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O Ouriço

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Miguel Macedo anda-nos a ler...só pode!

Faust Von Goethe 23 Set 12



Portugal «não pode ser um país de muitas cigarras e poucas formigas».

Miguel Macedo a 23.09.2012 (no decorrer de uma inauguração de um quartel de bombeiros)

 

(...).Resta saber se com a baixa de temperatura as restantes baratas tontas do governo se deixem de comportar como cigarras e passem a se comportar como as obreiras formigas.

O inverno está quase à porta...

Por mim a 06.09.2012 (um dia antes do TSUnami Passos Coelho)

 

Adenda #1: Os Portugueses já dão o exemplo e só se manifestam às 6ªs feiras-depois de sairem do emprego-e aos fim-de-semana para não lhes levar mais do que aquilo que já lhes é "rapinado" ao fim do mês.

 

Adenda #2: O senhor ministro, ao invés de fazer discursos bacocos e moralistas, devia de seguir o exemplo de Assunção Cristas que já ontem esteve a vindimar para os seus lados.

 

Adenda #3: Não se esqueça na próxima 6ª feira de dar os parabéns à senhora Ministra-pela colheita deste fim-de-semana e pelo seu aniversário.

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Música que Pica #27

Faust Von Goethe 23 Set 12

A Música que Pica de hoje tem dedicatória especial. Vai inteiramente para a equipa do Blogs Sapo que nas últimas semanas tem difundido com alguma regularidade [através da secção dos recortes], o que por estes lados [melhor] se escreve.


Um grande obrigado. 



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A iluminação de Portugal

John Wolf 23 Set 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto houver a convicção, neste país, que existe um grupo de  "iluminados" que guia os que estão no "escuro", não há remédio para a desgraça. Podem colocar no mesmo saco, comentadores televisivos, intelectuais com cargos administrativos, directores de fundações e centros culturais, editores, políticos, autores de livros, jornalistas e artistas. Estes não estão perto das massas, embora desejem fazer passar essa imagem popular, de esquerda de vernissage. E nem são a massa crítica capaz de operar uma genuína transformação da matriz existencial do país. Fazem parte do sistema. São filhos do sistema. E é uma condição confortável e vantajosa. Para eles. A revolução tem de ser muito mais profunda. As manifestações da sociedade anónima são um bom indicador do renascimento que Portugal exige. Os protestos de rua fazem parte de um processo que fará despontar uma verdadeira sociedade civil.  

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A ferradura da política

John Wolf 22 Set 12

Existe por aí uma falsa esquerda, uma falsa direita, e um falso centro que não são mais do que oportunistas. Conheço uns quantos que estão na rua ao lado dos "oprimidos" (alinhados com um mito hippie-marxista) mas que tomam decisões no seio de grandes grupos económicos e que baseiam o seu lucro na exploração do talento de outrem. E o oposto, uns que se acham liberais e iluminados (alinhados com a alegada elite) mas que não fazem a mínima ideia de filantropia. Já não tenho paciência para estes traidores da integridade. O resultado é sempre o mesmo. Um bicho que morde a cauda, a sua e a dos outros.

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O Estado da Nação

Faust Von Goethe 21 Set 12

 

Tenho tentado ao máximo evitado fazer críticas, que não sejam construtivas aos actuais líderes do governo, em particular ao CDS/PP pois retirando o poder do seu líder Paulo Portas, os restantes ministros não têm um grande peso político no actual executivo. Nem nas secretarias de estado.

 

Como forma de contrabalançar com as actual conjuntura política, decidi rever o vídeo de encerramento do debate sobre "O Estado da Nação", em que Portas afirmou que “Portugal estar melhor no final desta legislatura do que estava no início desta legislatura”. Quem ouviu as palavras de Portas há um mais de um mês ficou com a esperança de que o que estava a ser feito estava-ou ainda está-a valer a pena.

