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O Ouriço

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Genocídio religioso

Helder Luis 6 Set 14

Nos últimos 11 anos a população cristã do Iraque, assim como de outras pequenas minorias, tem sido dizimada, há 11 anos eram 4 milhões, hoje são apenas 300 mil e estão perto de ser extintos. Os únicos que os protegem são os muçulmanos curdos que também têm sido tão atacados desde há tantos anos.

 

Os EUA são os maiores culpados, pois quando derrubaram Hussein deixaram o Iraque num caos aonde imperam os radicais islâmicos.

 

Os outros grandes culpados são obviamente os muitos milhares de radicais islâmicos, gente que não merece o oxigénio que respira, são tudo menos seres humanos.

 

Agora a pergunta que se impõe, porquê um silêncio tão grande do Vaticano em relação a este massacre? Porquê o silêncio da Europa? Porque não movem influências para proteger a população cristã do Iraque?

 

 

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O que há em comum entre Brasil e Europa?

Artur de Oliveira 21 Jun 13

Resposta: Protestos, políticos incapazes e uma sociedade civil emergente a preparar-se para integrar a governação num futuro próximo.



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Cristianismo no ano novo

Francisco Cunha Rêgo 2 Jan 13

A União Europeia recusa referir constitucionalmente as suas raizes cristãs. Esta recusa, que se tornou sistemática, vai ditar o seu fim, enquanto não houver novo sistema de valores, tão bom ou melhor. Restam os interesses, os quais, quando se tornam preponderantes, sempre deram cabo da Europa. Interesses há sempre, e valores também. Quando se nega uma das equações, deixa de haver equilíbrio e os excessos aparecem.
Em Portugal, por razões de decoro, na época de Natal deviam falar oficialmente à população apenas os líderes (políticos, religiosos,..) que acreditam no cristianismo (católico, protestante e ortodoxo) e na sua mensagem de Esperança, a única a ter sentido de ser lida nesta época. Todas as outras mensagens não valem uma missa. Como se viu.

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Conversa da treta #2

Mendo Henriques 11 Nov 12

A linguagem da treta sempre despertou a atenção de pensadores de todas as épocas. O Elogio da Loucura, de Erasmo, e o Gargantua e Pantagruel, de François Rabelais, são dois monumentos da literatura renascentista a zurzir nos disparates à solta, na loucura que periodicamente se apodera da mente humana. Bouvard e Pécuchet é um delicioso livro de Gustave Flaubert sobre os pequeno-burgueses armados de informação que decidem discorrer sobre os destinos da humanidade. Já no século XX, Acerca da Estupidez, do grande romancista Robert Musil e O Predomínio do Logro, do filósofo Max Black, narram o que sucede quando os cretinos querem tomar conta do mundo. Wittgenstein também dedicou muitos dos seus livros à identificação e combate ao non sense. Mas até surgir o livro de Frankfurt, ninguém se preocupara em elaborar uma teoria geral sobre este tema fascinante, definindo a estrutura da treta e as condições lógicas que a acompanham.

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Europeus, Burros e Elefantes...

