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O Ouriço

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Há previsões felizes mas...

Faust Von Goethe 21 Abr 12

Logo desde início, quando comecei a escrever neste blogue, que a principal preocupação dos meus colegas de escrita, em especial do meu caro amigo João Jardine, eram as yields da dívida Portuguesa.

 

Na altura-em Janeiro-em vésperas da cimeira Europeia de 31 Janeiro, tive a oportunidade de lhe transmitir em surdina, assim como escrever no meu post mais longo e um dos mais sarcásticos de sempre, que Espanha e Itália estavam muito pior que Portugal em si.

 

A notícia de hoje do Expresso (alguns meses depois) veio confirmar a minha previsão. No entanto, fica a questão: "Se Espanha e Itália estão bem pior que Portugal, porque nós pedimos ajuda externa e os outros (ainda) não?"

 

Nos próximos tempos, o leitor irá começar a consciencializar-se de que a opção "resgate financeiro", que nos irá tentar ser vendida a partir de meados de Maio, irá por à tona todos os nossos problemas estruturais que, não são apenas nossos e muito menos de agora. Basta ler nas entrelinhas os últimos números da execução orçamental.

 

Os próximos tempos avizinham-se interessantes do ponto de vista geopolítico. Será importante que, em caso extremo, não se hostilize os partidos da oposição- nem o PS e muito menos CDU e BE, que decidiram por ideário ideológico, não assinar o memorando de entendimento.

 

A democracia está em xeque e criar fissões, neste momento, é de todo dispensável.

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Após Nouriel Roubini ter-nos feito o favor de dobrar os sinos há dias, o assunto reestruturação voltou à blogosfera e aos jornais nacionais. Alguns exemplos:

Todos reestruturam menos nós?

Portugal começa a ficar isolado. Os gregos restruturam dívida pública de forma directa (apesar de com sucesso duvidoso). Os irlandeses fazem-no de forma indirecta através do Anglo Irish, entretanto nacionalizado. Já Portugal garante que nem sequer vai precisar de um segundo resgate, quanto mais de qualquer alívio do peso da dívida.   2) Eichengreen...
from Massa Monetária - 

Portugal está no bom caminho, dizem eles!

...desenhar a reestruturação da dívida pública grega afirma:Portugal precisa de aprender as lições da Grécia e pelo menos considerar que, se esperar dois anos, poderá ficar numa situação má, onde a maioria da sua dívida será para com o sector oficial [troyka]. Quando chegar aí, e decidir reestruturar, fará um corte imenso ao sector privado, mas não...
from Ladrões de Bicicletas - 

Volta de 360º

...privados na reestruturação da dívida grega correu aparentemente sem sobressaltos de maior, mesmo com a activação das cláusulas de acção colectiva a ditarem a existência de um evento de crédito num país da zona euro. Evitámos, portanto, o colapso da zona euro no curto-prazo. Hurrah. Poucos parecem, no entanto, preocupados com o facto de estas med...
from jugular - 

Antes de avançar com um post a explanar os meus argumentos sobre este assunto, gostaria de convidar todos os visitantes assim como os meus colegas de escrita a deixar os argumentos a favor ou contra a reestruturação da dívida em comentário.

O debate está aberto e a caixa de comentários também.

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Lucrar com a nossa própria desgraça

Faust Von Goethe 6 Mar 12

Para países como Portugal, "lucrar com a nossa própria desgraça", expressão que costumo usar de forma irónica, é a receita para manter o balão de oxigénio deste país com juros usurários.

 

Percebam nas entrevistas de Fernando Ulrich e Ricardo Salgado ao Jornal de Negócios, porque eu-entre vários-sempre fui um defensor desta ironia assim como da não reestruturação da dívida portuguesa (a curto prazo). Dar um voto de confiança aos nossos bancos, não fugindo aos depósitos é meio caminho andado para sairmos da insolvência.

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Seguro, ingénuo e infantil

John Wolf 10 Fev 12

O apanhado televisivo que coloca em cena os ministros das finanças de Portugal e Alemanha, Vitor Gaspar e Wolfgang Schaeuble, a cochichar sobre a possibilidade de renegociação da dívida Portuguesa é um bom exemplo de como se deve conduzir a diplomacia, a política externa de estados. É obrigatório que os agentes do interesse nacional exerçam pressão de um modo oficioso e não necessariamente institucional. Em termos sociológicos a abordagem feita deste modo "humanizado", fora do contexto da cimeira ajuda a alterar percepções e em última instância as próprias decisões. De um modo natural, o "leakage" (este conceito de fuga de informação não se adequa ao registado informalmente pelas câmaras de televisão...não há aqui nenhuma matéria eticamente questionável!) serve para amenizar posições extremadas em relação a uns e outros. Por um lado, ficamos a saber que o ministro das finanças estende-se para além da agenda formal, dentro da legalidade processual democrática, e ao serviço do interesse nacional para avançar as causas de Portugal, e da outra parte, sabemos que as intenções alemãs não são movidas por um novo género de colonialismo (não vamos envolver o tema Angola e Schulz...para já!) de sujeição incondicional dos parceiros da periferia. Em suma, os protestos de António José Seguro em relação à falta de transparência por parte do "ministrado" pelas finanças são despropositados, mas servem para levantar uma questão pertinente para um outro ciclo de liderança do país. Até que ponto se pode aceitar que um putativo candidato à chefia de um governo nacional não entenda como se joga na arena internacional de diplomacia. É nos corredores que conduzem ao hemiciclo, nas latrinas de uma messe urbana, na comitiva que viaja a convite do presidente que os princípios basilares são evocados ou relembrados. Não há nenhum mal nisso, desde que o interesse nacional seja o único móbil. No meu entender, não se pode ser simultaneamente Seguro, ingénuo e infantil.

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