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O Ouriço

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A Holanda esta numa crise profunda, em recessão, com o sector imobiliário parado e uma divida de 250% ao que supera a Grecia nos seus 125%!

A UE "deu" dinheiro aos paises do Sul para pararem de desenvolver a sua agricultura, pesca entre outras coisas; estupidamente aceitamos, e como tal, ha que pagar pelos erros... mas estes senhores no fundo europeu para alem de fascistas/ ditadores vestidos de economistas são uns autenticos agiotas.

A situação da UE e má, mal regulada e incapaz de criar as suas proprias agencias de rating vivendo subjugada aos ataques dos EUA que tentam recuperar a todo o custo a sua economia. A mensagem de que Portugal e a Grecia sao preguicosos e nao trabalham e gastam mais do que devem e erronea e pura propaganda de uma europa nada unida e super feudal!

Portugal devia sair sim do Euro criando uma commowealth portuguesa com as suas ex-colónias que sao agora economias emergentes. Deveremos regressar á agricultura e promover os produtos nacionais, o que não vai ser facil mas no entanto é possivel um dia recuperar a economia e ultrapassar a Alemanha a modo do exemplo da Islândia.

Basta que haja a coragem e determinacao igual ao dos descobrimentos. Interessante, ninguem ouve nada sobre a situação da Holanda com o desemprego a crescer galopantemente, isto porque são aliados da Alemanha e convém convencer que os maus da fita somos nós, os PIIGS.

As nossas divididas devem ser perdoadas assim como perdoamos os nosso devedores, ja assim diz o Pai Nosso!

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Devíamos ter um Primeiro-Ministro com a garra do Presidente da Islândia, que não se deixou subjugar pelos bancos e realmente ouviu a voz dos cidadãos.

 

No entanto, aqui em Portugal os interesses e os amiguinhos é quem mais ordena e um banqueiro nacionai ainda tem a distinta lata de dizer: aguenta, aguenta.

 

Estou no entanto confiante numa transição para uma democracia melhor com uma sociedade civil mais forte contra os interesses oligárquicos instalados e reforçados desde que a república tornou-se regime em Portugal, sempre no interesse da res privada em vez da res publica...

 

 

 

 

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Só um modelo

Jack Soifer 29 Jan 13






 

 

 

 

 



SÓ UM NOVO MODELO ECONÓMICO poderá tirar-nos desta recessão. A maioria dos cidadãos não aceitará pagar pelo que uns poucos lucraram e retiraram do país. Não haverá revolta popular, como em outros países da UE, nem golpe militar. Mas a qualidade no atendimento e as greves irão causar o caos, que manterá os juros das dívidas no exterior em patamares inaceitáveis. O pior: a criminalidade e a economia paralela vão aumentar. Este ministro das finanças terá a coragem de enfrentar os que mais retiram para paraísos fiscais ou põem lá fora os milhões aqui ganhos? Um monetarista preocupa-se sobretudo com a imagem de ‘bom pagador’: e a real democracia ou o desenvolvimento do seu país?


Cabe a Portugal salvar o Euro? Como em muitos papers económicos publicados nos EUA (Stiglitz), Brasil (Francisco Lopes, ex-presidente do Banco Central), Holanda e até por cá (já em 11.11.04),a banca financiou o consumo, que oferece melhor spread, do que o investimento produtivo das PMEs exportadoras. É habitual, mas não o ideal. Entre os países Europeus que tiveram melhores resultados desde a crise estão a Noruega, Suécia, Suíça, Polónia; nenhum deles tem o Euro.O Euro só usado por alguns grandes da U E não tem futuro se não houver um governo económico central, o que é pouco provável. Lê-se no Suddeutsch Zeitung e no Frankfurter Allgemeine que,se Grécia e Portugal não saírem, deve a Alemanha sair do Euro.

 

Os políticos pouco podem fazer pois são, pelo menos em parte, cativos do sistema. Quem manda na maioria dos países Sul-europeus não são os ministros que lá estão. A UE deixa muito a desejar. Uns poucos pequenos países, como Holanda, Dinamarca e Finlândia ainda afirmam algo da sua independência e rejeitam algumas directivas. A Itália atrasa as transposições em décadas. E nós?

