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O Ouriço

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Empreendedorismo e desemprego em Portugal

Artur de Oliveira 29 Fev 16

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Idade não é problema

Jack Soifer 30 Out 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hà algum tempo atrás, o Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro contratou dois jovens de 21 e 22 anos para acompanhar a execução de medidas do memorando de entendimento com a troika e essa notícia gerou muitas críticas nas redes sociais.

 

Comecei trabalhar no Brasil part-time, aos 11 anos, quando o meu pai faleceu; estudava pelas manhãs, travalhava às tardes, até aos sábados. Aos 21 anos já tinha dez anos de experiência em: fundição metálica, empacotar peças em fábrica de acrílico, venda de anúncios nas Páginas Amarelas, entrevistas para estudos de mercado, lavar pratos em restaurante, e (após concluir Engª)projetos residenciais de instalações eléctricas e depois industriais. Aos 22 participei da elaboração de questionários para estudos de mercados INDUSTRIAIS e de TURISMO.


Indago qual a experiência no mundo real que estes "técnicos" têm. Se sabem os efeitos em 295mil PMEs comerciais ou 23mil PMEs industriais daquilo que a Troika pede. Se sabem como são feitos os "kickback" das transações comerciais no exterior de muitas das grandes corporações e como isto afeta o tecido empresarial luso.
Será que já viveram, longe dos pais, sem apoios, com 275 euros mensais, ao arrendar um cubículo de 1,80 x 2,80m a que chamam de quarto? Será que já estiveram na fila do Exército da Salvação para um prato de sopa numa fria noite de Inverno? Já tiveram que trabalhar uma madrugada fria numa fábrica fria, para compensar a avaria numa calandra? Já levaram um banho de óleo hidráulico de uma prensa hidráulica? Já viram um micro-empresário chorar, abraçado aos seus colaboradores, quando um banco lhe exigiu uma rotativa de volta, pois uma grande corporação atrasou imensamente o pagamento de uma factura?

Esta experiência é que vale, a idade pouco pesa.

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Guia em ecoturismo

Jack Soifer 2 Ago 13









 


Portugal está entre os países europeus com maior diversidade em aves. Umas são observadas por todo o país, outras só em algumas regiões. Algumas só passam por cá a caminho de África, no Outono, e de volta, na Primavera. Há milhões de norte-europeus interessados. São fotógrafos, artistas, profissionais e professores de botânica, biologia e zoologia, caçadores, ambientalistas, montanhistas, etc.


As aves ajudam a polinizar flores e, por isso, são também o foco de botânicos e biólogos. Caçadores interpretam o canto de pássaros para procurarem a caça. Montanhistas experientes vêem no padrão do voo ou canto possíveis mudanças no tempo.
Eles estão em associações e têm um site na Internet. É a via de se chegar àqueles que os influenciam, para divulgar os atractivos do seu destino, do seu concelho.
Há, na Sociedade Portuguesa de Estudo das Aves (SPEA), quem lhe indique sócios influentes na sua região. Convide-os para conhecer o seu sítio. Se eles gostarem, elabore planos para atrair colegas de outros países. Se eles não conhecem associações no exterior, poderão indicar websites.


A maioria das aves desperta a nossa atenção ao amanhecer e ao final da tarde. É quando procuram alimento, cantam e voam. Você precisará de muitas semanas para procurar onde os pássaros estão e em que horários. São vistos perto de água, em regiões húmidas ou muito floridas, onde há alimento. Durante a nidificação, são mais atraentes, mas mais sensíveis.
É na Primavera que as aves cantam mais e mostram a mais linda plumagem. O macho mostra a dança mais ousada, o trinar mais harmónico, para atrair a fêmea. É isso que o birdwatcher quer ver, ouvir, fotografar, filmar, e se encantar. Não é ver aves paradas no galho.

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Sobre o Martim Neves

Artur de Oliveira 22 Mai 13











Algo me diz que aquele jovem empreendedor de 16 anos é um clone pre-fabricado pela RTP do Miguel Gonçalves, em versão empreendedores com açúcar... Desde quando um mocinho que se veste à dread tem um nome tão betinho? E de onde lhe veio o dinheiro para investir? Do céu?
Aposto que em breve surgirá no Prós e Contras uma empreendedora boazona que será figura publica meteórica e capa de muitas revistas e quem sabe participara em big brothers e afins.
Aí sim, os empreendedores irão mesmo bater punho e erguerão as empresas nacionais. Sugiro que a personagem se chame Vanessa. Um nome adequado.

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JOVEM: EM(PREeN)IGRAR

Jack Soifer 5 Mar 13

Aprecio muito as cartas dos leitores. Fico honrado em poder aconselhar. Mas oponho-me aos truques para enganá-los, como o Empreender Jovem, que os ludibriam com sonhos que os burocratas travam. Escreve Marcelino Sabença, muito competente no que faz.

“A nossa frustração é não ter um caminho positivo. É tudo tão burocrático, que chega um momento em que sinto não valer a pena o esforço. Parece que quanto mais se quer fazer bem, mais descobrimos forças que nos impedem de ser honestos, e dou por mim a ter jogo de cintura, que não é de minha natureza. P.ex, as unidades artesanais estão condenadas a morrer, pois a legislação de controlo de qualidade, certificação, atividade industrial, etc, foi feita para esses outros e para os amigos.

Fomos convidados a ingressar numa incubadora, onde supostamente teríamos acesso a redes, facilitando o processo de criar a empresa e da certificação, marketing, etc. Mas teríamos de mudar: 200km da casa/oficina, o que vai contra a nossa filosofia. Obrigava-nos fazer 20mil sabonetes/mês. Nessa escala, o produto deixa de ser artesanal, e perde-se a qualidade. Obrigava-nos a usar químicos, iríamos nos tornar mais do mesmo, apenas o marketing faria o resto de aldrabar percepções acerca do produto, habitual prática empresarial.

