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O Ouriço

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Teoria do Caos

John Wolf 25 Mai 12

 

 

Sem rodeios ou cavalgaduras poderemos afirmar, que estamos a viver numa época dominada pelo caos. Não falo da Teoria do Caos que foi avançada por Paul Feyerabend, um importante filósofo austríaco que contribuiu para a discussão em torno dos pressupostos do conhecimento, da ciência e os princípios lógico-indutivos tidos como sagrados. Essencialmente, este autor postula que as teorias anteriores não devem ser validadas por novas abordagens e, nesse sentido, a metodologia científica deve ser posta em causa. Este encadeado axiomático vem a propósito do caldeirão conceptual em que nos encontramos, à mercê de bruxedos e feiticeiros, que vão agitando uma colher num imenso caldeirão de contributos e contradições, a maior parte, como é natural, proveniente da teoria económica e social recente ou contemporânea. A substituição de um paradigma por outro melhor parece ter dado o melhor de si numa concepção rígida de substituição de uma engrenagem por outra. A revolução de paradigmas "inventada" por Thomas Kuhn encontra agora um adversário temível. À luz da escuridão da crise que atravessamos, uma extensa ementa de remédios foi colocada em cima da mesa, sem que haja um impacto material, uma consequência positiva no esclarecimento dos decisores. Uma emenda decisiva. Na amálgama de vontades encontramos o estímulo, a austeridade, a subida e a descida de impostos, a regulação e a desregulamentação, a ideologia dogmática ou vestígios da mesma, a integração, a ruína, o proteccionismo, o monetarismo, a falibilidade, a credibilidade e promessas e mais promessas, tornadas mais vãs a cada dia ou cimeira que passa. Somos meros espectadores de diversos ensaios (incluindo este mesmo, redigido em português!), sem que um guião definitivo possa ser aclamado. A expressão "new normal" criada por Bill Gross, adequa-se de um modo apropriado a esta ideia de corrente e contracorrente, de agridoce, frio ou semifrio, de fusão e confusão. Esta incerteza existencial está a validar cada vez mais um velhinho ditado; uma no cravo outra na ferradura. E é isso, sem dúvida. Vivemos sob os auspícios de uma mula desconcertada que gira em torno de uma nora, uma norma desconhecida. Valha-nos algo.

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