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O Ouriço

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Austeridade- A saga continua

Artur de Oliveira 25 Fev 13

 

 

 

 

O governo tem consciência que neste próximo sábado vão haver manifestações por todo o país e na diáspora portuguesa...

 

O Executivo do Triunvirato de Passos, Relvas e Gaspar irá lutar pela sua sobrevivência e credibilidade, apelando a prazos maiores junto da Troika quando for o 7º avaliação.

 

O problema não será tanto os cortes na despesa em 4 milhões, mas onde irão aplicar exactamente essa medida.

 

Esperemos que não se opte pela cosmética do costume, ou seja, a política dos vistos na checklist do memorando da troika.

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O Reino da Sociedade Civil I

Artur de Oliveira 19 Jan 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sinto-me revoltado perante toda a austeridade e desigualdade social que vejo à minha volta todos os dias. Mas a minha revolta não é igual àquela que é pregada pelas “extremas” (direita e esquerda, conforme, mas quase indo dar ao mesmo). Essas, são as mais oportunistas, e têm particular prazer em apontar o eminente colapso desta espécie de pseudo-democracia em que vivemos como se fosse prova cabal da veracidade das suas ideias totalitárias.
Este estado tão negro de coisas faz com que seja urgente fazer um esforço de união nacional e de procura de soluções para Portugal. É necessário abandonar de vez a política de brandos costumes que nos caracteriza há tantos e tantos anos. É pena ver um povo com um passado tão heroico quanto o nosso estar sujeito aos vilipêndios e humilhações que temos vindo a ver acontecer.
Considero que as manifestações que temos assistido, ao longo dos últimos 6 meses, são muito importantes e revelam que a cidadania pura, sem mediação partidária ou política, está a dar os primeiros passos em Portugal. Contudo, é ainda preciso, para que esta cidadania ganhe mais força, vencer obstáculos e o poderoso lobby partidário através de acções concretas, seja na rua, seja nas redes sociais, na blogosfera ou em outros campos de actuação, o que constitui, só por si, um desafio considerável.

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Sobre as manifestações

Artur de Oliveira 26 Nov 12


Para que as manifestações corram bem e a sociedade civil se una de verdade é necessário fazê-lo com consciência, sem violência, e em grande número. Este vídeo esclarece como e  é necessário vê-lo até ao fim.






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Música que Pica #29

Faust Von Goethe 1 Out 12

Acorda Portugal!, é uma música de autoria de Cristina Massena. Para além de cantautora, Cristina Massena é licenciada em arquitectura. Actualmente encontra-se desempregada...

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O Estado da Nação

Faust Von Goethe 21 Set 12

 

Tenho tentado ao máximo evitado fazer críticas, que não sejam construtivas aos actuais líderes do governo, em particular ao CDS/PP pois retirando o poder do seu líder Paulo Portas, os restantes ministros não têm um grande peso político no actual executivo. Nem nas secretarias de estado.

 

Como forma de contrabalançar com as actual conjuntura política, decidi rever o vídeo de encerramento do debate sobre "O Estado da Nação", em que Portas afirmou que “Portugal estar melhor no final desta legislatura do que estava no início desta legislatura”. Quem ouviu as palavras de Portas há um mais de um mês ficou com a esperança de que o que estava a ser feito estava-ou ainda está-a valer a pena.

 

No entanto, a conjuntura actual não valida grande parte do discurso de Portas. É verdade que os problemas dos juros da dívida e da bolsa de valores se estão a resolver. Mas este optimismo desmesurado não se deve às medidas do Governo, mas à mudança do paradigma da Europa para enfrentar a crise. As soluções apenas vieram após líderes como Mário Monti terem batido o pé a Angela Merkel naquela célebre madrugada do pós europeu de futebol em que Itália cilindrou a Alemanha por 2-0. O eventual desastre espanhol que conduziria ao afundamento de Espanha-que deve formalizar a sua pedida de ajuda externa aos membros da UE-apenas contribui ainda mais para o pragmantismo das medidas tomadas.