 

No entanto, a conjuntura actual não valida grande parte do discurso de Portas. É verdade que os problemas dos juros da dívida e da bolsa de valores se estão a resolver. Mas este optimismo desmesurado não se deve às medidas do Governo, mas à mudança do paradigma da Europa para enfrentar a crise. As soluções apenas vieram após líderes como Mário Monti terem batido o pé a Angela Merkel naquela célebre madrugada do pós europeu de futebol em que Itália cilindrou a Alemanha por 2-0. O eventual desastre espanhol que conduziria ao afundamento de Espanha-que deve formalizar a sua pedida de ajuda externa aos membros da UE-apenas contribui ainda mais para o pragmantismo das medidas tomadas.

 

Recentemente, Mario Draghi decidiu tomar as rédeas da liderança do Banco Central Europeu e, mesmo contra as objecções e reservas do Bundesbank, jogou um trunfo forte com vista à salvação do euro. Do primeiro-ministro e ministros de estado desconhece-se qualquer tomada de posição a nível externo. Apenas ouvimos declarações tímidas às recentes medidas tomadas pelos nossos parceiros europeus.

 

A nível da política doméstica, o slogan "A nossa credibilidade é a nossa margem de manobra” mencionado por Portas no debate do estado da nação não passa de mero ruído de fundo, ou se quiserem, soundbytes. Mais austeridade que vem a caminho continua a penalizar quem mais trabalha assim como os pequenos aforradores. Por outro lado, a actual proposta para a mexida na taxa social única contempla apenas as empresas que têm um número elevado de trabalhadores.

 

O ónus do modelo de ajustamento Português assenta essencialmente nas exportações. E a criação de postos de trabalhos a curto prazo passará essencialmente pelas empresas exportadoras. No entanto, sabemos que empresas que têm um número elevado de mão-de-obra, apenas algumas exportam. E é provável que que sejam estas as que mais irão contribuir para melhorar o desempenho da balança comercial. No entanto, a flexibilização do mercado laboral acordada em concertação social-a lei do chinelo como alguns analistas a apelidaram-fez com os custos salariais baixassem significativamente. Já se trabalha portanto mais por menos dinheiro.

 

No que toca à saúde, custos salariais com médicos, enfermeiros e profissionais de saúde, em geral, ficaram também mais baratos. O encerramento anunciado de unidades hospitalares como a maternidade Alfredo da Costa assim como a fusão entre as unidades hospitalares do Hospital da Universidade de Coimbra com o hospital dos Covões mostram-nos claramente que, atendendo à qualidade dos nossos hospitais, que o futuro do Sistema Nacional de Saúde passará essencialmente pelo turismo [de saúde], o que poderá não ser mau de todo.

 

Tal como Portas [e Gaspar], acredito que dentro de um ano teremos a balança comercial equilibrada. No entanto, a tendência de queda acentuada do poder de compra a nível interno, irá fazer disparar as falências e o desemprego. Por conseguinte, a diminuição do número de trabalhadores a descontar irá aumentar as despesas com a segurança social. Logo, a probabilidade de não cumprirmos com as metas do défice em 2013 é bastante elevada. Em termos gerais, esta é uma das conclusões que se pode retirar após ler o Global Outlook para o quarto trimestre do banco [francês] BNP Paribas.

 

Já se percebeu pelas declarações de Vítor Gaspar que o povo- ou melhor, as cobaias- irão sofrer ainda mais com a actual teoria de choque. Quem esteve na manifestação do passado sábado constatou que muitas delas já estão desesperadas, outras em risco de perder o abrigo e muitas outras em risco de passar fome. Algumas já gritam umas com as outras, outra(s) se tentaram imolar - como o caso do jovem de 20 anos em Aveiro. Tudo isto fruto do aumento da agressividade que em nada contribui para o clima de paz social e muito menos para a imagem que passamos além-fronteiras.

