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O Ouriço

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!2 de Março e os indagados

John Wolf 4 Mar 12

No dia !2 de Março de 2011 a população Portuguesa manifestou-se veementemente pela situação de descalabro do país. De um modo transversal, a sociedade cívil esteve presente nesse protesto, mais leigo que ideológico, em torno de um slogan central, consubstanciado na expressão "precariedade". A direita, a esquerda, o norte e o sul, abanaram com nuances de distinção as bandeiras de repúdio, pela forma como os governos conduziram a gestão do país ao descalabro. A plataforma do !2 de Março sugeria algo de novo no panorama político nacional. A sugestão de uma nova força civil, passível de se transformar num agente permanente de transformação, quiça um novo partido criado a partir da colecta de consternações. Mas tal não aconteceu. Da Av. da Liberdade (e os seus 400.000 ocupantes) não brotou nada de estruturante, intelectualmente capaz de oferecer propostas de construção. As vozes que se fizeram ouvir, batiam continuamente na mesma tecla. Na reclamação instintiva e natural pela subtração, aquilo que o governo anunciava retirar aos trabalhadores Portugueses. Nos dias que se seguiram algumas vozes alternativas, os alegados representantes do movimento, deram a cara, e lá foram entregar petições ao parlamento, como se aqueles a quem retiraram confiança política fossem surpreendentemente conceder-lhes uma espécie de reembolso político, uma devolução utópica. O movimento !2 de Março lamentavelmente foi fiel a si, ao país, à geração precária incapaz de apresentar propostas de solução para reconstruir um país tombado. Infelizmente a indagação é filha bastarda da indignação.

 

(fotografia tirada na manifestação - JW)

 

 

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2 comentários

De Artur de Oliveira a 04.03.2012 às 16:47

Eu estive lá mais o Daniel Nunes Mateus e Filipe Cardeal a representar os monárquicos... E não é que descobrimos estiveram imensos dos nossos? E os pseudo-anarquistas que lá estiveram, receberam-nos bem e ouviram os nossos argumentos. Esse tipo de protestos têm que se repetir e unir o povo independentemente das suas cores políticas e filosofias de regime... Viva Portugal!
Abraço, nosso filho adoptivo que tardas em regularizar no papel um direito que é teu de sangue e alma

Your brother

Artur

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