 

Muitos dos nossos políticos almejam ir para Bruxelas quando não mais os aceitarem por cá. Fique atento onde irá Sócrates nos próximos anos. O Tratado de Lisboa foi pior alternativa à Constituição Europeia, que os povos rejeitaram. Pergunte a banca se era melhor antes ou depois do Euro. Pergunte depois aos pensionistas e aos desempregados com mais de 40 anos. A questão agora é: Qual reacção vamos ter por cá? Só palavras? Ou algum dia teremos a coragem de voltar para as ruas, como no 15 de Setembro do ano passado? Ou extravasar a insatisfação com os conflitos na entrada do futebol?

 

Precisamos de novos sistemas, nunca elaborados por políticos profissionais ou advogados, mas pela sociedade civil, pelos cidadãos. Lembre que os 51% do partido que ganhou as legislativas, o ABN. Abstenção-Branco-Nulo. não estão na AR!!!

 

 

 

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Lucrar com a crise

Jack Soifer 24 Jan 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não precisamos inventar a roda nem engolir o que outros nos impingem.

Há 15 anos a Argentina passou por uma crise pior do que a nossa. Não aceitou as ordens do FMI, declarou moratória, desvalorizou o peso, deixou a banca podre falir, mudou o modelo económico.

 

O governo voltou a governar.

 

No auge da reforma, quando o desemprego tocou os 25%, os concelhos deixaram a sociedade civil usar os locais das fábricas abandonadas, para lá voltar o comércio real, i.e, a troca de produtos, usando a moeda do município.

 

Sem especuladores, a avó vendia lá uma jóia ou móvel que já não precisava e com o Cordobal, a moeda local, comprava alimentos directamente do produtor, como tomates; este pagava então o bidão de diesel da Galp regional.

 

Desde 2008 faz-se o mesmo num concelho do Nordeste do Brasil, articulado com o micro-crédito para os desempregados. A grande distribuição importa alimentos e produtos nocivos e os cartéis mandam mais que os governos. O consumidor ali tem opção.

 

Na Argentina caiu a compra de supérfluos, as transnacionais que não aceitaram o novo modelo deixaram o país e no lugar delas vieram milhares de PMEs nacionais, a vender menos caro. Pois é falso que a maior escala leva ao menor preço - depende do saco azul e das off-shores.

 

A Argentina saiu da recessão em 4 anos; a Dinamarca levou 12 os EUA toda a era Clinton, 8 anos. Em 6 anos ela cresceu 7% a/a e só em 2010 caiu para os 2%. Austrália, Brasil e o Canadá, p.ex, não entraram em crise. Na UE, Polónia e Suécia, também não; nesta o PIB subiu 4,2% e a bolsa 22% em 2010.

 

Como? Nenhum deles tem o Euro! Hoje vendemos dívida para pagar débitos, os Euros não ficam cá, não criam emprego. Na moratória só pagaremos os juros, e o principal já vencido será pago quando o aumento do nosso PIB superar os 2%. Ao sair do Euro, Irlanda, Áustria, Hungria e Grécia nos seguem. Basta ameaçar e os grandes nos ouvirão. E voltaremos a exportar o melhor da nossa boa terra.

 

Que tal voltar a plantar (usar) tomates?

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Bipolaridade ou mera vigarice?

Artur de Oliveira 23 Jan 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carlos Mulas, co-autor do relatório do FMI/ militante anti-austeridade escrevia artigos anti-austeridade(pagos a peso de ouro) para a Fundação Ideas do PSOE, fazendo-se passar por uma senhora chamada Amy Martin. Foi descoberto e demitiram-no do cargo de diretor dessa mesma fundação...

 

Será caso para  caso para dizer que o lado feminino de Carlos Mulas é anti-austeridade e o masculino é a favor da dita cuja?  Ou estamos perante um Artur Baptista da Silva versão castelhana ? Que as crises produzem as condutas mais aberrantes e atraem todo o tipo de aves necrófogas, isso é um dado consumado...

