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O Ouriço

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Abstenção vs Voto Obrigatório

Artur de Oliveira 28 Jan 16

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Quem venceu as eleições presidenciais de 2016, ao contrário do que todos pensam, não foi Marcelo Rebelo de Sousa, mas sim a abstenção com 51.16% dos votos. Não seria de admirar que face a estes resultados, os paladinos do regime republicano um dia queiram seguir o exemplo do Brasil e obrigar as pessoas a votar por forma a manter o estabelishment feudal partidocrata. Certos escritórios de advogados pertencentes a alguns deputados, ou a sócios, compadres e de clientelas dos mesmos esfregariam as mãos de contentes com mais um contrato chave na mão de outsourcing para se elaborar legislação antidemocrática e ás custas de quem? De nós, os cidadãos, como é lógico. Caso surja essa ideia, é sinal de desespero do regime actual, a república do centrão de baixo. Se por acaso esse plano vir a luz do dia, os barões do regime deviam primeiro seguir o exemplo do Brasil sim, mas no voto electrónico e não em coagir os cidadãos a votar. Se querem que votemos, é simples, pensem mais nos cidadãos nas vossas estratégias políticas e menos nos vossos amigos dos amigos. É caso para dizer que não estamos numa res publica, mas sim numa res privada com sabor a corrupção e cheiro a nepotismo bacoco. Só a cidadania activa é que pode apoiar uma governação mais justa e logo democrática, sem amarras de ideologias atrasadas que mais não servem para dividir e conquistar.

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A tragédia greco- mundial

Artur de Oliveira 16 Jul 15

A actual situação na Grécia abriu um precedente que poderá ser igual ao que foi iniciado com o assassinato do Arquiduque Francisco Fernando, que originou o I Genocídio Mundial e a sua sequela inevitável. Só que aí matou-se um representante de um povo, agora mata-se um povo aos poucos com balas em forma de €. A situação pode parecer mais leve a certos eurocratas e sponsors oligárquicos, mas não nos esqueçamos que esse território faz fronteira física com a Turquia e de influência com a Russia e daí advirão consequências imprevisíveis. A ganância faz destas coisas, cega. E não me refiro somente ao Sr. Ministro das Finanças germânico, mas á república grega que sempre isentou os armadores e outras elites de impostos e pô-se a jeito. Pobre povo grego, pobre Europa. As sociedades civis europeias que ajam com inteligência e formem movimentos e partidos cidadãos ou que tentem influenciar as suas multinacionais de esquerda e direita (aparentemente tão diferentes e tão iguais na hora do vamos ver) para a cidadania e não para a oligarquia, exigindo justiça social e criminal, pois a corrupção é quem mais ordena essa pode talvez originar um Genocídio III, porque a alternativa aos neoliberais de (esquerda e direita convencionais) e aos cidadãos unidos são as extremas direitas e extremas esquerdas e o resto já se sabe. Vamos reabrir os livros de história?

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Marinho e Pinto é o novo fenómeno de popularidade, o novo Senhor Sociedade Civil. O independente que conseguiu com que um pequeno partido tivesse ganho dois eurodeputados. O facto é que este senhor, como acontece com certos provincianos donos de café de esquina com origens humildes, mal se viu eleito já anda a dizer que pode vir a ajudar PS ou PSD nas legislativas. Não se entende como é que um independente do Movimento Partido da Terra já ande a falar como se fosse o líder do partido. Será que foi autorizado para fazer isso? Mais, como é que se pode confiar numa pessoa que acena á direita e esquerda como se fosse um catavento e que até chegou ao cúmulo de visitar um líder neonazi á prisão defendendo que ele não devia estar preso pela sua ideologia quando Mário Machado foi preso sim por usurpação de funções e ofensas á integridade física, entre outros crimes. Se o público feminino soubesse que hà uns anos atrás Marinho e Pinto também defendeu que a violência doméstica não devia ser crime público, aposto que ele não nem metade dos votos que teve. Assim se prova como quem pensa que é a cabeça, o líder da sociedade civil acaba sempre integrado no sisema que diz combater. É muito fácil gritar, espernear com as palavras que os cidadão gostam de ouvir, mais difícil é ser coerente em atitudes. Nós, cidadãos merecemos um conjunto de pessoas que nos defendam e tenham soluções para romper com a actual governação oligárquica partidária e económico-financeira e não de um líder que dance com Deus e o Diabo.

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Ideologias leva-as o vento

Artur de Oliveira 29 Abr 14

Há casos flagrantes em que se vê que ideologias aparentemente opostas podem-se misturar ao sabor das conveniências. Eis como a era das ideologias está a findar para dar lugar à era da cidadania. Os sinais parecem pequenos e absurdos, mas para começar um incêndio, basta uma pequena chama.

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As últimas semanas têm sido férteis em notícias sobre as próximas eleições europeias. Desde novos partidos que se anunciam aos cabeças-de-lista dos partidos habituais que ficamos a conhecer.

No meio de todo este noticiário o Partido Socialista apresentou uma proposta de lei sobre o voto electrónico da autoria do deputado José Magalhães, que inclui uma tentativa de resolução do litígio, que opôs a Comissão Nacional de Eleições (CNE) ao Regulador dos Media (ERC) nas últimas autárquicas, a propósito da realização dos debates eleitorais.
Em Democracia, informar, ser informado e estar informado são partes de um todo que chamamos direito a informação que assegura um outro princípio, o da liberdade (responsável) de Imprensa.

