio que não é a austeridade que ajuda as economias endividadas. A austeridade só deve ser a nível de empresas  e instituições estatais bem como certas funções. São os políticos e os gestores públicos que devem dar o exemplo, como se fez em muitos países, em que os salários de governantes e deputados foram reduzidos. Como se resolve o problema económico em Portugal? Através de um círculo virtuoso fruto do aumento dos salários dos cidadãos e quebra do IVA, o que gera confiança aos trabalhadores, às indústrias e mais consumo. Como é que se pode sair da crise, sobrecarregando quem menos pode? Não sou só eu que o digo. Muitos opinion makerss já o dizem, conforme este caso em particular.

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E porque ando mais numa de leituras do que propriamente numa de escrever conteúdos, recomendo hoje uma leitura atenta do post Pôr Portugal a Crescer do blog 10envolver assinado por Pedro G. Rodrigues.

 

Boas leituras!

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Méritos & Créditos Alardo(s)

Faust Von Goethe 15 Abr 12

 

A economia portuguesa é uma economia essencialmente assente no estado, pelo que sem investimento por parte deste,muito dificilmente alguém o fará pois grande parte dos empresários não possui capitais próprios para investir, e os que os têm, não o investem.

 

Com o recurso excessivo ao crédito, os custos de produção aumentaram nos últimos anos de forma significativa. Veja-se o caso de Sousa Cintra. Lançou as suas fábricas de água e cerveja aqui e no Brasil. Tudo faliu, algumas antes de iniciarem a actividade. Por mais surpreendente que pareça, as perdas em termos de capitais próprios foi nula. No entanto, muito desse dinheiro estamos a pagá-lo com créditos não recepuráveis da Caixa [Geral de Depósitos]. Percebe-se agora que o o único risco do investimento passava essencialmente por ganhar e enriquecer. 

 

Infelizmente estamos agora a ter o reverso da medalha. Não existe ninguém [a nível internacional] que queira custos acrescidos de investimento, a menos que haja algumas boas contrapartidas. No entanto, os únicos recursos seriam turismo e no mar. O primeiro é maltratado e o segundo foi abandonado, muito em parte devido às políticas da união europeia, mas acima de tudo devido ao nosso conformismo.

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Ironias à Krugman V

Faust Von Goethe 28 Fev 12

 

Há dois tipos de crise: A crise cambial e a crise das dívidas soberanas.

 

Uma crise cambial pode ser facilmente gerível pelos bancos centrais (p.e. o FED nos Estados Unidos ou o BCE na zona euro); uma crise da dívida soberana apenas pode ser gerida, contrapondo com crescimento económico e nunca com austeridade. E porquê?

 

Porque o ímpeto em programas austeridade conduz a que a crise da dívida soberana se transforme numa crise cambial. Neste caso, pouco mais pode ser feito para recuperar a plena fé e o crédito do(s) governo(s) [da zona euro] e dos mercados financeiros. O recíproco não é necessariamente válido.

 

Esta é uma entre várias razões porque países como Japão (dívida soberana 200% PIB) não tenham perdido a credibilidade dos mercados ao contrário de grécia (160% PIB) e restantes periféricos (dívida soberana 105%-120% PIB) já tenham perdido a confiança dos mercados. 

 

O mesmo poderá acontecer em França e Bélgica, mesmo tendo dívidas soberanas abaixo dos 100% do PIB.

 

Restam dúvidas [da lição de Krugman]? Ou será que vos tenho que explicar adicionalmente que o que Krugman disse em nada tem a ver com teorias económicas?

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Personagens: Jean Baptiste Cobert, Ministro de Estado de Luís XIV(1619-1683)

                   Jules Mazarin, Italiano, Cardeal, Primeiro Ministro de França (1602-1661)

 

ColbertPara encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
Mazarin: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
ColbertAh sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criamos todos os impostos imagináveis?
Mazarin: Criam-se outros.
ColbertMas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarin: Sim, é impossível.
ColbertE então os ricos?
Mazarin: Sobre os ricos também não. Eles deixariam de gastar. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
ColbertEntão como havemos de fazer?
Mazarin: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: são os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.


Excerto de "Diálogos do Estado"



Porquê usar fórmulas usadas hà 250 anos, quando temos um dos maiores potenciais de crescimento, IVA incluído, da União Europeia?


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Em sintonia com Kenneth Rogoff

Faust Von Goethe 5 Fev 12

 

Descobri recentemente ao ler o artigo Rethinking the Growth Imperative de Keneth Rogoff que não me enganei muito quando afirmei há dias atrás no post Krugman's de Bancada. que era impossível economias como as periféricas resolverem os seus problemas com o pagamento da dívida numa economia como a da zona euro. Ora vejamos:

 

 Keneth Rogoff defendeu o seguinte no artigo Rethinking the Growth Imperative:

 

"

There is a certain absurdity to the obsession with maximizing long-term average income growth in perpetuity, to the neglect of other risks and considerations. Consider a simple thought experiment. Imagine that per capita national income (or some broader measure of welfare) is set to rise by 1% per year over the next couple of centuries. This is roughly the trend per capita growth rate in the advanced world in recent years. With annual income growth of 1%, a generation born 70 years from now will enjoy roughly double today’s average income. Over two centuries, income will grow eight-fold.

Now suppose that we lived in a much faster-growing economy, with per capitaincome rising at 2% annually. In that case, per capita income would double after only 35 years, and an eight-fold increase would take only a century.

Finally, ask yourself how much you really care if it takes 100, 200, or even 1,000 years for welfare to increase eight-fold. Wouldn’t it make more sense to worry about the long-term sustainability and durability of global growth? Wouldn’t it make more sense to worry whether conflict or global warming might produce a catastrophe that derails society for centuries or more?

"

 

 Eu no post Krugman's de Bancada. defendi a seguinte ideia:

 

"

Com a entrada em vigor do tratado de Lisboa, deu-se livre arbítrio à circulação de capitais em deterimento de uma economia baseada na produção, o fluxo de capitais implicou que a economia fosse essencialmente baseada nos juros (taxativamente falando, economia baseada no aluguer de dinheiro), o que pressupõe que tem de haver um crescimento contínuo para contrabalançar.

Façamos então alguns cálculos simples para exemplificar a questão do crescimento: Se produzíssemos 100 e crescessemos a 10%, no segundo ano produziríamos 110. No quinto ano já produziríamos 146 e aumentávamos para 161; ao fim de oito anos duplicaríamos a produção e ao fim de um quarto de século produziríamos dez vezes mais. Ou seja, ao fim de um quarto de século aumentávamos num só ano mais do que aquilo que produzimos agora, ou seja, teríamos um crescimento exponencial.
A este ritmo, mesmo reduzindo o crescimento em metade, imagino que todos os países europeus se teriam de transformar-se em China's : Países com excesso de lixo e intoxicados de gases poluentes.  
"

 

Para quem ler o meu raciocínio e comparar com o raciocínio de Rogoff, conclui que o crescimento exponencial não é um modelo realista pois pressupõe que os recursos disponíveis para crescer são ilimitados. Basta por exemplo pensarmos numa economia cujo crescimento económico se baseia essencialmente em exportações: Nada nos garante que este crescimento destas se mantenha contínuo em época de recessão.

Confrontando o meu raciocínio com o de Rogoff, provavelmente a solução para países como os Estados Unidos e os PIIGS passe por controlar a inflacção das taxas de juro de tal modo que um crescimento económico baseado no modelo logístico seja o suficiente para contrabalançar como o demonstra a figura abaixo para o caso modelo de crescimento populacional em biologia.

 

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