John Wolf 30 Out 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O meu voto seguiu há dias. Procedi ao registo online na categoria de "eleitor residente no estrangeiro" e volvidos poucos dias, o meu boletim de voto chegava à minha caixa de correio electrónico. Assinei de cruz, e enviei por correio azul a decisão - a second term for Obama. Independentemente do resultado, uma coisa posso garantir, o furacão que assola os EUA é muito menos perigoso do que aquele que fustiga a Europa. A União Europeia revelou a sua linha de fractura, a clivagem norte-sul, o embate de placas tectónicas, uma discussão acesa entre Gutenberg e Júlio Iglésias. E daqui não descolamos. Há dias George Soros propunha que a Alemanha replicasse o tratamento dos EUA para com a Europa no período subsequente à II Grande Guerra. Ou seja, que um plano Marshall Alemão fosse aplicado aos países devastados pelo falhanço do projecto Europeu. Que uma espécie de soft power fosse exercida "sobre" os países periféricos. Um plano contrário à austeridade que se conhece, mas que não colocasse em causa os compromissos decorrentes da dívida, que seriam simultaneamente económico, financeiro e moral. A Alemanha, ao ser o bom da fita, decerto que granjearia os louvores dos países membros caídos em desgraça. Esta seria, concerteza, uma via alternativa. Um modo de validar o conceito de verdadeira união, uma União Centro-Periférica. Mas por que raio trago à baila as eleições Americanas? Porque nos EUA ninguém sonha em questionar o seu federalismo. Um contribuinte do Estado de Nova Jersey (que paga dos impostos mais elevados dos 50 estados Americanos) não põe em causa as decisões federais que levam à transferência dos seus "fundos e mundos" para um Estado mais pobre, como por exemplo, o Arizona. É esta a essência moral de uma federação - o pressuposto que as diferenças existem e que podem ser mitigadas. A poucos dias das presidenciais Norte-Americanas sinto mais naúseas pela situação Europeia do que o avanço de Mitt Romney nas sondagens. Mas devo dizer que esse avanço Mormónico não é coisa boa. Prefiro o espírito Quaker. O cream Quaker.

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O novo rosto de Espanha

Mendo Henriques 11 Out 12

 

A Espanha vai ter que adaptar o seu rosto, como, infelizmente, sucedeu à piloto MAria de Villota, agora que a Catalunha se quer separar. A Catalunha nunca deu grande contributo à Europa enquanto fracção do antigo reino de Aragão, com 4 milhões de habitantes . Integrada no reino de Espanha, atingiu o seu máximo potencial. Agora quer ser independente, criando  um conflito entre o direito à autodeterminação e o sentimento de pertença à Espanha. E convém não esquecer que foi a direita catlã - o PP de Aznar  e de Rajoy - que desencadeou na Catalunha o ataque ao rei Juan Carlos. Os esapnhois são mais juancarlistas que monarquicos. Se atacarem o rei, volta-se ao conflito civil entre espanhóis. talvez venha ser tão mau para todos como o acidente de Maria.

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"We the European People"

John Wolf 28 Set 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

On the eve of a mass street protest organised by the CGTP (the main Portuguese workers-union), Lisbon remains under the cloud of uncertainty. The Eurozone has become a gross liability - a Worryzone. The founding European Community Treaties and the ensuing European Union had wished to place a heavy stone over the catastrophic past. The one that killed. The one that maimed. The political past that showed off the extremities of ideology, left and right. The world wars that sowed serious conflict amongst countries that allegedly shared a common fate, and that should never have engaged in rumblings in the first place. But all of that has been dragged to a department of loss, distant from the challenges of the present. Perfectly inadequate. The negative track-record was understood as being sufficient to start all over again. To build the very opposite -  a fortress of peace and prosperity. Something undeniably positive. But the unthinkable has happened. 50 years of European political and military peace ignored the brewing of a much more serious form of malaise. A social and economic pathology that is transforming the lives of European citizens and the grand vision of Europe. For the very first time, the peoples of Europe are shaping something new that will set the tone for a natural revolution. The current form of political constituencies and legislative representation will have to be deeply revised. A common language is being perfected on the streets of protest. Some kind of common ideal of sufficiency is being conveyed in a manner that no politician can ignore. Europe seems to be having its very own moment of bliss -  "we the European people".

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Queridos Estados Europeus:

Estive hoje a rever o episódio do Polegarzinho, de Charles Perrault. O Ogre tinha sete filhas que eram ainda crianças. Eram as sete ogresinhas muito bonitas, mas comiam carne fresca como o seu pai, com uma boca muito grande, e dentes muito afiados ( tsss..... tsss.... tsss... estas histórias para crianças do séc XVII eram mais terríveis que os videojogos de agora) . Mas depois de várias peripécias o polegarzinho com os seus seis irmãos escapou das garras dos ogres. 

Agora, queridos estados, o que me ocorreu é que os banksters são a versão financeira pós-moderna dos ogres e das ogresinhas. Não sei se o Ogre grande é a Reserva Federal Americana se o Banco Central Europeu, se os fundos asiáticos do yen e do reminbi. Vou-me informar.

