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O Ouriço

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Sobre a Lusoesfera V

Artur de Oliveira 1 Mar 12

 

 

 

 

Quero começar por agradecer a minha presença aqui a Renato Epifânio, presidente do MIL, Movimento Internacional Lusófono que organiza este encontro e que, em boa hora, veio integrar a PASC, Plataforma Ativa da Sociedade Civil coordenada por Maria Perpétua Rocha. Quero ainda agradecer ao presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, pois esta casa e esta sala onde nos encontramos, com o planisfério que assinala as navegações portuguesa, é o local de sonho para falarmos, sentirmos e nos apropriarmos da lusofonia, ponto de partida dessa realidade mais ampla que é a Lusosfera.

 

 

 

 

A fundação e a expansão de Portugal foram a pré- condição da  existência  do que hoje aqui nos reúne. O pequeno povo português que, nos fins da Idade Média se lançou  na aventura dos descobrimentos e da expansão semeou o diálogo universal e deu um abraço verdadeiramente armilar, através da circum-navegação ao redefinir o homem como animal de encontros entre povos e de trocas de bens materiais e culturais. E a consequência maior deste processo foi a emergência de um espaço plural e policêntrico de Povos, Culturas, Estados, Igrejas e Comunidades, uma lusosfera, inicialmente simbolizada por essa esfera armilar que o rei D. Manuel I adotou como sinal da empresa dos descobrimentos.

O fundamento da Lusosfera não é só acreditar que valeu a pena o investimento português, desde 1415, na criação de senhorios de conquista, navegação e comércio que se estenderam a todo o globo. O fundamento da Lusosfera não é só saber que o relacionamento mútuo das comunidades lusófonas se foi ajustando às realidades dos tempos históricos, através de vicissitudes várias, em que os encontros por vezes degeneraram em conflitos. O fundamento da Lusosfera exige que nos apropriemos da grande experiência da modernidade em que os descobrimentos abriram a via para a globalização da religião cristã nascida em Israel, da filosofia e da ciência nascida na Grécia e do direito nascido em Roma. Esse grande projecto europeu ganhou expressão, a nível global, com um Portugal já adulto e autónomo no Atlântico, embora situado numa Europa ainda adolescente e embrenhada em conflitos continentais. E essa época da modernidade tornou-se um processo para o conjunto das sociedades planetárias, um processo que chegou até aos nossos dias como globalização. Esse “saber de experiência feito” foi um quarto pilar da Europa a acrescentar à célebre tríade definida por Ernest Renan de fé cristã, filosofia grega e direito romano. Através dos descobrimentos, foi toda a Europa que alcançou um novo mundo, num processo ainda em curso..

Neste alvor do séc. XXI, com nações como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné, Moçambique, S.Tomé e Príncipe e Timor-Leste, com suas diversas cidadanias integrando a CPLP; com mais de 250 milhões de cidadãos e lusodescendentes e descendentes afro-luso-brasileiros nos cinco continentes unidos pela língua e afectos comuns; com uma comunidade de interesses que abrangem territórios com orla marítima que juntos fariam da lusosfera o segundo maior país do mundo em extensão, Portugal é, na bela frase do angolano Costa Andrade, um dos heterónimos sem ortónimo dessa realidade. Vamos ter de reler Luís de Camões e Fernando Pessoa, e também Luandino Vieira, e Jorge Amado, José Craveirinha e Rosália de Castro como oráculos dos países e comunidades onde se fala português. E assim compreenderemos que a lusofonia é o ponto de partida cultural para essa realidade global em construção, realidade de afectos, de cidadanias e de interesses a que chamamos Lusosfera.

Quero começar por agradecer a minha presença aqui a Renato Epifânio, presidente do MIL, Movimento Internacional Lusófono que organiza este encontro e que, em boa hora, veio integrar a PASC, Plataforma Ativa da Sociedade Civil coordenada por Maria Perpétua Rocha. Quero ainda agradecer ao presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, pois esta casa e esta sala onde nos encontramos, com o planisfério que assinala as navegações portuguesa, é o local de sonho para falarmos, sentirmos e nos apropriarmos da lusofonia, ponto de partida dessa realidade mais ampla que é a Lusosfera.

 

A fundação e a expansão de Portugal foram a pré- condição da  existência  do que hoje aqui nos reúne. O pequeno povo português que, nos fins da Idade Média se lançou  na aventura dos descobrimentos e da expansão semeou o diálogo universal e deu um abraço verdadeiramente armilar, através da circum-navegação ao redefinir o homem como animal de encontros entre povos e de trocas de bens materiais e culturais. E a consequência maior deste processo foi a emergência de um espaço plural e policêntrico de Povos, Culturas, Estados, Igrejas e Comunidades, uma lusosfera, inicialmente simbolizada por essa esfera armilar que o rei D. Manuel I adotou como sinal da empresa dos descobrimentos.

 

O fundamento da Lusosfera não é só acreditar que valeu a pena o investimento português, desde 1415, na criação de senhorios de conquista, navegação e comércio que se estenderam a todo o globo. O fundamento da Lusosfera não é só saber que o relacionamento mútuo das comunidades lusófonas se foi ajustando às realidades dos tempos históricos, através de vicissitudes várias, em que os encontros por vezes degeneraram em conflitos. O fundamento da Lusosfera exige que nos apropriemos da grande experiência da modernidade em que os descobrimentos abriram a via para a globalização da religião cristã nascida em Israel, da filosofia e da ciência nascida na Grécia e do direito nascido em Roma. Esse grande projecto europeu ganhou expressão, a nível global, com um Portugal já adulto e autónomo no Atlântico, embora situado numa Europa ainda adolescente e embrenhada em conflitos continentais. E essa época da modernidade tornou-se um processo para o conjunto das sociedades planetárias, um processo que chegou até aos nossos dias como globalização. Esse “saber de experiência feito” foi um quarto pilar da Europa a acrescentar à célebre tríade definida por Ernest Renan de fé cristã, filosofia grega e direito romano. Através dos descobrimentos, foi toda a Europa que alcançou um novo mundo, num processo ainda em curso..

 

Neste alvor do séc. XXI, com nações como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné, Moçambique, S.Tomé e Príncipe e Timor-Leste, com suas diversas cidadanias integrando a CPLP; com mais de 250 milhões de cidadãos e lusodescendentes e descendentes afro-luso-brasileiros nos cinco continentes unidos pela língua e afectos comuns; com uma comunidade de interesses que abrangem territórios com orla marítima que juntos fariam da lusosfera o segundo maior país do mundo em extensão, Portugal é, na bela frase do angolano Costa Andrade, um dos heterónimos sem ortónimo dessa realidade. Vamos ter de reler Luís de Camões e Fernando Pessoa, e também Luandino Vieira, e Jorge Amado, José Craveirinha e Rosália de Castro como oráculos dos países e comunidades onde se fala português. E assim compreenderemos que a lusofonia é o ponto de partida cultural para essa realidade global em construção, realidade de afectos, de cidadanias e de interesses a que chamamos Lusosfera.

 

 

 

 

 

 

 

Discurso de Mendo Henriques no X Forum PASC: Encontro Público "A importância da Lusofonia" 

 

 

No vídeo: Violoncelo por Joana Correia, com a peça « Três Inflorescências » de Fernando Lopes-Graça e apresentação pelo jovem

compositor Edward Luiz Ayres de Abreu 


 

 

 

 

 

 

 

 


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