Não participaremos nessa incubadora. Um certo diretor de incubadoras aqui do norte, nem olhou para o nosso panfleto! Prefiro ser pobre e honrado.

Os nossos produtos dão provas de que funcionam. Já sanaram algumas patologias, as pessoas procuram-nos, quase desesperadas, dizem ter gasto rios de dinheiro em cremes, loções, e depois de usar o nosso sabonete dizem-se curadas. Assim, a maior parte dos cosméticos da farmácia só visa lucro fácil. Nós quatro, sem formação científica, criámos um sabonete que já resultou em acne, dermatite, psoríase, alergias, etc.

Quando vou ao Infarmed (não entendo dos decretos, das certificações) percebe-se ser necessário dinheiro, rios dele, o que não temos, para poder exportar. Queremos evoluir, mas não sabemos como, sem orientação nem apoio.

Se calhar somos ingénuos. Já me passou pela cabeça desistir ou emigrar. As vendas estão paradas. Não sei o que propor; desejaria mudar os políticos; ou que o ser humano fosse menos ambicioso e se prestasse a participar ativamente duma sociedade digna.

Não são decretos-lei que vão mudar o comportamento. Falar com um político é falar com um espectro, nem sequer olham nos olhos; como propor algo a eles? E querem eles ouvir? As sugestões que lhes convém porque ganharão prestígio? Ou as que são necessárias? Só eles vêm a luz no fim do túnel, devem ter olhos b$on$cos”.

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Microcrédito, PME e Exportações

Jack Soifer 17 Dez 12

Muito se escreve sobre estes temas e há muito por fazer.
 
Outros países, em situações similares, há anos, usaram boas práticas, que resultaram. É isto que detalho nos livros "Como Sair da Crise" e "Ontem e Oje na Economia". Outros já inventaram a roda. Não será a hora de a fazermos rodar?

O microcrédito em Portugal atendeu em dez anos o que o Chile atende em dez semanas e o Brasil em dez dias. Lá são associações locais, não a banca ou uma instituição central que gere os fundos. Lá há um experiente consultor a apoiar o cliente no projeto e na sua execução; ele é ainda o responsável pelo retorno do empréstimo.

Aqui ensina-se teoria de empreender, mas não se alerta para as 65 horas por semana de intenso trabalho nem para a burocracia, a inveja dos concorrentes, as armadilhas dos poderosos. Ainda não se ensina o pulo do gato de cada nicho nem se faz uma avaliação contínua dos resultados.

Estudos mostram que as boas incubadoras estão ligadas às associações, não às faculdades. Capital não falta, eu próprio tenho acesso a muito; falta gente certa com projetos realistas.

Querem atrair o capital das grandes empresas, que pouco emprego geram; e deixam morrer as PME que não recebem pelas faturas às grandes.

Enquanto a ERSE, a ANACOM e as agências ditas de controlo nada controlarem, muitas boas PME morrerão e bons empresários emigrarão.

Podemos exportar o dobro; é preciso apostar nas PME para os nichos em dezenas de novos mercados. A AICEP faz pouco. Só com experiência é possível lucrar na China, Angola e Rússia. Vender é receber sem perder. É fácil receber de 20 outros países para onde não exportamos. Miniexportadores, como a Jóia do Sul, o osteopata Filipe Gonçalves e a Auto-Quimzé atraem libras, mas são praticamente menosprezados internamente.

Temos um enorme potencial. Estamos à beira de perder a corrida. Como digo nas palestras, YES WE CAN - TOGETHER!

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Reparar Bicicletas

Jack Soifer 30 Set 12

Em tempo de crise e com o preço do crude a subir e a frequência do transporte público a cair, velhas bicicletas, e não só, voltarão a ser úteis. 

Há poucas oficinas ainda em função e, com a atual equidade nos impostos, os seus donos idosos preferem trabalhar menos horas e sem fatura. As bicicletas antigas exigem ferramentas normais, mas as modernas podem exigir alguma especial. 


Os principais reparos são rodas tortas, tubo do selim encravado e alguma pintura, pois muitos utentes já lubrificam e trocam os pneus eles mesmos. Proponha sempre modernizar a bicicleta velha, p.ex., com rodas de alumínio ou um selim confortável, pois assim vende mais que o seu trabalho.
É muito importante que tenha um grande e variado stock de peças, pois a maioria dos clientes espera que o serviço seja feito na hora. Pela mesma razão, prefere quem esteja aberto à hora do almoço e até às 20h, quando regressam da faina diária. Parte do stock pode estar à consignação, i.e., só é pago após a venda e ao pedir mais peças. Saiba bem onde estão os distribuidores e como pode obtê-las com rapidez, p.ex., ao apoiar um desempregado.


Venda bicicletas novas inusitadas, não concorra com os hipermercados. Calcule quanto economiza o cliente por ano ao pedalar ao centro da sua cidade e divulgue isto, sob um "BOA SAÚDE?".


Distribua um desdobrável pequeno a listar os seus serviços, pois os ciclistas falam-se, e ainda um cartão de visitas pouco maior do que o normal, com um mapa a localizá-lo. Troque serviços com um webdesigner que faça um site dinâmico e viral. Seja sócio ativo de clubes de ciclistas, BTT, etc. e ande sempre com as mais caras e modernas bicicletas, uma a cada semana, com o seu www em grandes letras.

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