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O Ouriço

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Blogar em tempos de crise

Faust Von Goethe 19 Abr 12

Escrever sobre a crise que se vive em Portugal pressupõe, por parte daqueles que opinam, algum enquadramento, imparcialidade bem como algum distanciamento das ideologias politico-partidárias. A crise actual, pela sua complexidade, tem exigido de nós [bloggers] um maior esforço intelectual, para tentarmos esmiuçar, perante os que nos acompanham, os meandros da crise e do que pode aí vir, o que nem sempre tem sido fácil.

 

A cada dia que navego pela blogosfera, fico a sensação que a cobertura desta crise assim como a previsão dos vários cenários falhou redondamente. Falhou, logo desde início, ao se pactuar com a “versão oficial” do Governo e dos economistas do regime, com o discurso do “medo” que o governo começou por “passar”, levando a que aceitássemos, sem objecções, as drásticas medidas que nos estavam a ser impostas.

 

Houve um deslumbramento inicial da blogosfera pela troika e pelas promessas [incipientes] deste [novo] governo- o governo falava e os bloggers ouviam e reproduziam mimeticamente a mensagam, sem vacilar. Demorou algum tempo até que a blogosfera reagisse, ao questionar a eficiência das medidas de austeridade. No entanto, com o agravar da crise e com a percepção do cenário global da crise do euro, as opiniões mais antagónicas de alguns bloggers começaram a fazer sentido e a passar, opiniões essas que começam a influenciar os restantes bloggers, da esquerda à direita.

 

Esta crise veio revelar a faceta egoista do ser humano, que direcciona a sua acção para maximizar os lucros com o menor esforço possível, descurando aspectos fundamentais como a solidariedade e a soberania.

 

Continuam a ganhar os agiotas e os especuladores, pois a ganância dos economistas e políticos continua a cegá-los de tal modo que estes continuam impotentes para prever e impedir que os ditos cujos, nos continuem a fazer tanto mal.

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Corte e costura orçamental

John Wolf 19 Fev 12

A ampulheta Grega tem vindo a ser virada e revirada, sem que se esgote a expectativa e haja um desfecho decisivo. Nesta altura do drama, os visados, fustigados que estão pela espera, desejam fechar um capítulo. Desejam uma mensagem "terminal", seja ela qual fôr: má ou péssima. Por razões de saúde mental a Europa precisa de uma resolução (revolução) inequívoca. Os cidadãos da Europa, e em particular aqueles dos países sob o feitiço da Troika, vivem a medo, na longa travessia da agonia que não atraca. A poucas horas de Segunda-feira sabemos que o segundo pacote de ajuda Grego está a ser ultimado nos estaleiros de Frankfurt e que a remessa está dependente de um corte orçamental, de natureza técnica, mas com peso suficiente para fazer pender um dos pratos da balança. O que me causa alguma estranheza na aritmética negocial, diz respeito aos valores em causa. Num dos cantos do ringue de boxe, para mais uma ronda decisiva de combate, apresenta-se o pacote de ajuda financeira de €130 mil milhões e no canto oposto uns míseros €350 milhões de cortes orçamentais encontrados à última hora pelos "administradores" Gregos. Há algo que não bate certo no veículado pelos media no que diz respeito às contas. Sabemos que a Alemanha e França detêm uma maquia assinalável de dívida Grega, e daí que hajam contas extra-soberanas a entrar nas colunas do deve e haver. O envolvimento do sector privado, e o modo como estão pelo pescoço em detrito financeiro, é a prova irrefutável que há muito, as soberanias dos estados e os fundos soberanos dos estados foram postos em causa. Estes alfaiates não me convencem. Há qualquer coisa de errado no corte e na costura orçamental.

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