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O Ouriço

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Casamentos por Conveniência

Faust Von Goethe 23 Abr 12

O organograma acima, a exibir brevemente no documentário "Os Donos de Portugal", onde se evidencia as relações de propriedade cruzada entre as grandes empresas Portuguesas, vem corroborar um estudo recente dos matemáticos Stefania Vitali, James B. Glattfelder e Stefano Battiston, ao nível relações de "casamento" e "parentesco" [a nível global] entre grandes empresas multinacionais. 

 

O spin-off effect deste estudo, publicado no artigo "The network of global corporate control" e transcrito no site Inovação Tecnológica, pode ser lido na forma integral a partir do site News Scientists

 

Boas leituras!

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300 mil razões

Francisco Cunha Rêgo 12 Fev 12

Ontem foram 300 mil pessoas dispostas a manifestar-se sobre as condições miseráveis de vida, que muitos sofrem desnecessáriamente e sem culpa nenhuma. Não conheço trabalhador por conta de outrém que, para ter um empréstimo, não tenha apresentado IRS actualizado e outras garantias reais que as Instituições exigiam como suficientes. Com raríssimas excepções, não assaltaram ninguém para ter casa, ou carro, ou..... Enquanto grandes jogadas financeiras foram feitas com recurso a expedientes, como colecções de moedas de valor duvidoso, que permitiram enriquecer mesmo sem quase nada fazer ou arriscar. Num tempo em que já não se pode dizer que é apenas o Partido Comunista a única origem dos protestos, corro o risco de ser herege dizendo que, hoje, o PCP é um dos poucos defensores lúcidos do capitalismo, ao defender que não é com ordenados de pobreza e pensões de miséria que se pode falar em vida digna, e que é necessário apoiar, não só com dinheiro mas com uma Política, os agricultores, os pescadores e a Indústria. É que estas condições afectam também a economia de mercado, onde o lucro faz mover tudo. Para além do trabalho, é o consumo que sustenta as empresas e os impostos. Excepto em regimes autoritários.

A Alemanha tem alguma razão nas preocupações, mas não nas receitas, pois os desmandos Estado/Empresas dos ultimos anos foram maus e vão custar a recuperar, por falta de rentabilidade, como o futuro já não esconde. A separação entre Estado e Igreja, exigida no passado por ser nefasta a ambas instituições, hoje tem equivalência na necessidade de separar Estado e sector privado. Os males da sua fusão estão à vista. Seria melhor ter, como nos EUA, uma politica clara para os lóbis e uma legislação forte, com a Justiça a funcionar, contra os monopólios que esmagam a livre concorrência.

Fazer ajustes de tesouraria apenas paga as despesas correntes. É preciso olhar para o horizonte e assumir os riscos de decidir o que maturadamente vemos que vai melhorar agora a vida das pessoas, que são quem faz as Instituições. No futuro, tudo o resto ficará de fora. A pobreza tem destas coisas. Não vai haver margem para os erros grandes que se fizeram, pois o risco é de morte. E o pior ainda está para vir. O débito só se reduz com crescimento económico, algo que ainda não acontece. A produtividade tem de andar de mão dada com investimento, para não se traduzir em nova escravatura. Para isso o Estado só deveria cortar no Orçamento depois que o sector privado, incluindo a Banca, fizesse os seus cortes de ajustamento e tivesse condições para crescer. Se os pratos da balança descem os dois ao mesmo tempo, então estamos a afundar. Ontem houve 300 mil razões para ver isso.

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