 

Pelas recentes declarações de Gaspar-que recentemente esteve em Berlim com o seu homólogo alemão-o espectáculo parece ter sido interessante, porque o modelo [capitalista] por ele defendido com o patrocínio de Schaube requer [muita] competição e agressividade. Prova disso é que o seu homólogo continua a esfregar aos mãos de contente perante a possibilidade de se confirmar a teoria de que "ser bom aluno" é que realmente compensa.

 

Não interessa portanto se pelo caminho, vão morrer muitas cobaias, pois todos estes sacrifícios desmesurados são em favor da ciência [económica]. Com os elogios da Alemanha a Portugal, resta saber se o prémio por tal proeza será uma estátua em homenagem ao patriotismo [de Portas e de outros tantos], tal como fizeram os soviéticos aos [pobres] cães de Pavlov.

 

*Texto publicado no site do Instituto da Democracia Portuguesa.

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Sala preparada no hotel Tivoli para receber conferência de imprensa da coligação. Nenhum dos membros da comissão política de ambos os parceiros de coligação apareceu. Acresce que no comunicado à imprensa não foi clarificada a posição conjunta quanto à aplicação/modelação da taxa social única.

Ficámos portanto a saber mais do menos. Para variar.

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O meu parceiro és TSU!

Faust Von Goethe 20 Set 12

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“A morte de qualquer homem diminui-me, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procures saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti.” John Donne.


Numa altura em que se discute a implementação/modelação da taxa social única assim como a deriva que paira na coligação PSD/CDS-PP, Carlos Carreiras-presidente da Câmara Municipal de Cascais & Presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro- escreveu hoje no jornal i um texto entitulado "Um teste à nossa maturidade democrática"- um texto visto por alguns comentadores anónimos como uma demarcação às últimas posições públicas de António Capucho.


Compreendo a perfeitamente posição de Carlos Carreiras. Está a actuar como todo o militante de base deveria de actuar.
No entanto, isso não apaga o erro crasso do actual primeiro-ministro que não teve o bom senso de discutir as medidas anunciadas com os parceiros sociais, muito antes de as anunciar ao país.
Aliás, mais do que ter uma maioria absoluta é preciso manter a coesão social. Mais ainda quando o actual pacote de medidas assenta em mais sacrifícios para os trabalhadores, tanto do público como do privado.


Luís Amado já tinha alertado para isso quando esteve há semanas atrás na escola de verão do PSD. E o resultado das suas profecias estão à vista. Um país indignidado que clama a pés juntos a demissão de Passos Coelho e de outros tantos.


Hoje em entrevista ao Jornal Blitz, Adolfo Luxúria Canibal disse uma(s) frase(s) que resume(m), em grande parte o sentimento do povo [português]:


Fazer o que eles estão a fazer, qualquer um faz . O maior analfabeto consegue fazer isso. Apagar a luz, arrancar as tomadas e deixar o barco afundar.
Chegou-se a um limite em que a corda rebenta. Acho que [Passos Coelho] não vai acabar a legislatura e que estamos mais próximos de um banho de sangue do que de um ficar de braços cruzados até ao afundanço total.

 

Resta saber se perante o dobrar dos sinos, Passos Coelho assim como o seu núcleo duro têm a maturidade democrática suficiente para abdicar. É preciso perceber que:

 

i)  Primeiro estará sempre o bem comum de Portugal e dos portugueses;

ii) depois o partido;

iii) só por fim os seus caprichos.

 


Adenda #1: Foi extremamente infeliz por parte de Carlos Carreiras invocar a memória de Sá Carneiro. Passos Coelho é tudo menos um social-democrata!


Adenda #2: Não defendo eleições antecipadas. Defendo uma reetruturação do governo, continuando PSD a liderar [a coligação].Tem toda a legitimidade democrática para o fazer, pois foi o grande vencedor das últimas eleições.


Adenda #3: Olhando para os órgãos actuais do partido, há alternativas credíveis para continuar a governar sem Passos Coelho. Sem recorrer a Rui Rio. Sem recorrer a Manuela Ferreira Leite.

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Música que Pica #26

Faust Von Goethe 18 Set 12

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