Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O Ouriço

MENU

Mariquinha, vem comigo para a Troika!

Artur de Oliveira 7 Abr 16

12932572_572275462934379_524434653303682854_n.jpg

Agora acompanhemos a música, substituindo a palavra Angola por troika.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cada vez mais é certo que vai haver Brexit (Tic-Tac) e a União Europeia está em risco de perder o seu 3º maior investidor. O neoliberalismo e a doutrina troikiana da TINA (There is no alternative) foram uma das causas, para além do Sr. Schauble e a sua marioneta que por acaso é chanceler. É tempo da União Europeia se reinventar e deixar de pensar como um clube e deixar-se de federalismos impossíveis. O ideal seria ser uma união confederada, em que todos os membros contem, por exemplo. O mundo está a mudar e os eurocratas que se mexam antes da bomba-relógio (tica-tac) lhes explodir na cara e depois quem pagará serão os mesmos do costume: os cidadãos, claro. Será acaso do destino que os maiores promotores desta crise na união europeia sejam precisamente certas repúblicas?

Even-a-Killer-Has-Something-to-Fear-freddy-vs-jaso

Autoria e outros dados (tags, etc)

PPP's e as Troikas e Baldroikas do Governo

Artur de Oliveira 10 Out 14

OriginalSize$2014_09_22_11_41_56_233155.jpg

O FMI lançou um relatório que alerta que as Parcerias Público-Privadas e concessões do Estado não serão assim tão transparentes em termos de orçamento de estado, já que mais de 2/3 dos contratos celebrados entre Estado e concessionários não foram devidamente fiscalizados. Tratam-se de 21 mil milhões de investimentos do Estado nestes negócios ruinosos que deveriam ser renegociados e em certos casos bloqueados de vez. Afinal para que serviram tantos sacrifícios dos cidadãos? Uma governação que se importa com o seu povo, já teria tomado medidas em relação a isso desde que iniciou a actual legislatura. Sabe-se que esse problema tem a sua complexidade e as suas especificidades, mas não fiscalizar tantos contratos não cheira a inércia, mas cheira a conluios. Há uma coisa chamada memória selectiva, será que estamos perante inércia selectiva? Mais, porque é que só agora é que o FMI fala no assunto, quando devia ter falado na altura certa, evitando-se assim tanto desemprego, dívida, pobreza e outras tragédias sociais numa austeridade cega, impiedosa e até assassina para muitas famílias? Porque ao que parece o que importava á Troika era receber o dinheiro, viesse de onde viesse e de qualquer jeito. Bastava apenas que os vistos na checklist fossem preenchidos enquanto a sociedade civil e 90% do tecido empresarial eram esmagados pela fiscocracia impantada sem dó nem piedade. Afinal havia alternativa, mas aparentemente não era conveniente. É o neoliberalismo no seu melhor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

E depois os cidadãos é que pagam? Não se vai buscar o dinheiro porquê?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Balanço Portugal-Alemanha

Artur de Oliveira 16 Jun 14




Será que a derrota de Portugal frente à Alemanha no Mundial do Brasil 2014 já estava incluída no Memorando da Troika?

Autoria e outros dados (tags, etc)














O local do crime é o fogão, e assim foi durante muitos anos: vende bolo de laranja no café da zona. Sem recibo. E ainda consegue ir mais longe: usa os ovos das suas próprias galinhas. Juntamente com a filha, formam uma organização criminal.

-Eusébia, com 58 anos, produz uma pequena quantidade de queijo de cabra na sua própria cozinha que vende aos vizinhos a 1 euro a unidade. Um dos vizinhos, José Manuel, utiliza o antigo forno de barro que tem no quintal para cozer pão, faz uma quantidade a mais do que a que ele e a sua mulher necessitam para vender aos amigos, tentando assim complementar a pensão da reforma que recebe.

Alguns dos habitantes mais idosos da aldeia apanham cogumelos e vendem-nos ao comprador intermediário. Novamente, sem passar recibo. Por sua vez, este intermediário distribui-os em restaurantes, passa recibo mas fá-lo pelo dobro do preço que pagou por eles.
Marta, proprietária do café da zona, encomendou alface ao fornecedor mas acrescentou umas ervas e folhas de alface do seu próprio quintal. Podemos chamar a isto tradição, qualidade de vida ou colorido local – o certo é que em tempos de crise, a auto-suficiência entre vizinhos, simplesmente ajuda a sobreviver.

O Alentejo é das regiões mais afectadas pela crise que de qualquer forma afectou todo o país. A agricultura tradicional está em baixo, a indústria é quase inexistente e os turistas raramente se deixam levar pela espectacular paisagem costeira da província. Os montes alentejanos perdem-se em ruínas. Quem pode vai embora, ficando apenas a população idosa a viver nas aldeias, e para a maior parte, o baixo valor que recebem de reforma é gasto em medicamentos, logo na primeira semana do mês. Inicialmente, as pessoas fazem o que sempre fizeram para tentar sobreviver de algum modo. Vendem, a pessoas que conhecem, o que eles próprios conseguem produzir. Não conseguem suportar os custos de recibos ou facturas. Para conseguir iniciar um negócio com licença, teriam de cumprir os requisitos e fazer grandes investimentos que só compensariam num negócio de maior produção.

Ao contrário de Espanha, Portugal não negociou acordos especiais para quem tem pequenos negócios. As consequências: toda a produção em pequena escala - cafés, restaurantes , lojas e padarias que tornam este país atractivo - é de facto ilegal.
Só lhes restam duas hipóteses:
- ou legalizam o seu comércio tornando-se grandes produtores
- ou continuam como fugitivos ao fisco.

