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O Ouriço

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As duas grécias

Faust Von Goethe 12 Mai 12

 

Desfeitas as possibilidades de formação de um governo de unidade envolvendo os três partidos mais votados-Nova Democracia,Syriza e PASOK- a grécia vai [provavelmente] a votos [durante o próximo mês].

 

Num sentido lato, os gregos terão de decidir entre a continuação na zona euro ou a de abarcar com os custos de um default desordenado-o que poderá conduzir, tal como na Argentina em 2001, a uma falência política, institucional e moral.

 

Quem acompanha por perto a realidade grega, percebe que nesta Grécia existem na realidade duas grécias: uma grécia descontraída e relaxada, não particularmente ambiciosa que pretende empregos bem remunerados, mas em que se exige pouco, a que trata as leis como meras directrizes - segue-as quando lhes convém, ignora-as quando não. 

 

A outra grécia-a oprimida-glorifica a rebelião, teima em julgar, mas teme ser julgada. De acordo com os comentadores gregos, esta grécia é paranóica e vive de teorias da conspiração, tentando culpar os outros, mas não reconhecendo a culpa em si mesma. 

 

Actualmente, a Grécia é mais do que um simples país insular.É um país inseguro com a sua posição na Europa, inseguro sobre as suas reais valias para vencer a crise, e inseguro quanto ao seu real potencial para vir a ter sucesso e de dobrar esta crise com a perseverança dos bravos. 

 

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