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O Ouriço

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Artur de Oliveira 27 Jul 14






Fonte: Facebook

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O progresso da decadência

Francisco Cunha Rêgo 6 Abr 12

Os motivos que serviram para despedir a Monarquia em 1910, vão servir para regenerar esta República?

Ao contrário do que diz o preconceito da ignorância existente por cá, com os seus complexos de inferioridade que levam a desprezar quem tem elevação de espírito, como o monarca deve ter, devemos recordar que o nosso Rei D. Carlos não era um estadista anti-republicano, independentemente do que pudesse pensar. Tanto que o Partido Republicano existia e concorria a eleições, ganhando, por exemplo, deputados no Parlamento e a Câmara Municipal de Lisboa.

 

O grande Ramalho Ortigão, que a nossa intelectualidade menorizou talvez por ser mais directo na opinião do que o Eça, escreveu sobre o progresso da decadência no tempo do Rei D. Carlos I, referindo 'a decomposição da sociedade, contaminda lentamente pela corrupção política'. Escreveu ele que existiam, na altura como agora, 'a indisciplina geral, o progressivo rebaixamento dos carácteres, a desqualificação do mérito, o descomedimento das ambições, o espírito da insubordinação, a decadência mental da imprensa, a opinião temerosa e cobarde, o rareamento de pessoas exemplares, o abastardamento das letras, a anarquia da arte, o desgosto do trabalho, a irreligião e, por fim, a pavorosa inconsciência do Povo.'

 

Temos monarquias na Europa mais republicanas que a nossa República. É um erro pensar que, em Portugal, o Rei não é republicano. Basta ler o séc. XIX da História de Portugal. Ser Rei não é fácil pela responsabilidade, pelos amigos e pelos inimigos que cria, mas é uma forma de ter um Chefe de Estado independente das organizações politico-partidárias. Sabendo que o Poder Executivo deve sair sempre de eleições livres, e não de um monarca, no entanto a sua opinião deve estar sempre no coração do debate Político, tendo em conta que o dever do Rei é lutar até morrer pelo seu país, e a sua visão deve ser neutra e informada.

 

Esta meditação vem a propósito de estarmos na Páscoa e a Casa Real portuguesa estar ligada a Nossa Senhora, mãe de Jesus, ela sim coroada Rainha do Céu e da Terra, num país que dificilmente vê a descida do Espírito Santo, para que as pessoas se movam mais por esse Espírito, se animem pela Sua Força e sejam iluminados pela Sua Sabedoria.

 

O que me lembra a tortuosa junção de bens da Casa de Bragança numa Fundação, feita pelo regime de Salazar e prolongada até hoje, quando até a maioria das Herdades tomadas pela Reforma Agrária já foram restituídas. Escreverei sobre a Matéria noutra oportunidade.

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