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O Ouriço

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Fala-se em privatizar os Estaleiros de Viana do Castelo, como se isto resolvesse o problema que os afeta, igual ao de muitas outras empresas estatais. O dilema não é ser uma EPE, mas ter administradores políticos e não profissionais. Os atuais gestores bem precisam desses cargos, já que não conseguem auferir salários tão grandes no setor privado.

 

Nos países do Norte da Europa há muito mais empresas públicas do que por cá. E entre as mais eficientes, como a mina de ferro LKAB, e a empresa de telecomunicações Telia , ambas na Suécia. A Deutsche Bahn é outro bom exemplo.

 

O erro tácito é pôr no comando delas financistas ou advogados e não engenheiros, que conheçam o setor em que elas atuam. Há anos escrevi um artigo, a dizer que Portugal tem um enorme potencial em usar a energia das ondas e das correntes submarinas para produzir eletricidade. Há quase um ano mencionei que os Estaleiros de Viana têm excelente equipamento e pessoal para fabricar e até exportar algo.

 

A construção naval, com raras exceções, foi para a Ásia e a que aqui ficou na UE exige docas secas enormes que já foram construídas na Finlândia, Alemanha e Croácia. Não há como concorrer com elas. A manutenção naval também já tem ótimos estaleiros e perdemos uma boa oportunidade  com a fraca administração da Lisnave.

 

Assim, precisamos usar a capacidade das empresas públicas para inovações. As grandes EPE´s, devido à sua posição dominante no mercado, conseguem usufruir de taxas abusivas e podem desperdiçar os lucros em chorudos salários, o dobro ou o triplo do que ganham os administradores norte-europeus.

 

Privatizar sem regulamentar na prática, sem controlar os abusos oriundos da falta de concorrência, não resolverá nenhum problema. Isto não é reestruturar, é… o que se vê!

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