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O Ouriço

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Hollande, o americano em Paris

John Wolf 22 Abr 12

A escassas horas dos resultados da primeira ronda das eleições presidenciais em França -  que abrirão caminho para o tira-teimas de 6 de Maio -, podemos avançar com algumas considerações, caso o candidato François Hollande venha a ser eleito. Ao longo da sua campanha revelou claramente que o estímulo económico é o caminho adequado para sair da crise. Aproveitando a observação dos parcos efeitos que a austeridade tem vindo a gerar na retoma económica dos países sob o jugo da Troika, Hollande acredita que a saída da crise depende, em grande parte, da plena adopção da doutrina Keynesiana, das fórmulas de estímulo semelhantes àquelas implementadas nos EUA. Poderemos antever, caso efectivamente saia vencedor, uma clivagem fracturante no seio do "bloco central" do Euro e uma maior garantia de inflação. A austeridade, imposta pelo epicentro do poder europeu, foi projectada para as zonas limite do território político-económico, para a periferia, mas um efeito de ricochete é o que se avizinha, dada as condições deploráveis em que se encontra a economia Francesa. A esperada tomada de poder de Hollande poderá representar uma inversão de marcha da receita de recuperação da zona Euro, um aditivo para o debate estratégico e conceptual a que a Europa está obrigada. Se Hollande chegar ao Eliséu, será o europeu mais americano dos últimos tempos. Hollande - um americano em Paris.

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