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O Ouriço

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Há uma lei que os deuses do panteão da III República aprovaram para demonstrar que não são cidadãos como os demais mortais e que o simples facto de serem políticos confere-lhes divindade. Ou seja, as pensões vitalícias de quem exerceu cargos  públicos ou políticos desde 1976 continuarão a estar envoltas em segredo e os contribuintes não têm direito de saber se o dinheiro deles está a ser bem administrado e se há gastos excessivos. A lei que falta ainda ser promulgada pelo presidente do Olimpo republicano, prevê no art.º 2, n.º 4, alínea b) que “os subsídios, subvenções, bonificações, ajudas, incentivos ou donativos cuja decisão de atribuição se restrinja à mera verificação objetiva dos pressupostos legais” sejam excluídos da publicação obrigatória.  No entanto, sempre que os governantes quiserem, saberão todos os detalhes sobre os rendimentos dos mortais que vigiam e cuidam com grande paternalismo, pois tal como as crianças, devem obedecer aos seus deuses, fazer o que eles dizem e jamais fazer o que eles fazem (a não ser que venham a ser jotinhas numa carreira meteórica agarrados ao padrinho certo). É incrível como os cidadãos estão em letargia e não reagem a estas afrontas. Não sou adepto de violência nas ruas, mas de ações concretas, pois a  sociedade civil tem que estar informada, informar o público, fazer ouvir a sua voz nas ruas, redes sociais, imprensa sem parar. As próximas eleições autárquicas  serão uma oportunidade dos cidadãos dizerem que o parlamento não é o Olimpo, mas sim a casa da democracia.  

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Nos cortes das pensões ficaram de fora detentores de cargos políticos com subvenções vitalícias, magistrados e diplomatas já jubilados e os aposentados da Caixa Geral de Depósitos. Se é verdade que não devia haver diferenças em termos de regalias entre funcionários públicos e privados, também é verdade que não devem haver excepções nas medidas de austeridade. Assim só se comprova que a III República é um regime de castas e que a democracia só se aplica no verdadeiro sentido termo á elite dos senhores do regime e dos jotinhas passados e presentes e quiça futuros.  Na sua arrogância, os donos deste regime julgam-se deuses do Olimpo, enquanto os cidadãos deixam-se sacrificar como cordeiros em fila indiana. O timing para estas medidas foi o ideal para o establishment, pois o português médio prefere vêr os programas pimba das tardes de Agosto (um desses programas até se chama Somos Portugal e infelizmente acertou na mouche) a informar-se do que se passa com o seu país e com os seus direitos. Mas tudo tem um fim... Quando?  

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