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O Ouriço

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Leituras de Economês #3

Faust Von Goethe 15 Abr 12

Recomendo vivamente uma leitura atenta e um pouco mais demorada ao post do André Barata no blog colectivo No Reino da Dinamarca, para perceberem como as actuais regras da FCT tendem a lesar de forma significativa, os bolseiros de investigação financiados por esta fundação pública. 

 

Nuno Crato e em particular, João Filipe Queiró, deveriam estar mais alerta para esta norma da FCT, a menos que defendam que a solução dos problemas do país-passe  [como recentemente aconteceu na Eslováquia e Bulgária] pela extinção do financiamento público à ciência e respectivo encerramento desta fundação.

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Contra a Imunidade Parlamentar

Faust Von Goethe 31 Jan 12

 

Na Eslováquia hoje vota-se a questão da imunidade parlamentar. Como forma de promover esta questão, os 17 deputados do Partido da Liberdade e Solidariedade (SaS) despiram-se (literalmente) de preconceitos e cobriram-se apenas com uma faixa onde se podia ler o slogan:

 

"Vamos despir os parlamentares da sua imunidade."

 

Numa altura em que tem sido recorrente por parte do PS o debate sobre a transparência política, esta notícia vem mesmo a calhar. Seria o PS capaz de fazer algo do género? E os restantes partidos?

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Leiloado na Eslováquia Pintura de Hitler

Faust Von Goethe 30 Jan 12

 

 

De acordo com o diário Austríaco Heute, uma tela pintada por Adolf Hitler de 1913 intitulada "Sea Nocturnal", foi leiloada este domigo por 32.000 €.

Pode-se ainda ler no artigo que a tela na imagem acima era propriedade de uma família de um pintor Eslovaco, que segundo o marchand d'art Jarovav Krajnak, afirmam terem conhecido pessoalmente o jovem Adolf, quando o futuro ditador nazi se tentou estabelecer como pintor em Viena.

No ano passado, a casa de leilões já havia leiloado uma tela pintada por Hitler da colecção da mesma família a um preço de 10.200 €.

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 Para aqueles que têm acompanhado política europeia de há um ano para cá, não devem ter ficado surpreendidos com os cortes das agências de rating, cujo objectivo passa essencialmente por criar instabilidade social.

Há um ano atrás em Portugal, a desculpa para a crise era essencialmente devida à má gestão governativa, nunca se colocando a hipótese de nós próprios, enquanto nação estarmos a ser vítimas de especulação financeira.

Os últimos acontecimentos na europa no final do ano de 2011, que levaram à dissolução do parlamento da Eslováquia e respectiva convocação de eleições antecipadas, terminando com a queda de Papandreou na Grécia e de Berlusconi em Itália, provaram que afinal é mais do que irresponsabilidade política.

 

Está em curso o maior "roubo" do século XXI e a palavra democracia está em vias de extinção e prestes a ser substituida por uma nova corrente ideológica: O oligarquismo.

 

Porque andamos nós a lutar contra os políticos? Porque estes continuam a ir contra a nossa própria constituição para para agradar às agências de rating, empobrecendo ainda mais o povo?

 

Em jeito de reflexão, deixo-vos abaixo com um texto que escrevi na altura das eleições legislativas de 2011 para o blog causa monárquica, assinando como Nelson Franco, a pedido do meu amigo (e também colega de escrita aqui) Rui Monteiro. 

Espero com a reedição dar o meu contributo para uma reflexão mais profunda do momento actual, assim como reciclar o debate em torno das medidas que constam no memorando de entendimento assinado pelos partidos do governo e pelo maior partido da oposição.

Fico a aguardar pelo vosso feedback.

Uma Europa Bipolar: Um ponto de vista económico-futebolístico

Costuma-se dizer que em cada adepto de futebol existe um treinador de bancada. Acho que o mesmo se pode aplicar em época de campanha eleitoral: Todos têm na ponta da língua palavras chave como “restruturação”, “TSU”, “estado social”, “emagrecimento do estado”, mesmo sem saber ao certo como aplicar estes conceitos no contexto político-partidário.

 

Curioso constatar que a rivalidade norte-sul no que toca aos grandes clubes está extrapolar-se de forma massiva para as claques partidárias.
O jogo em si já perdeu o seu interesse pois já ninguém está interessado no verdadeiro jogo. Ao invés, os adversários preferem a agressão verbal com slogans com recurso exclusivo ao palavreado brejeiro e ao vocábulo provinciano. Já vale tudo dentro de campo, até dizer que há manipulação de decisões e votos.


Enquanto por cá se contam os tostões, lá fora joga-se o jogo dos milhões, sob a orientação do BCE.
Quem tem acompanhado esta liga dos milhões, já se deve ter apercebido que o BCE não tem implementado a melhor táctica no que toca à resolução do problema ao centro com a dívida soberana dos países do sul da europa. O fiscal de linha alemão também não tem arbitrado bem no que toca à lei da vantagem pois assinala “resgate financeiro”.

 

A estratégia do treinador BCE tem sido bipolar: se por um lado obriga a que seja feita defesa individual país a país impondo programas de austeridade severos, não aposta no contra-ataque baseado na baixa das taxas de juro e na compra de títulos de tesouro.

 

Quem se tem aproveitado desta falha de estratégia política europeia é o clube dos especuladores financeiros que à medida que a europa recua com a política do resgate, estes avançam com o aumento dos “haircuts” da dívida soberana, aumentando o risco de segurança para os nossos credores mensurável em termos de “credit default swaps”.

 

Ganhem os “Roses” o tri-campeonato ou os “Orange” voltem a ganhar ao fim de 6 anos de jejum uma coisa para mim está clara: Por mais que promovam crescimento económico, por mais que desçam a TSU, por mais que privatizem, o perigo de restruturação da dívida pública (o pior dos cenários dentro da zona euro) será sempre eminente a menos que esta Europa faça rapidamente aquilo que em futebol se designa por limpeza de balneário.

 

Em especial, os jogadores Alemães que em tempos ganharam prémios de jogo chorudos com a entrada do Euro, terão de se convencer que está na altura de darem parte dos seus prémios e assumirem nesta altura de campeonato as perdas em conjunto, de modo a evitar o fim do sonho europeu: Uma Zona Euro robusta.



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