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O Ouriço

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A crise Espanhola no fio da navalha

Faust Von Goethe 29 Mai 12

 

Na notícia do Público a respeito do Bankia e das yields da dívida espanhola, pode ler-se o seguinte:

A tranquilidade que Rajoy procurou imprimir na sua mensagem sobre a sustentabilidade da banca, num momento crítico da situação espanhola, quando a quarta maior entidade financeira deverá receber uma injecção de capital de 19 mil milhões de euros (montante que o El Mundo considerou “astronómico”) não foi suficiente para evitar um mau dia nas negociações na bolsa de Madrid.

Comentário:  O montante a ser injectado no Bankia é superior ao que a troika nos emprestou para recapitalizar a banca portuguesa-12 mil milhões de euros. Referimo-nos apenas a um dos bancos. Não sabemos ainda qual o estado de saúde de bancos com fortes ligações a Portugal como o Santander .

 

O mesmo jornal noticiava ontem que a injecção de capital que o Estado vai realizar no banco será feita, não através de dinheiro fresco, mas através de títulos de dívida pública. Mariano Rajoy sublinhou, depois de uma reunião do Comité Executivo do Partido Popular, que “não é a primeira vez” que é injectado dinheiro público numa entidade financeira em Espanha, numa referência às injecções anteriores feitas através do Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB) durante o Governo socialista anterior.

 

Comentário: Ao invés de contrair dívida pública espanhola (ronda os 70% PIB) para financiar a banca espanhola, Rajoy deveria antes criar um "Bad Bank" para isolar todos os activos tóxicos do sector imobiliário dos restantes produtos financeiros à semelhança do que vem a ser feito no Japão.

Com esta solução, as empresas [espanholas] teriam de modificar a sua forma de financiamento junto à banca (aqui o estado poderia contrair dívida pública até aos 80%-85% do PIB com o objectivo de criar linhas de microcrédito especiais para as PME's) e grande parte das famílias com poupanças teriam de isolar o seu dinheiro, transferindo parte deste para poupanças aforro.

 

Adenda: A única desvantagem que vejo de momento nesta solução [que apresentei] é a elevada dependência dos aforradores.


Leitura complementar: In Japan’s Stagnant Decade, Cautionary Tales for America a.k.a Hiroko Tabuchi (2009)

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Argentinazo Grego

Faust Von Goethe 15 Mai 12

 Gregos estão a retirar as suas poupanças da banca grega e a apostar em dívida alemã.

Afinal, o que os gregos estão a fazer, já as grandes famílias de magnatas gregos- os Onassis, os Niarchos os Livanos e os Latsis- o fizeram muito antes da Grécia pedir ajuda externa. 

 

Só os Latsis possuem também uma frota de petroleiros e contentores avaliados em 400 mil milhões de euros.

 São também donos da holding EFG Bank European Financial Group sediada no Luxemburgo, que opera em larga escala no MónacoReino Unido e Suíça-país que há bem pouco tempo teve de adoptar uma taxa de juro de -0,25% para fazer face à revalorização do franco suíço face ao euro.

 

Ou seja, pouco mais de metade dos 700 mil milhões que os gregos tiraram hoje dos seus bancos. Coisa pouca!

 

Na imagem: Spiro Latsis, número 51 na lista dos mais ricos elaborada pela revista Forbes em 2006 e o número 56 em 2007.

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Bazuca do BCE II

Faust Von Goethe 29 Fev 12

Mario Draghi disse na última conferência de imprensa que sobretudo esta segunda operação de cedência de liquidez a longo prazo seria um apoio para as pequenas empresas. Pelo menos à escala do euro, a ambição de Draghi poderá ser conseguida. Os dados de Janeiro do BCE sobre a circulação de moeda (M3) e sobre os empréstimos ao sector privado já mostraram alguns sinais de que o primeiro leilão já teve efeitos positivos discerníveis na economia real. Em Portugal, esse particular torna-se mais complexo porque, por força do esforço de desalavancagem a que a banca nacional está obrigada, os efeitos poderão ser limitados. Em concreto, a banca comprometeu-se a ter um rácio de transformação (depósitos vs crédito) de 120% até 2014. Nesta altura, em média, esse rácio ronda os 140%, o que significa que a banca terá de angariar mais depósitos e conceder menos créditos a empresas e famílias.

"Estas operações não resolvem os problemas estruturais ou de solvência que existem na Zona Euro, mas dão realmente aos investidores uma indicação de que o BCE está mais disposto a apoiar o sistema financeiro incondicionalmente"

 

Fonte: Jornal de Negócios

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Dinheiro como Dívida

Faust Von Goethe 6 Fev 12

Documentário de Paul Grignon, onde é explicado de uma forma acessível os conceitos de dinheiro, dívida, o funcionamento do sistema financeiro assim como a dicotomia dinheiro-dívida. 

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