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O Ouriço

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Velhas inovações

Jack Soifer 28 Jun 13











Faz-me impressão como se mente por cá. As eólicas, por exemplo, que dizem ser uma inovação, já existem desde o tempo dos faraós a bombear água no Egipto. A Dinamarca usa-as para gerar luz há 40 anos.


As carrinhas eléctricas distribuem leite em Londres desde 1950. A GM vendeu um milhar de carros eléctricos há 30 anos, mas não trocava peças, pois o motor eléctrico não avaria, o escape podre não existe e é aí que ela tem o seu grande lucro. PME nórdicas fizeram milhares desses carros há 20 anos, mas as grandes travaram-nas. Na década de 40, a Suécia usou restos florestais para biogás em carros. Rudolf Diesel usou biodiesel em 1898; enquanto foi vivo, impediu o óleo mineral nos seus motores. O biogás, que aproveita dejectos e esgotos, é usado na Holanda há 30 anos para aquecer as quintas e há mais de 20 anos para gerar energia.


Em Israel, existe arrefecimento solar e até congelamento de peixe há 30 anos; e a fotovoltáica para iluminação há 40 anos. Na Califórnia, usa–se a energia geotérmica há 40 anos para aquecer e gerar electricidade.


Quando comecei a usar o skype, há 7 anos, havia 34 mil utentes paralelos. Hoje há mais de 17 milhões. O invento já existia há anos, mas as grandes telecoms impediam-no de chegar ao mercado. Hoje, impedem-nos de usar o que há de mais moderno e impingem-nos só aquilo que lhes dá mais lucro. É um cartel defendido pelos governos da UE.


Em vez do Light-Alfa de alta velocidade enfiam-nos goela abaixo o ultrapassado TGV, que a própria França cancelou. Em vez do tram-train suburbano, num túnel por baixo do centro e dos rios, enfiam-nos a ultrapassada terceira ponte. Em vez das novas estradas com três faixas metem-nos auto-estradas que só se justificam na Alemanha e França, com 60 milhões de habitantes e 15 vezes a nossa superfície. Desde quando mentir é inovação?

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Explosões solares

Jack Soifer 12 Out 12

 

 

 

 O site science@nasa tem bons relatórios. Em março, alertou para os efeitos das explosões solares, que nos trariam seca e calor. O ciclo de explosões aumentará e atingirá o máximo no 2.º trimestre de 2013. Mas há o lado positivo: aproveitar a energia maior ali gerada. Com mais vento e intensidade solar, quem tiver eólicas e paineis fotovoltaicos vai ganhar.


Há uns cinco anos, quando se autorizou a microgeração nas casas, a EDP contratou um péssimo serviço de registo que travou 300 mil interessados em produzir. Agora, quando já não há apoios, o registo é mais fácil.


Felizmente já começa a chegar ao mercado a moderna tecnologia fotovoltaica, muito mais barata, a PEME. Ao considerar que devemos reduzir as importações e que temos no país dezenas de indústrias que a poderiam usar, talvez seja hora de voltarem os apoios de então, por dois anos. Basta aumentar o imposto sobre combustíveis fósseis, como já se faz no Norte da Europa, para financiar esta substituição.


Com as grandes alterações na UE esperadas após a vitória de Hollande e a derrota de Merkel nas respetivas eleições, é provável que esta proposta seja bem vista pela Troika.


Para reduzir os desperdícios de energia, precisamos de um programa semelhante ao dos países do norte da Europa, no qual aumenta de forma exponencial o custo do Kwh consoante o consumo. Pois para os grandes consumidores, como indústias, centros comerciais, etc, compensa instalar sistemas alternativos. Se não o fazem, é porque agora pagam pouco, e assim podem desperdiçar.

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