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O Ouriço

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Uma das mais difíceis estimativas que o grupo de especialistas a que eu pertencia, tinha que fazer, durante uma década, era o efeito dos novos investimentos subsidiados, no desenvolvimento sócio-económico regional.

 

Já há muito deixáramos o PIB, também usado em paralelo. Adoptáramos o PPP, Purchase Power Parity com algum componente não monetário, como o índice de participação em cursos profissionais pós-laborais. Pois a teoria dava-nos valores, mas a prática mostrava que fatores culturais, ocasionais e até familiares distorciam as expectativas racionais.

 

Quando levámos um cluster metalo-mecânico para Mbeya, para substituir importações na Tanzânia, na década de 80, as expectativas do reinvestimento local no 2º e no 3º round da circulação do valor das vendas das PMEs ali iniciadas, iria alavancar o uso das matérias primas e dos recursos humanos locais. Além de evitar a saída da riqueza do país na importação de bens tecnológicos de consumo e de produção industrial.

 

Levámos fábricas de talheres e cutelaria, moldes para a indústria termoplástica, de carrinhos de mão e de betoneiras para a construção civil, de bicicletas. E ainda os serviços para o cluster, como a têmpera de aços, a produção de peças sobressalentes industriais e a manutenção industrial, mecânica, hidráulica, pneumática e eletroelectrónica.

 

Esperava-se que quase um milhar de bons trabalhadores, ao vir para a economia formal nestas empresas, e o lucro gerado nelas viessem a aumentar a aquisição de bens não essenciais, como bicicletas.E de ferramentas e máquinas para uma produção mais eficiente, como alfaias agrícolas.

 

A venda e a produção destes bens, traria mais recursos para outros microempresários, que investiriam p.ex. em melhores portas e janelas que exigem mais mão-de-obra e matérias-primas regionais, o que enriqueceria carpintarias e marcenarias, e à montante, serrações, o que iniciaria o 3º round no uso do dinheiro, lá na região.

 

Mas a maioria dos novos empresários, em vez de investir lá mesmo, compraram casa na capital, importaram carrinhas  para distribuir a sua produção, em vez de usar o camião da transportadora etc. Na prática, a teoria não resultou. Na próxima semana contarei o resultado, ao usar modelo similar, mas na Suécia.

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