 

Recentemente, Mario Draghi decidiu tomar as rédeas da liderança do Banco Central Europeu e, mesmo contra as objecções e reservas do Bundesbank, jogou um trunfo forte com vista à salvação do euro. Do primeiro-ministro e ministros de estado desconhece-se qualquer tomada de posição a nível externo. Apenas ouvimos declarações tímidas às recentes medidas tomadas pelos nossos parceiros europeus.

 

A nível da política doméstica, o slogan "A nossa credibilidade é a nossa margem de manobra” mencionado por Portas no debate do estado da nação não passa de mero ruído de fundo, ou se quiserem, soundbytes. Mais austeridade que vem a caminho continua a penalizar quem mais trabalha assim como os pequenos aforradores. Por outro lado, a actual proposta para a mexida na taxa social única contempla apenas as empresas que têm um número elevado de trabalhadores.

 

O ónus do modelo de ajustamento Português assenta essencialmente nas exportações. E a criação de postos de trabalhos a curto prazo passará essencialmente pelas empresas exportadoras. No entanto, sabemos que empresas que têm um número elevado de mão-de-obra, apenas algumas exportam. E é provável que que sejam estas as que mais irão contribuir para melhorar o desempenho da balança comercial. No entanto, a flexibilização do mercado laboral acordada em concertação social-a lei do chinelo como alguns analistas a apelidaram-fez com os custos salariais baixassem significativamente. Já se trabalha portanto mais por menos dinheiro.

 

No que toca à saúde, custos salariais com médicos, enfermeiros e profissionais de saúde, em geral, ficaram também mais baratos. O encerramento anunciado de unidades hospitalares como a maternidade Alfredo da Costa assim como a fusão entre as unidades hospitalares do Hospital da Universidade de Coimbra com o hospital dos Covões mostram-nos claramente que, atendendo à qualidade dos nossos hospitais, que o futuro do Sistema Nacional de Saúde passará essencialmente pelo turismo [de saúde], o que poderá não ser mau de todo.

 

Tal como Portas [e Gaspar], acredito que dentro de um ano teremos a balança comercial equilibrada. No entanto, a tendência de queda acentuada do poder de compra a nível interno, irá fazer disparar as falências e o desemprego. Por conseguinte, a diminuição do número de trabalhadores a descontar irá aumentar as despesas com a segurança social. Logo, a probabilidade de não cumprirmos com as metas do défice em 2013 é bastante elevada. Em termos gerais, esta é uma das conclusões que se pode retirar após ler o Global Outlook para o quarto trimestre do banco [francês] BNP Paribas.

 

Já se percebeu pelas declarações de Vítor Gaspar que o povo- ou melhor, as cobaias- irão sofrer ainda mais com a actual teoria de choque. Quem esteve na manifestação do passado sábado constatou que muitas delas já estão desesperadas, outras em risco de perder o abrigo e muitas outras em risco de passar fome. Algumas já gritam umas com as outras, outra(s) se tentaram imolar - como o caso do jovem de 20 anos em Aveiro. Tudo isto fruto do aumento da agressividade que em nada contribui para o clima de paz social e muito menos para a imagem que passamos além-fronteiras.

 

Pelas recentes declarações de Gaspar-que recentemente esteve em Berlim com o seu homólogo alemão-o espectáculo parece ter sido interessante, porque o modelo [capitalista] por ele defendido com o patrocínio de Schaube requer [muita] competição e agressividade. Prova disso é que o seu homólogo continua a esfregar aos mãos de contente perante a possibilidade de se confirmar a teoria de que "ser bom aluno" é que realmente compensa.

 

Não interessa portanto se pelo caminho, vão morrer muitas cobaias, pois todos estes sacrifícios desmesurados são em favor da ciência [económica]. Com os elogios da Alemanha a Portugal, resta saber se o prémio por tal proeza será uma estátua em homenagem ao patriotismo [de Portas e de outros tantos], tal como fizeram os soviéticos aos [pobres] cães de Pavlov.

 

*Texto publicado no site do Instituto da Democracia Portuguesa.

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Polícia para quem precisa

Artur de Oliveira 23 Mar 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tenham dó...

Ana Firmo Ferreira 23 Mar 12

 

Depois de o editorial de hoje da Ana Sá Lopes, sinto que não existe muito mais a dizer. Afinal, quais são os critérios para se ser  agente da PSP? Alguém me esclarece? Porque pelas atitudes que tomam, parece que se resume a uma questão de massa muscular. O QI certamente ficou de fora dos critérios.