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O Reino da Sociedade Civil V

Artur de Oliveira 23 Jan 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O nosso país está a passar por sérias dificuldades, como todos sabemos… mas temos de ser positivos, encarar o desafio e tentar superá-lo e superarmo-nos a nós mesmos em vez de não passarmos de treinadores-de-bancada eternos, e eternamente descontentes e devotados ao “bota-abaixismo” nacional… há muito por onde começar, muitas ideias e medidas que podem, com trabalho e empenho de todos, ajudar Portugal a superar esta crise. Não podemos é deixar que nos iludam com soluções aparentemente fáceis ou milagrosas.

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O Reino da Sociedade Civil IV

Artur de Oliveira 22 Jan 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O mundo ocidental está infectado com o vírus do neoliberalismo, teoria que como é obvio nos trouxe os dissabores e problemas que enfrentamos (não todos mas muitos deles, certamente). E apesar da cegueira conveniente, até a troika reconhece hoje que sem produção, sem que o país cresça, não pode haver prosperidade económica, consumo e receita. Mas é ainda preciso que tal lapalissada fique clara para todos… e a UE parece mais neoliberal que o FMI.

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Se compulsarmos os famosos "Federalist Papers", uma espécie de fontes da Constituição norte-americana por onde perpassa um intenso e fascinante debate ideológico (já há uma razoável recensão em português) verificarão que no Congresso Continental em Filadélfia Benjamin Franklin começou por exigir, como princípio fundador ou pedra de toque da Constituição: "A Government of the people, by the people and for the people."
Se quisermos "esmiuçar" estes três requisitos, todos obviamente cumulativos e todos absolutamente indispensáveis no pensamento político liberal de Benjamin Franklin, teremos em primeiro lugar:

O Governo do Povo

Isto significa muito claramente que a governação é uma prerrogativa exclusiva, um atributo singular e privativo dos cidadãos; o governo é uma emanação da vontade soberana coletiva dos cidadãos. Deve, pois, entender-se que nenhum Governo pode obter qualquer legitimidade para conduzir os destinos da Nação que não se encontre fundada na vontade soberana do Povo e no consentimento livremente expresso pelos cidadãos. Mas quer dizer muito mais do que isto que já não é pouco e tão violado tem sido nos termos que correm, designadamente na Grécia, na Itália e um pouco por toda a parte - incluindo em Portugal- onde Governos e parlamentos obedecem às ordens de diretórios de países estrangeiros, de organizações financeiras internacionais como o FMI, aos "mercados", à União Europeia que neste momento age pressionando os Governos nacionais em domínios que claramente transcendem as suas competências e atribuições fixadas nos Tratados.

Quer dizer, muito singelamente mas com aquela imperiosa exigência ou com aquele "imperativo categórico", como diria Kant, que certos princípios absolutamente fundamentais e intocáveis da organização das sociedades civilizadas usam assumir, que um governo só é legítimo se emanar exclusivamente, sublinho, exclusivamente, do Povo, não podendo, como diria Jesus Cristo, "servir dois Senhores". Este princípio corresponde, pois, a uma declaração de soberania nacional absolutamente intangível a qual reside nos cidadãos e apenas nestes, podendo apenas discutir-se, como ao longo da História se viria a discutir até se alcançar a atual noção de universalidade, quem são os cidadãos.

Admito, é claro, que nos tempos atuais de globalização e de interdependência dos Estados e das Nações se possam conceber algumas formas de limitação da soberania, por exemplo, em defesa de direitos das minorias étnicas, contrariando alguns "fundamentalismos democráticos" que, no limite, podem conduzir e nalguns dramáticos eventos conduziram mesmo, a trágicos atos de genocídio, "limpezas étnicas" e horrendas guerras civis, coomo ocorreu com a dramática desintegração da Jugoslávia ou no Ruanda, para não citar outros exemplos igualmente traumáticos. Aceito mesmo experiências de "partilha de soberania" como a que a União Europeia tem vindo a ensaiar.

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Artur de Oliveira em 17/1/13 às 12:52

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