Estes Princípios enformadores da Democracia são tão importantes quanto o voto electrónico – que permitirá a participação de muitos abstencionistas contra vontade – e por isso merecem por parte dos legisladores todo o interesse e celeridade para alterar leis que datam dos anos da revolução, quando a Internet era um segredo de estado (norte americano) e a fibra óptica um processo inovador e caro de transmitir informação.

Hoje é impossível conceber eleições sem informação e sem debate de ideias. Este é o ponto fulcral para assegurar o acesso aos meios de difusão pública. Difundir ideias gastas e caducas, só por que sim, conduz ao cansaço, ao descrédito e ao abstencionismo; difundir ideias inovadoras e capazes de mostrar caminhos para o futuro, com alternativa, realidade e esperança, conduz à vontade de participar, ao voto.

Esta tem de ser a visão nuclear do problema que se põe aos políticos e a que os editores de jornais e revistas, radiodifusores e produtores de informação digital não podem ficar alheios.

A solução encontrada no caso das autárquicas - a não realização de debates - é contra a natureza da democracia; os filósofos sabem que a grande e desordenada quantidade de ideias e informações conduz a um caos, que obriga a uma entropia que não pode ser regulada, tem de ser mediada e estruturada de acordo com os interesses dos cidadãos.

Esse é o desafio que deve conduzir a um modelo equilibrado e razoável de utilização do tempo de emissão de rádio e de televisão e do espaço de edição, seja analógico seja digital.

A natureza e a importância das coisas sobrepõem-se sempre à construção forçada de soluções: o debate que há anos põe frente a frente num canal de televisão Assis e Rangel (cabeças de listas, candidatos às próximas europeias), já fazia parte de uma campanha eleitoral ou as eleições são apenas um dos temas da política que os dois protagonistas têm de analisar?

Se a miopia reguladora não muda, o canal de televisão em causa poderá ainda ser obrigado a conceder aos outros cabeças de lista para as próximas eleições europeias o absurdo das mesmas horas de emissão, que ao longo do tempo concede aos dois políticos em causa?

Que se cuide a Democracia, pois nada há mais difícil do que procurar um caminho com quem não quer ver…

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Sobre o colapso de um país

Artur de Oliveira 9 Mar 14








A partir do momento em que não se encoraja a natalidade e se incentiva a juventude a emigrar num povo envelhecido, só se demonstra a péssima qualidade dos nossos políticos e que estamos perante uma república niilista. A gestão danosa dos dinheiros públicos e a subserviência a juros usurários de uma dívida duvidosa e odiosa por parte dos governos da III República mataram este país. As oligarquias fizeram o que quiseram e a sociedade civil não reage. Até quando não nos organizamos em manifestações inteligentes, apresentando candidaturas independentes exigindo paridade de direitos com as dos partidos em termos legislativos e quando é que os militantes dos partidos resolvem dar um banho de democracia e cidadania aos seus respectivos movimentos e exigir uma chefia de Estado isenta de lobices, partidices e oligarquices?

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Sentido de Estado XIV

Artur de Oliveira 3 Mar 14

















«Podia-se pôr na lei que um candidato a Presidente da República, ou a Presidente de Câmara, ou a um cargo público importante tivesse de fazer testes médicos e psicotécnicos antes de ser candidato. Estou convencido que tivemos governantes em Portugal que teriam chumbado nos testes psicotécnicos, alguns bem recentes. Fazer testes de cultura geral também é muito importante. Criou-se em Portugal clubes políticos, no qual não é muito fácil ser-se sócio, é muito difícil subir lá dentro, e só aquela elite que lá está é que escolhe os candidatos. E, aí, cria-se a distorção do que é realmente a democracia».

D. Duarte de Bragança

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Sentido de Estado XIII

Artur de Oliveira 10 Fev 14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Faz todo o sentido comparar o progresso das Monarquias Europeias de hoje, com o nosso atraso por sermos uma república".

Dom Duarte de Bragança

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A nova república dos Jotinhas

Artur de Oliveira 23 Jan 14

 

 

 

 

 

 

 

José Sócrates, Paulo Portas, Passos Coelho e António Costa são produtos acabados das juventudes partidárias (curiosamente os três primeiros começaram as suas carreiras na JSD). Lá se formaram nas artes negras do chico-espertismo e das maquinações contra adversários e nas recompensas aos seus lacaios e no culto á volta da sua imagem. Uma formação siciliana que vem dos velhos Dons... oooops... Barões, e agora os alunos superaram os mestres que ainda hoje reclamam contra eles. Prova cabal disso é a estratégia de Passos Coelho em instrumentalizar a chefia de estado republicana. Não é um dos princípios republicanos que a chefia de estado está aberta a qualquer cidadão? Ledo engano, pois se nunca foi assim, agora pelos vistos está totalmente provado para todos que nada é assim. Só não vê quem quer. Interesses, clientelas, tachos e negócios devem ser protegidos a todo o custo. Por muito que refilem os velhos barões (até com uma certa razão, pois afinal eram um pouco mais competentes), não se devem esquecer que quem os sucedeu é a sua prole. E quem perde? A democracia e os seus cidadãos. É hora do Combate da Cidadania!

 

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Sentido de Estado XII

Artur de Oliveira 21 Jan 14



"Temos de ser todos nós, o país inteiro, a tentar resolver esta crise e não podemos ficar à espera que a solução venha do Estado"

Dom Duarte de Bragança

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