Até agora e de certa forma, isto era aceitável em Portugal mas neste momento, parece que o governo descobriu os verdadeiros culpados da crise: o homem modesto e a mulher modesta como pecadores em matéria de impostos. Como resultado, as autoridades fecharam uma série de casas comerciais e mercados onde dantes eram escoadas os excedentes das parcas produções dos pequenos produtores e transformadores, que ganhavam algum dinheiro com isso, equilibrando a economia local.
Há uns meses atrás, a administração fiscal decidiu finalmente fazer algo em relação ao nível de desemprego: empregou 1.000 novos fiscais.

Como um duro golpe para a fraude fiscal organizada, a autoridade autuou recentemente uma prática comum na pequena Aldeia das Amoreiras: alguns homens tinham - como o fizeram durante décadas - produzido e vendido carvão. Os criminosos têm em média 70 anos, e os modestos rendimentos do carvão mal lhes permitia ir mais do que poucas vezes beber um medronho ou pedir uma bica. Não é benéfico acabar com os produtos locais e substituí-los por produtos industriais.

Com a pressão da Troika, o governo está a actuar contra os interesses do próprio povo. Apenas há umas semanas atrás, o Município de Lisboa mandou destruir mais uma horta comunitária num bairro carismático da cidade, onde residentes produziam legumes com sucesso, contando com a ajuda da vizinhança.

Enquanto os moradores do bairro protestavam, funcionários municipais arrancaram árvores pela raiz e canteiros de flores, simplesmente para que os terrenos possam ser alugados em vez de cedidos. Mais uma vez, uma parte da auto-organização foi destruída pela crise. A maioria dos portugueses não aceita isto. No último ano e por várias vezes, cerca de 1 milhão de pessoas - o equivalente a 10% da população - protestou contra a Troika.

Muitos demonstram a sua criatividade e determinação durante a desobediência civil: quando saiu a lei que os clientes eram obrigados a solicitar factura nos restaurantes e cafés, em vez de darem o seu número de contribuinte, 10 mil pessoas deram o número do Primeiro-ministro. Rapidamente isto deixou de ser obrigatório.

Também há alguns presidentes de freguesias que não aceitam o que foi feito aos seus mercados. E assim os pequenos mercados locais de aldeia continuam mas com um nome diferente “Mostra de produtos locais”, “Mercado de Trocas”. Se alguém quer dar alguma coisa e de seguida alguém põe dinheiro na caixa dos donativos, bem... quem irá impedi-lo?!

Existe um ditado fascinante: “quando a lei é injusta, a resistência é um dever”. É este o caso. Não são os pequenos produtores que estão errados mas sim as autoridades e quem toma as decisões - tanto moral como estrategicamente, porque:
- é moralmente injustificável negar a sobrevivência diária dos idosos nas aldeias.
- é estrategicamente estúpido…porque leva ao extermínio destes velhos, de forma encapotada.

Um tesouro raro está a ser destruído: uma região que ainda tem conhecimentos e métodos tradicionais, e comunidades com coesão social suficiente para partilhar e para se ajudarem entre si, estão a ser destruídas.

Uma economia difundida globalmente e à prova da crise é o que aqui acaba por ser criminalizado, ou seja, a subsistência rural e regional, o poder de auto-organização de pessoas que se ajudam mutuamente, que tentam sustentar-se com o que cresce à sua volta.

Ao enfrentar a crise, não existem razões para não avançarmos juntos e nos reunirmos novamente. Existem sim, todos os motivos para nos ajudarmos mutuamente, para escolhermos a auto-suficiência e o espírito comunitário rural. Podemos ajudar a suavizar a crise, pelo menos por agora – se não, no mínimo oferecemos um elemento chave para a resolver.

Quanto mais incertos são os sistemas de abastecimento da economia global, mais necessária é a subsistência regional.
Assim sendo, pedimos a todos os viajantes e conhecedores: peçam pratos caseiros e regionais nos restaurantes. Deixem que as omeletes sejam feitas por ovos que não foram carimbados nem selados. Peçam saladas das suas hortas. Mesmo em festas ou cerimónias, escolham os produtos de fabrico próprio, caseiros.

Talvez em breve, os proprietários dos restaurantes se juntem a uma mudança local. Talvez em breve, um funcionário de uma loja será o primeiro a aperceber-se que a caixa de donativos na entrada traz mais lucro do que o registo obrigatório das vendas recentemente imposto. Talvez em breve, apareçam as primeiras moedas regionais como um método de contornar as leis fiscais. "

Fonte: Facebook

Autoria e outros dados (tags, etc)

Adeus gás! Adeus cautelar!

Artur de Oliveira 28 Mar 14








E parece que vamos ter uma crise gasosa... Diz-se por aí que Angela Merkel vai querer que os países intervencionados pela Troika, como Portugal tenham saídas limpinhas de cautelares e estarão entregues a si mesmos, porque a Alemanha tem reservas de gás apenas disponíveis a médio e longo prazo e por isso necessita de armazenar o seu dinheiro para investir numa almofada financeira para prevenir-se do fecho da torneira de gás russo e também para investir na recuperação financeira da Ucrânia com o amigo FMI, visto que os juros e comissões de países endividados são os ovos de ouro da galinha Troika.

Autoria e outros dados (tags, etc)

UE: Diplomacia esgazeada

Artur de Oliveira 18 Mar 14

 

A União Europeia, dominada pelos países do Norte e regida pelo punho de ferro merkeliano sempre mostrou não ter ideias próprias ao ser mais neoliberal que o FMI em termos troikanos (daí estar a fazer a tal comissão ás troikas para pôr as culpas quase todas no FMI e tentar ter cara limpa nas próximas eleições europeias), agora anda a reboque da diplomacia norte-americana. E quando faltar gás? There is alternative? Duvido.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds