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O Ouriço

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Constatei nos últimos dias nas redes sociais que muitos dos meus colegas ofício-alguns inclusivé que fizeram parte do meu percurso académico enquanto aluno de licenciatura-que não perceberam que o corte nos subsídios na função pública foram delineados para evitar despedimentos neste sector.


Com isto, a decisão do Tribunal Constitucional, conhecida na passada 5ª feira, pode vir a abrir uma caixa de pandora sem precedentes na democracia portuguesa, que o governo até agora evitou tocar pois esta poderá vir a implicar despedimentos colectivos na função pública. Tenho dito.

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Leituras de Economês #3

Faust Von Goethe 15 Abr 12

Recomendo vivamente uma leitura atenta e um pouco mais demorada ao post do André Barata no blog colectivo No Reino da Dinamarca, para perceberem como as actuais regras da FCT tendem a lesar de forma significativa, os bolseiros de investigação financiados por esta fundação pública. 

 

Nuno Crato e em particular, João Filipe Queiró, deveriam estar mais alerta para esta norma da FCT, a menos que defendam que a solução dos problemas do país-passe  [como recentemente aconteceu na Eslováquia e Bulgária] pela extinção do financiamento público à ciência e respectivo encerramento desta fundação.

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Instituto Superior Técnico em Risco II

Faust Von Goethe 4 Mar 12

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Nos anos 90 fui, por quatro anos, membro do Senado da Universidade Técnica de Lisboa, onde o todo-poderoso Instituto Superior Técnico impunha a sua agenda. Os seus dirigentes defendiam que um sinal de pugresso – termo da época para uma certa visão de futuro – era transformarem-se em mais uma universidade. Para tal, o IST ia movimentando os seus poderes e, não fosse a inteligência do seu corpo discente e docente rejeitando esse pugresso, chegaríamos aos dias de hoje com uma Universidade Técnico.
A anunciada fusão entre a Clássica e a Técnica não me motiva grandes considerações teóricas.
Ao invés, o objectivo invocado – resumido na ideia de constar no top 100 mundial –, revela a pobreza de um ensino superior acantonado no processo de Bolonha.
Secundarizada a produção de conhecimento e o ensino, as universidades são forçadas a determinar o seu caminho por critérios contabilísticos, reunidos pela terminologia neoliberal em torno da expressão “competitividade”. Esta “competitividade”, sabemo-lo de antemão, é sinónimo de propinas mais altas, despedimentos, menos investigação e produção de conhecimento e antónimo de qualidade. A anunciada fusão surge no mesmo mês em que o IST anunciou a suspensão de centenas de projectos de investigação e em que noutras faculdades foram agilizados processos de despedimentos.
Sendo o sistema académico de relações laborais particularmente rico em dependências e vassalagens, não será muito difícil prever que se acelerará o processo de depuração em curso, que exclui os que ensinam a partir da sua experiência profissional e dos que estejam demasiado distraídos na produção de conhecimento e investigação.

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Hoje, no i

 

 

Partilho em grande parte da opinião do Tiago Mota Saraiva do blog 5 dias.
Com o processo de Bolonha, passa-se mais tempo a avaliar do que propriamente a ensinar. Por outro lado, o actual modelo de financiamento vigente nas universidades portuguesas premeia a percentagem de aprovações e nunca a excelência dos alunos destas.

 

Esta é uma das razões que está a corromper o ensino de qualidade em Portugal, pois os institutos politécnicos, na eminência de não poderem competir directamente com as universidades na obtenção de fundos para investigação, investem no número de aprovações e posteriormente, usam estes rácios para promover a captação de alunos, já para não falar nos mestrados de bolonha.

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Instituto Superior Técnico em Risco

Faust Von Goethe 14 Fev 12

É de lamentar a situação a que está a chegar o Instituto Superior Técnico e em geral o ensino superior em Portugal. Em causa está o cumprimento de forma escrupulosa do decreto-lei nº32/2012, publicado anteontem em Diário da República, que impedirá instituições como o Instituto Superior Técnico, de assumirem compromissos a curto prazo por falta de disponibilidade financeira. 


Quem conhece a realidade das universidades Portuguesas sabe que as receitas próprias que estas geram são ainda insuficientes para que estas sejam totalmente independentes do estado. Por outro lado, o financiamento das universidades pelo estado tem sido de extrema importância para contratação do pessoal que trabalha em laboratórios associados, assim como para subsidiar de bolsas de iniciação à investigação, de mestrado, de doutoramento e afins.

 

Mais do que estar em risco a “prestação de serviços por um período indeterminado”, está em risco o emprego de vários bolseiros que trabalham em regime de precariedade. Acresce que esta medida pode inclusivé, a curto prazo, acentuar ainda mais o desemprego jovem.

 

A título pessoal, desejo que Nuno Crato assim como João Queiró (ambos matemáticos e pessoas sensatas) resolvam este problema de forma célere, de modo a se evitar uma eventual degradação do Ensino Superior em Portugal. 

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