 

Peço desculpa se estou a dramatizar e a generalizar, mas a situação de ontem revoltou-me, como há muito não me revoltava.

 

Ora bem, vamos analisar os factos, temos uma patética (mini) greve geral, que foi um autêntico flop. Que no máximo mereceria uns oráculos de telejornal. E o que é que a PSP decide fazer para animar a malta? Dar bastonadas em jornalistas, uma delas da France Press.

 

Acontece que para a organização e para os arruaceiros que por lá andavam (sim, note-se que não estou a falar de quem se manifestava pacificamente pelos seus direitos, mas dos palermas que lá andavam sem saber bem porquê) esta greve não podia passar despercebida - o que é que se pode então fazer?

- Vamos provocar confusão à la Grécia - porque é tão giro e aparecemos na televisão e no youtube - e provocar desacatos com a Policia.

 

Estes desacatos levam-nos à intervenção policial - que faria todo o sentido se fosse feita de forma reponsável, de modo a garantir a segurança dos cidadãos, o que não aconteceu de todo. Tratou-se simplesmente de um espetáculo de força bruta, imposição de autoridade estúpida e violência gratuita.

 

Será que não concebem o prejuizo que causaram a Portugal? 

 

Será que não conseguem perceber que estavam a atacar - é mesmo a palavra - de forma despropositada os manifestantes? Não percebem o conceito de desproporcional? 

 

Será que não entendem que os tipos com camâras são jornalistas? E que estão apenas a fazer o seu trabalho?

 

Tenham dó...

 

Posto isto, estou intrigada sobre o nível de inteligência das nossas forças policiais. Não perceberam que estavam a ser provocados e que cairam que nem uns patinhos a dar espectáculo?

 

Não perceberam que esse espectáculo iria ecoar nos países em redor e prejudicar gravemente a nossa imagem, detruindo todo o trabalho que tem vindo a ser feito, com tanto sacrificio dos Portugueses?

 

Não consigo conceber qual é o objectivo de destruir a nossa imagem - de país estável e  cumpridor, que está a atingir as metas definidas - e transformar a percepção da opinião pública internacional sobre Portugal, como que se tratasse de um país instável e de arruaceiros, tal e qual a Grécia.

 

Todo o caos e instabilidade que "de repente" assolou o país é provocado por meia dúzia de arruaceiros, forças policias incompetentes (para não dizer mais) e pela intersindical comunista. É simples.

 

O giro de tudo isto, é o facto de neste momento essas imagens estarem a correr mundo, comparando-nos injustamente à Grécia. Quando na realidade a "grande greve" foi um flop e a maioria dos Portugueses, que continua a apoiar o governo, estava nesse momento nos seus locais de trabalho, a fazer a sua parte para tirar Portugal da crise.

 

 

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O Povo é Sereno

Faust Von Goethe 13 Fev 12

"
No dia 9 de Novembro de 1975, PS e PPD, secundados por CDS, PPM e PCP de P-ML, convocaram uma manifestação de apoio ao VI Governo Provisório e ao primeiro-ministro. O Terreiro do Paço encheu-se mas ninguém recordaria hoje o facto (todos os espaços se enchiam, dia sim, dia sim…) sem as granadas de fumo e de gás lacrimogéneo que deflagraram (mais alguns tiros) durante o discurso de Pinheiro de Azevedo contra as forças à esquerda do PS. 

De autoria não muito clara e objecto de acusações cruzadas, foi susto para muitos e gáudio para quem não apoiava a dito VI Governo – as granadas de gás lacrimogéneo funcionaram comohackers numa versão anos 70…
"
Tudo isto em vésperas da independência (pouco pacífica) de Angola e do cerco à Assembleia, levada a cabo por operários da construção civil em greve.
O quotidiano era tudo menos monótono e nem dá para imaginar como teria sido se já existissem então Blogues, Twitter e Facebook!... E como pareceria surreal se alguém tivesse previsto, nesse dia, que exactamente 14 anos mais tarde cairia o muro de Berlim...

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