As oigresinhas são tal e qual os bancos nacionais e a nomenclatura política que lhes serve de mordomo, como o nosso querido ex BPN e a querida Gescartera em Espanha e o Barclays inglês e toda essa capanga que anda a colpasar aos poucos. Se soubéssemos porquê, seria o colapso, como diria o inolvidável e querido Oliveira e Costa, um dos nosso bansksters do PSD que anda por aí entre os pingos da chuva. Como o querido Dias Loureiro. E homem com nome de filósofo que foi para Paris. Mas sei, meus queridos, que os banksters só sairão de jogo à força. Cortem-lhes a cabeça com novas regras, condenações em tribunal, e encontrões na praça pública. A começar pelas ogresinhas. Só assim a raça acaba. Andam a querer atirar 99% da população europeia para uma servidão pior do que a da gleba. E eu dei por mim a pensar: enquanto não encontrarmos o Polegarzinho que acabe com a raça dos banksters, não vamos lá.

 

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Querido Revoltado 

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Leituras de Economês #9

Faust Von Goethe 29 Jun 12

 

 

Boas leituras!

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Queridos Estados:

 

Reparei esta manhã de 29, que estiveram muito entretidos até de madrugada, a preparar um documento em financês que acalmará por 24 horas os mercados financeiros e completamente insatisfatório para todas as pessoas saudáveis sem paciência para os donos das finanças.

 

Eu até acho o desenlace divertido porque os dois queridos estados que bateram o pé no Conselho - Itália e Espanha - são as duas nações que se vão bater com o pé no Domingo  naquele campeonato de onde o querido Portugal ja saiu. Eu como revoltado, já tinha expresso o que pensava do assunto. E, ao sairmos do campeonato, felizmente voltámos à realidade, e até saímos de uma forma que nós conhecemos porque aquilo de perder ao não marcar penalidades é assunto bem nosso conhecido por causa do dr. Isaltino Oeiras ( ele chama-se mais ou menos assim) e da dr.ª Fátima Felgueiras ( essa acho que é mesmo). 

 

Isto de a Europa ser uma querida associação de estados exige tratamento igual para todos. Mas não. Os queridos estados estão muito viciados pela doutrina do velho Hobbes. Digo velho porque viveu até aos 90 anos, protegido pelo Deus que trata dos borrachos, das crianças e dos ateus. Ele é muito conhecido por um livrinho de seiscentas páginas chamado Leviatã em que as últimas duzentas são a dizer mal da Igreja Católica como o reino das trevas porque era um anglicano fanático.

 

Mas o que conta aqui, queridos estados, é que no capítulo 13 do The Elements of Law o tal de Hobbes diz que sendo todos os homens iguais, a luta é inevitável porque estão em competição e desconfiam uns dos outros. Alguns têm prazer em contemplar o seu próprio poder nos actos de conquista, que levam mais longe do que a segurança permite. E esses gloriam-se do seu poder; a sua alegria consiste em comparar-se com outros homens, e nada mais desejam do que a sua própria eminência".

 

Ora, queridos estados, era aqui que eu queria chegar. Quando se perde a tranquilidade de ânimo, a criatura cria a imagem da sua própria omnipotência, querendo ultrapassar todos os outros, de modo a não cair na ansiedade. Afinal, o querido Hobbes criou um ranking: disse que a vida humana pode ser comparada a uma corrida. Mas nesta corrida não temos outro objectivo, nenhum outro prémio, que não seja ser o primeiro. Ser constantemente ultrapassado é miséria. Ultrapassar constantemente o seguinte, é felicidade. E esquecer a corrida, é morrer. " E isto parece-me um mau conselho, para pessoas e para estados. [1]

Assim não vamos lá, 

 

Ass.

Querido Revoltado



[1] Thomas Hobbes, The Elements of Law, Natural and Politic, ed. Ferdinand Toennies (Cambridge: Cambridge University Press, 1928), pt. I, cap. 9, sec. 21.

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